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TML distinguida com certificado GoGreen Plus da DHL em operação logística sustentável

A DHL certificou a operação logística da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) como mais sustentável, no âmbito da utilização do serviço GoGreen Plus, relativo ao ano de 2025.

A distinção reconhece a redução de emissões de carbono associadas ao transporte aéreo de mercadorias realizado com apoio da DHL ao longo do período de 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2025. O desempenho foi auditado por uma entidade independente, a SGS, que validou os dados de emissões e as reduções alcançadas através da utilização de combustível sustentável de aviação (SAF).

O serviço GoGreen Plus assenta na substituição parcial de combustíveis fósseis por SAF, permitindo uma redução significativa das emissões de gases com efeito de estufa ao longo do ciclo de vida do transporte (well-to-wheel). Este modelo integra-se na estratégia da DHL para a descarbonização progressiva da cadeia logística, através da utilização de combustíveis certificados, rastreáveis e com impacto mensurável nas emissões associadas aos âmbitos Scope 1 e Scope 3.

Para a TML, esta certificação representa o reconhecimento externo do seu compromisso com critérios ESG e com a sustentabilidade operacional, ao integrar soluções logísticas de menor impacto carbónico nas suas operações.

TML apresenta projetos de mobilidade escolar aos municípios da Área Metropolitana de Lisboa

A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) reuniu com as áreas de educação dos diferentes municípios da Área Metropolitana de Lisboa (AML) para apresentar soluções de mobilidade escolar que reforçam a integração entre escolas, famílias e transportes públicos.


Entre os projetos apresentados esteve o cartão “navegante escola”, já adotado em municípios como Cascais e Oeiras. Além de permitir a validação nos transportes públicos, este cartão funciona também como cartão escolar, possibilitando o controlo de entradas e saídas dos alunos nas escolas, contribuindo para uma maior segurança e eficiência na gestão do dia a dia escolar.

Durante a sessão foi igualmente apresentado o projeto “Mini Passageiros”, implementado em 2025, que já chegou a 12 escolas e a cerca de 600 crianças. A iniciativa pretende sensibilizar os mais novos para hábitos de mobilidade mais sustentáveis desde o início do seu percurso escolar, promovendo uma maior utilização do transporte público e uma consciência ambiental mais ativa.

A TML destacou ainda a importância da App navegante como ferramenta de apoio à utilização do transporte público. A aplicação permite um acesso mais ágil e simples aos serviços de mobilidade, sendo considerada um instrumento fundamental para aproximar os alunos e as respetivas famílias das soluções de transporte disponíveis na região metropolitana.

Com esta iniciativa, a TML reforça a colaboração com os municípios da AML na promoção de uma mobilidade mais integrada, sustentável e adaptada às necessidades da comunidade escolar.

Mobilidade, integração e futuro: Carlos Humberto Carvalho na Mobilidade Mais Talks

Durante o mês de maio, as instalações da Transportes Metropolitanos de Lisboa receberam mais uma edição da “Mobilidade Mais Talks”, iniciativa promovida pela revista Eurotransporte dedicada à reflexão sobre os desafios da mobilidade e do transporte público em Portugal.

Nesta sessão, o convidado foi Carlos Humberto Carvalho, numa conversa moderada por Sandra Lameiras, marcada por uma reflexão profunda sobre integração tarifária, crescimento da procura, digitalização, sustentabilidade e o futuro das áreas metropolitanas.

Logo no início da conversa, Carlos Humberto Carvalho deixou uma ideia estruturante sobre a evolução dos sistemas de mobilidade:

“Chegamos aqui com muitos momentos de inovação. O novo substitui o velho mas não nasce do nada. Nasce do conhecimento anterior.”

Numa reflexão sobre cidades inteligentes e planeamento urbano, destacou ainda que a tecnologia só faz sentido quando coloca as pessoas no centro:

“Em todas as épocas da história houve cidades inteligentes. O mais importante é que tenham em consideração o ser humano.”

O navegante® e a democratização do acesso ao transporte

Um dos momentos centrais da conversa foi a transformação provocada pela integração tarifária e pelo passe navegante®.

Carlos Humberto Carvalho recordou que, antes da implementação do novo modelo tarifário, uma parte muito significativa da população da Área Metropolitana de Lisboa não utilizava regularmente transporte público por razões económicas.

“O navegante® democratizou o acesso ao transporte público.”

A medida ampliou não apenas o acesso à mobilidade, mas também o acesso a outros direitos fundamentais, num momento em que muitas famílias ganharam maior disponibilidade financeira. Ao mesmo tempo, alertou para os novos padrões de procura:

  • crescimento da utilização fora das horas de ponta tradicionais;
  • maior pressão nas deslocações suburbanas;
  • impacto da crise da habitação na mobilidade metropolitana.

“Temos mais turistas em Lisboa, as famílias deixam de conseguir viver em Lisboa. Isso cria problemas para a sociedade também em termos de transporte.”

Mais integração, mais informação e melhor articulação

Ao longo da sessão, ficou clara a ideia de que a integração tarifária foi apenas o primeiro passo.

“Demorámos muito tempo a perceber que a integração tarifária era essencial.”

Para o presidente da TML, a próxima fase passa pela integração operacional e informativa:

“A integração não deve ser só através da bilhética, mas também da informação de horários e de articulação.”

Nesse sentido, anunciou que no início de junho será disponibilizada informação em tempo real sobre o transporte público metropolitano.

A digitalização foi outro dos temas fortes da conversa. Carlos Humberto Carvalho explicou que a TML evoluiu rapidamente para uma dimensão tecnológica e de inovação:

“A TML foi construída como uma empresa de transporte e mobilidade mas hoje é uma empresa tecnológica e de inovação.”

Atualmente, a empresa já utiliza algoritmos de previsão baseados em padrões de utilização e inferência de procura para melhorar o planeamento operacional.

Crescimento da procura e necessidade de mais capacidade

A sessão ficou também marcada pela referência aos novos recordes da Carris Metropolitana.

“Na semana passada, quarta-feira, foi o dia em que transportámos mais gente desde sempre: 785 mil passageiros.”

Apesar do crescimento, Carlos Humberto Carvalho deixou um alerta claro: os autocarros, por si só, não conseguem responder à totalidade da procura metropolitana.

“Os comboios e os barcos são essenciais. Os autocarros não são suficientes para a procura.”

Defendeu ainda a necessidade de investir mais em corredores dedicados ao transporte coletivo e em sistemas inteligentes de semaforização:

“Temos autocarros de cinco em cinco minutos que ficam parados no trânsito.”

Sustentabilidade financeira e próxima geração de contratos

Outro dos grandes temas abordados foi a sustentabilidade do sistema de transporte público.

Carlos Humberto Carvalho defendeu a manutenção da integração tarifária e da acessibilidade social, mas alertou para os riscos de modelos de gratuitidade sem compensação financeira adequada.

“Precisamos de garantir a manutenção do valor do passe e, ao mesmo tempo, mais transporte.”

Sobre a Carris Metropolitana, reconheceu os enormes desafios associados ao arranque da operação:

  • escassez de motoristas;
  • aumento dos custos laborais;
  • subida do preço dos combustíveis;
  • necessidade de maior flexibilidade contratual.

Segundo explicou, a segunda geração de contratos metropolitanos exigirá:

  • maior capacidade de fiscalização;
  • melhor informação ao público;
  • automatização de mecanismos de ajustamento de custos;
  • reforço da monitorização operacional.

“Chegámos à conclusão de que a fiscalização tem de ser nossa.”

Inclusão, interfaces e visão de futuro

A digitalização trouxe também novos desafios sociais. O presidente da TML reconheceu dificuldades dos operadores em garantir informação acessível para todos os públicos, especialmente para os mais idosos.

Defendeu ainda modelos mais integrados de atendimento ao público, incluindo lojas únicas de mobilidade.

Outro dos grandes desafios identificados foi a pressão sobre os interfaces metropolitanos, com destaque para:

  • Gare do Oriente;
  • Algés;
  • Setúbal.

A TML está atualmente a trabalhar com a Infraestruturas de Portugal na gestão do terminal rodoviário da Gare do Oriente.

No encerramento, Carlos Humberto Carvalho deixou uma reflexão mais ampla sobre o futuro da sociedade, da mobilidade e da democracia:

“Temos de construir um modelo de sociedade.”

E concluiu com uma mensagem fortemente humanista:

“As pessoas têm de estar sempre em primeiro lugar.”

TML distinguida no Portugal Smart Cities Summit 2026

O produto navegante® Empresas recebeu o prémio Portugal Smart Cities – António Almeida Henriques na categoria Neutralidade Carbónica e Transição Energética.

Atribuídos anualmente, os Prémios Portugal Smart Cities – António Almeida Henriques têm como objetivo distinguir e premiar os projetos de ecossistemas de inovação e implementação de práticas inteligentes, projetos sustentáveis, eficientes e soluções de inteligência urbana, integrados em seis diferentes categorias.

Na edição de 2026 do Portugal Smart Cities Summit, registaram-se mais de uma centena de candidaturas a estes prémios e o navegante® Empresas foi um dos distinguidos, tendo sido ainda um dos cinco nomeados nas categorias “Mobilidade Sustentável e Inteligente” e “Inclusão Social, Inovação Social e Comunidades Inteligentes”.

Carlos Humberto de Carvalho, presidente da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, recebeu o prémio, entregue por Miguel de Castro Neto, Presidente do Júri e Diretor da Nova Information Managment School, reforçando que este é mais um produto da TML orientado para cumprir o desígnio da empresa: “servir as pessoas”.

Mobilidade inteligente e gestão do espaço público: o futuro das cidades debateu-se nas Smart Cities

A conferência dedicada à mobilidade inteligente e à gestão do espaço público, realizada no âmbito do evento Smart Cities, reuniu alguns dos principais responsáveis institucionais e especialistas do setor para discutir os desafios que as cidades portuguesas enfrentam no presente e nas próximas décadas. Entre os participantes estiveram Carlos Humberto de Carvalho, Gonçalo Reis, Nuno Sousa, Dina Aguiar, Emídio Gomes, José Gomes Mendes e Isabel Barroso de Sousa.

Ao longo do debate ficou clara uma ideia comum: as cidades inteligentes não se constroem apenas com tecnologia, mas sobretudo com uma visão integrada centrada nas pessoas, na qualidade de vida e na eficiência dos sistemas urbanos.

A cidade inteligente como resposta às necessidades das pessoas

Na abertura da discussão, Nuno Sousa destacou que uma cidade inteligente deve ser capaz de gerar “feedback” para os cidadãos e responder de forma dinâmica às suas necessidades. Para o responsável dos TMP, mobilidade e transporte representam, acima de tudo, liberdade.

Segundo afirmou, o objetivo passa por criar cidades mais tecnológicas, mas também mais humanas, onde seja possível trabalhar e viver com maior flexibilidade, garantindo que os sistemas urbanos comunicam eficazmente com quem os utiliza.

A mesma ideia foi reforçada por Dina Aguiar, que alertou para o facto de a tecnologia não poder ser vista como uma solução isolada. Para a administradora da Parques Tejo, a inteligência urbana deve funcionar como um eixo facilitador, articulando três dimensões fundamentais: estacionamento, mobilidade e satisfação do utilizador.

A responsável lembrou ainda que muitas cidades continuam estruturadas com base em modelos urbanos antigos, desenhados para realidades de mobilidade muito diferentes das atuais. Nesse contexto, a gestão e regulação do estacionamento assumem um papel cada vez mais relevante, sobretudo devido aos problemas causados pelo estacionamento indevido e pela pressão sobre o espaço público.

Crescimento da procura exige mais capacidade e integração

Um dos momentos centrais da conferência foi a intervenção de Carlos Humberto de Carvalho, presidente da TML, que sublinhou o forte crescimento da procura por transporte público na Área Metropolitana de Lisboa.

Segundo revelou, atualmente são transportadas cerca de 750 mil pessoas por dia através da Carris Metropolitana, num território que serve uma população próxima dos três milhões de habitantes. O responsável destacou ainda que o sistema não serve apenas os principais eixos urbanos, mas também as periferias, verificando-se um aumento significativo da procura até em horários tradicionalmente menos utilizados, como as linhas das quatro e cinco da manhã.

Carlos Humberto defendeu que muitos dos desafios atuais da mobilidade não podem ser resolvidos apenas pelos operadores rodoviários. Na sua perspetiva, será essencial reforçar os transportes pesados, aumentar corredores BUS, implementar semáforos prioritários e apostar fortemente em dados em tempo real. A curto prazo, a ambição passa por disponibilizar informação em tempo real em todos os sistemas de transporte.

O presidente da TML alertou ainda para um problema estrutural: a ausência de uma visão verdadeiramente integrada entre os diferentes municípios da Área Metropolitana de Lisboa. “Temos 18 poderes locais na AML”, recordou, defendendo uma maior articulação institucional para melhorar a integração entre os sistemas de mobilidade de Lisboa e Porto.

Transporte público, sustentabilidade e ordenamento urbano

Gonçalo Reis, vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, reforçou a importância de garantir uma oferta de transporte público organizada e eficiente, capaz de incentivar a transferência do automóvel individual para os modos coletivos.

Nesse sentido, destacou os investimentos em curso na Carris para aumentar a frequência e a capacidade da rede, bem como o desenvolvimento dos parques navegante® em parceria com a TML, que deverão disponibilizar cerca de 1700 lugares de estacionamento em parques indutores associados ao transporte coletivo.

O autarca sublinhou também que a gestão municipal não pode limitar-se apenas aos transportes públicos tradicionais. Outros modos de mobilidade, como os tuk-tuk, exigem igualmente regulamentação e organização para evitar impactos negativos no espaço urbano.

A transição climática foi outro dos temas abordados. Gonçalo Reis referiu o compromisso de Lisboa em atingir, até 2029, uma utilização de 90% de energias limpas nos sistemas de mobilidade.

No entanto, alertou igualmente para os desafios financeiros associados à política de gratuitidade nos transportes públicos. Embora reconheça os benefícios sociais da medida, defendeu que a sustentabilidade económica do sistema é essencial para garantir investimento contínuo e melhoria da qualidade do serviço.

O debate sobre a gratuitidade dos transportes

A questão da gratuitidade dos transportes públicos gerou algumas das posições mais divergentes da conferência.

Nuno Sousa mostrou-se favorável a modelos de gratuitidade universal, defendendo que existe atualmente uma enorme falta de planeamento urbano e de mobilidade.

Já Dina Aguiar apresentou uma visão mais prudente, considerando que o preço do passe não é necessariamente o principal fator de afastamento do transporte público. Na sua opinião, os utilizadores valorizam sobretudo variáveis como comodidade, previsibilidade e fiabilidade do serviço. Acrescentou ainda que existe frequentemente uma tendência para desvalorizar aquilo que é gratuito.

Também José Gomes Mendes criticou fortemente os modelos de gratuitidade generalizada, classificando-os como um potencial obstáculo à melhoria da qualidade do serviço, por reduzirem capacidade de investimento.

A cidade tridimensional e o futuro da mobilidade

Uma das intervenções mais disruptivas foi protagonizada por José Gomes Mendes, que apresentou uma reflexão sobre os novos paradigmas da gestão urbana e da mobilidade.

O responsável destacou que a mobilidade possui simultaneamente externalidades positivas — ao aproximar pessoas e atividades — e negativas, devido à pressão que gera sobre o espaço urbano.

Numa visão prospetiva, defendeu que o futuro poderá passar pela utilização do espaço aéreo urbano como nova camada de mobilidade. Segundo afirmou, a gestão dos fluxos urbanos tenderá a evoluir para um modelo tridimensional, com diferentes níveis de utilização aérea destinados a emergência médica, vigilância e proteção de infraestruturas, bem como sistemas de delivery autónomo.

José Gomes Mendes considerou que esta “cidade tridimensional” poderá tornar-se realidade nas próximas décadas, permitindo expandir a mobilidade sem aumentar a pressão sobre o solo urbano.

Habitação e reabilitação urbana também entram na equação

A conferência abordou igualmente a relação entre mobilidade, habitação e desenvolvimento urbano.

Isabel Barroso de Sousa destacou a dimensão do problema habitacional e a necessidade de colocar no mercado o maior número possível de imóveis reabilitados. Referiu ainda a promulgação da Lei 9/2026, que introduz novas medidas destinadas ao arrendamento e à dinamização da oferta habitacional.

A intervenção reforçou a ideia de que os desafios das cidades inteligentes não podem ser analisados de forma isolada. Mobilidade, habitação, planeamento urbano, sustentabilidade e tecnologia fazem parte de um mesmo ecossistema urbano que exige políticas integradas e coordenação institucional.

Uma visão integrada para as cidades do futuro

Apesar das diferentes perspetivas apresentadas ao longo do debate, houve um consenso claro entre os intervenientes: o futuro das cidades dependerá da capacidade de integrar tecnologia, mobilidade, sustentabilidade e gestão do espaço público numa visão comum.

Mais do que cidades tecnologicamente avançadas, os participantes defenderam cidades capazes de responder às necessidades reais das pessoas, promovendo qualidade de vida, inclusão e eficiência.

A conferência demonstrou que Portugal está já a discutir muitos dos grandes desafios urbanos do futuro, desde a inteligência artificial aplicada à mobilidade até à reorganização do espaço público, mas também evidenciou que o sucesso dessas transformações dependerá da articulação entre instituições, operadores e cidadãos.

TML está no Portugal Smart Cities Summit 2026

O stand da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa convida a conhecer o caminho que a empresa tem trilhado rumo a uma mobilidade mais sustentável e inteligente.

Entre os dias 12 e 14 de maio, a TML marca presença no Portugal Smart Cities Summit 2026, o evento que se assume como o principal marketplace de soluções para o ecossistema das Cidades e Territórios Inteligentes em Portugal.

A TML, enquanto entidade responsável pela coordenação e gestão integrada da mobilidade na área metropolitana de Lisboa, e promotora de soluções de transporte mais simples, digitais e acessíveis a todos, encontra aqui um lugar para partilhar as suas experiências e a sua visão para o futuro.

Deste modo, no stand 3C06 da FIL – Feira Internacional de Lisboa, os visitantes vão poder tomar contacto com os novos desenvolvimentos da operação Carris Metropolitana e do sistema navegante®, conhecer a novíssima funcionalidade de tempo real da App navegante®, saber mais sobre o navegante® Empresas (ou mesmo fazer a adesão imediata), receber apoio na ativação da gratuitidade jovem através da App e até fazer o cartão navegante® na hora.

No ciclo de conferências, a TML também terá uma voz, com a intervenção do Presidente Carlos Humberto de Carvalho no debate sobre Mobilidade Inteligente & Gestão do Espaço Público, a acontecer no dia 13, às 11h00 (com inscrição obrigatória aqui).

TML acolheu workshop sobre o Índice Multidimensional de Pobreza nos Transportes (IMPT)

O projeto desenvolvido pelo Instituto Superior Técnico (IST), com o apoio da TML -Transportes Metropolitanos de Lisboa, foi apresentado a técnicos das Câmaras Municipais da área metropolitana de Lisboa, à Área Metropolitana de Lisboa e aos demais serviços da TML, e promete ser uma ferramenta essencial na tomada de decisões nas áreas da mobilidade e da gestão territorial.

No dia 9 de abril, a equipa do IST, liderada pelo Professor Filipe Moura, apresentou na sede da TML o resultado de um projeto dedicado a compreender melhor a Pobreza nos Transportes, um conceito que tem vindo a ganhar peso na União Europeia e que se define como um fenómeno multidimensional que ocorre quando indivíduos ou famílias enfrentam opções de mobilidade limitadas, inacessíveis ou inadequadas, comprometendo o acesso a serviços e oportunidades essenciais.

A TML, que esteve envolvida no projeto através da cedência de dados do Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMMUS), abriu esta apresentação com as palavras do presidente Carlos Humberto de Carvalho: “Estamos de portas abertas a projetos novos. A mobilidade é um direito e temos de garantir que esta se amplia e generaliza.”

O projeto novo em questão nesta sessão, que já está público e acessível aqui, foi então apresentado pela equipa, expondo os conceitos que estão na sua base e a metodologia aplicada na sua construção. Entre outras informações, o público deste workshop ficou a saber que no processo de construção do cálculo do IMPT foram consideradas inúmeras fontes de dados, tais como os Census, os dados dos operadores de transporte ou os já referidos dados do PMMUS, e foram definidos indicadores como a acessibilidade (tempo de acesso a lugares como supermercados ou hospitais), a mobilidade (entendida como tempos médios de deslocações pendulares), a acessibilidade económica (como o rendimento das famílias, encargos com deslocações para o trabalho ou os encargos de habitação) e a segurança rodoviária (considerando totais de acidentes, vítimas e índices de gravidade).

Apresentados os detalhes da metodologia, seguiu-se uma breve interação com o público, onde este foi convidado a responder a um inquérito que media o seu grau de satisfação com a qualidade da mobilidade no seu município. O objetivo seria confrontar esta opinião com os resultados apresentados pelo IMPT. Por fim, esta ferramenta, finalizada e já acessível a quem a queria usar, foi apresentada, exibindo todo o seu potencial. E, sim, a perceção da plateia sobre a mobilidade nos seus municípios encontrou leituras semelhantes quando consultadas na ferramenta.

Ainda sobre pobreza nos transportes, foi apresentado nesta sessão o Projeto Rural Mobility, um projeto da TML integrado no Programa Interreg Europe, que visa contribuir para a melhoria das políticas de transporte rural – onde o serviço é mais deficiente – através da partilha de experiências e boas práticas relacionadas com o transporte a pedido.

Plano de Acessibilidade e Transporte de Pessoas com Deficiência na AML: a implementação

No dia 21 de abril, a TML reuniu as entidades interessadas numa sessão de apresentação e discussão da fase de implementação do Plano de Acessibilidade e Transporte de Pessoas com Deficiência na área metropolitana de Lisboa, um plano “que é de todos”, conforme recordou Catarina Marcelino, Coordenadora do Departamento de Estudos e Planeamento, na apresentação do mesmo.

Será o resultado de muito empenho, de muita persistência e do trabalho conjunto de todas as entidades que levará à concretização do plano agora em fase de implementação, anunciou Carlos Humberto Carvalho, presidente da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, na abertura da sessão.

Partindo desse pressuposto, aconteceu esta reunião que envolveu mais de 50 entidades, entre as quais se contaram a AML, os 18 municípios, o INR – Instituto Nacional da Reabilitação (que agora toma o nome de Instituto para os Direitos das Pessoas com Deficiência), associações representantes de Pessoas com Deficiência, AMT, operadores, gestores de interfaces, EML e IMT.

Para contextualizar, Catarina Marcelino fez um breve resumo do plano, que nasceu “da preocupação de dar acesso aos transportes” a cerca de 10% da população da AML que, segundo o último Censos, tem algum tipo de incapacidade e que, segundo os inquéritos realizados, 32% não usa transporte público. Do plano resultaram sete objetivos específicos (melhoria da capacitação do envolvimento dos stakeholders; melhoria da acessibilidade a interfaces; melhoria das condições do transporte; melhoria da informação ao público; melhoria dos serviços de apoio ao cliente; inovação tecnológica; e sensibilização e formação) que resultaram em várias medidas que se querem agora ver implementadas.

Da parte da TML já há medidas a serem postas em prática, conforme anunciou Catarina Marcelino. São elas as formações técnicas dirigidas aos municípios (já realizadas duas, a sul e a norte do Tejo); o estudo prévio para a adaptação da interface de Setúbal; o projeto-piloto de wayfinding na Gare do Oriente; a adaptação total do site da Carris Metropolitana a pessoas com deficiência visual. Em preparação estão ainda os painéis digitais de informação em tempo real com sistemas sonoros, um guião orientador para a colocação de informação nas paragens e interfaces e a implementação de máquinas de venda acessíveis.

Da parte dos convidados para este encontro houve igualmente manifestações de confiança, como a de Pedro Nave, da Câmara Municipal de Lisboa, que garantiu “a integração destas orientações no Plano de Acessibilidade de Lisboa” ou mesmo de Diogo Martins que, reconhecendo que “estamos todos fartos de ouvir o mesmo”, acredita que “devemos avançar para projetos políticos e técnicos”. Já Paulo Santos, da ACAPO Lisboa, reforçou a necessidade de envolver de igual forma todos os municípios na concretização de todas as ações, assim como sugeriu a representação da IP e da Secretaria de Estado da Ação Social e da Inclusão nestes trabalhos.

A representante do Instituto para os Direitos para as Pessoas com Deficiência, Ana Martins, referiu o trabalho realizado a nível dos Guiões desenvolvidos, que permitiu uma uniformização das orientações nesta área e referiu que foram recentemente publicadas Resoluções de Conselho de Ministros para Estratégia para os Direitos das Pessoas com Deficiência, bem como que está ainda aberto, até ao fim de abril, o questionário para os municípios referente ao Decreto-lei nº 163/2000.

Os próximos passos

Assumidamente “empenhada na execução deste plano”, segundo palavras de Catarina Marcelino e de Sérgio Pinheiro, Diretor do Departamento de Estudos e Planeamento da TML, a autoridade de transportes propõe estabelecer, no prazo de um mês, um Pacto de mobilidade entre a TML, os municípios, os operadores de transporte, os gestores de infraestruturas, as associações de pessoas com deficiência e outras entidades, no sentido de exercerem pressão para a concretização deste plano. Ao mesmo tempo, informou que está a ser desenvolvida uma ferramenta de participação e reporte que será lançada em breve. Ainda no sentido de acompanhar os avanços dos trabalhos, a Comissão de Acompanhamento do Plano propõe novo encontro em outubro, com eventuais reuniões de trabalho mais pequenas e direcionadas em grupos de trabalho, a acontecerem até lá.

Lisboa já tem sete parques navegante®

O sétimo parque de estacionamento em Lisboa que é gratuito para utilizadores do navegante® inaugurou dia 15 de abril, em Carnide, convidando mais automobilistas a deixarem o carro para trás e a seguirem viagem de transporte público ou de bicicleta GIRA.

O parque Condes de Carnide, o novo parque de estacionamento situado “à entrada de Lisboa”, na fronteira entre os concelhos de Lisboa, de Amadora e de Odivelas, tem acessos pela Av. Condes de Carnide e pela Av. Dr. Mário Soares e localiza-se junto à interface de transportes da Pontinha (com acesso a estações do Metro, terminal rodoviário e bicicletas GIRA). A infraestrutura, com 387 lugares de estacionamento, inclui lugares para veículos elétricos e para pessoas com mobilidade reduzida.

Parques navegante®  em expansão

Os três primeiros parques de estacionamento gratuitos para utilizadores do navegante® nasceram em julho de 2024. Hoje são já sete em Lisboa e um em Almada.

Em Lisboa, junto aos eixos de entrada da cidade, com gestão da EMEL e a incentivar a intermodalidade, temos, para além do novo Condes de Carnide, o parque de estacionamento da Ameixoeira; o da Av. de Pádua; o do Colégio Militar; o da Azinhaga da Cidade; o de Telheiras Nascente; e o de Telheiras Poente, sendo os três últimos apenas para residentes nas freguesias do Lumiar e Santa Clara.

Em Almada, a WeMob permite aos utilizadores do cartão navegante® estacionar a custo zero no Parque da Paz, desde que sejam residentes do concelho.

Como funcionam?

Gratuitos os sete dias da semana, mas apenas entre as 7h30 e as 21h00 nos parques de Lisboa, a sua utilização é simples, sendo apenas necessário efetuar o registo na cabine de apoio ao cliente dos parques, a apresentação do passe válido e, em alguns casos, o cartão de cidadão para atestar a residência.

Mais informação sobre a adesão aos Parques navegante em emel.pt e wemob.pt

Campanha contra o vandalismo: “Escolhe marcar a diferença, não o transporte”

Na passada sexta-feira, dia 17 de abril, deu-se o lançamento de uma campanha conjunta que uniu o setor da mobilidade para combater um problema que custa milhões e afeta os passageiros – o vandalismo

Divulgada no Dia Mundial do Transporte Público, a iniciativa arrancou com uma forte presença em meios digitais, redes sociais, veículos e estações em toda a área metropolitana de Lisboa. Para este grupo de trabalho, a TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa contribuiu para a criação da imagem da campanha e da landing page, bem como acompanhamento na planificação e organização de todo o projeto.  

Com a assinatura “Escolhe marcar a diferença, não o transporte”, a campanha recorre a uma metáfora imediata — um quarto desarrumado — para aproximar o problema do quotidiano, sobretudo dos mais jovens. A mensagem é clara: o espaço público é um espaço de todos, e todos devemos cuidar dele.  

Vídeo disponível aqui.  

Participaram desta iniciativa a Alsa Grupo S.L.U., a Barraqueiro Transportes, a Carris, a CP-Comboios de Portugal, a Fertagus, o Metropolitano de Lisboa, a Rodoviária de Lisboa, a T.S.T. – Transportes Sul do Tejo, a Transtejo Soflusa, a Viação Alvorada, a Transportes Metropolitanos de Lisboa (enquanto Carris Metropolitana) e a própria Infraestruturas de Portugal, enquanto gestora da infraestrutura ferroviária.  

Qual o impacto do Vandalismo? 

Entre 2023 e 2025, os atos de vandalismo registaram um aumento expressivo, gerando prejuízos diretos que ascendem a 3milhões de euros. Contudo, o seu impacto vai além dos custos financeiros, traduzindo-se igualmente em atrasos, imobilização de veículos, indisponibilidade de equipamentos, necessidade de reforço das operações de limpeza e numa perceção acrescida de insegurança.  

Por este motivo, esta iniciativa única não termina aqui. Contando com o planeamento de uma segunda fase, com ações diretas em escolas, o grupo de trabalho pretende reforçar o foco nos públicos mais jovens e promover comportamentos responsáveis. 

17 de abril de 2026: o primeiro Dia Mundial do Transporte Público

Apresentado pela UITP (Union Internationale des Transports Publics) e pelos seus parceiros, trata-se de uma celebração global do papel crucial que o transporte público desempenha no nosso quotidiano, no funcionamento das nossas cidades, no crescimento económico, na igualdade de oportunidades e no desenvolvimento sustentável.

Este é, pois, o dia escolhido para se dizer: adoramos os transportes públicos, já que são eles que nos movem a todos.

E como é que se disse?

Cerca de 100 organizações de mais de 50 países juntaram-se a esta celebração e, neste dia, lançaram iniciativas que vão desde a simples partilha de histórias online até à organização de grandes eventos.

Em Lisboa, a TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa levou para a rua a sua mascote, Val, um simpático validador de títulos de transporte que convidou as pessoas a usarem-no. Desta forma descontraída, ele sensibilizou para a importância da validação do passe, um gesto essencial ao bom funcionamento e planeamento de todo o sistema de transportes públicos.

Veja aqui o vídeo desta ação.

Para mais informação sobre esta comemoração global, visite o site https://worldpublictransportday.com/

TML recebeu talentos internacionais da Transdev que quiseram conhecer o seu modelo inovador para a mobilidade

A TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa recebeu esta semana uma delegação internacional do programa ‘On The Launch Pad’, iniciativa de desenvolvimento de talento do Grupo Transdev, que reúne jovens profissionais de elevado potencial de várias geografias.

A visita teve como principal objetivo conhecer a TML enquanto caso de estudo de referência na transformação do transporte público e da mobilidade em Portugal. Os participantes procuraram compreender, no terreno, o modelo de organização, gestão e operação que tem vindo a ser implementado na área metropolitana de Lisboa.

Durante a sessão, foi apresentada a evolução do projeto, a estrutura de governação e o papel da TML enquanto autoridade de transporte, com destaque para a integração do sistema, a coordenação de operadores e a visão estratégica para o futuro da mobilidade.

A delegação – composta por 27 participantes internacionais – integrou esta visita num percurso mais alargado por Portugal, com contacto direto com diferentes realidades operacionais e institucionais.

Para Sérgio Soares, presidente da Transdev, a iniciativa constitui “uma verdadeira oportunidade”, destacando a TML como exemplo de “uma autêntica revolução na mobilidade em Portugal”.

A escolha da TML como ponto central desta visita reforça o seu reconhecimento internacional enquanto modelo inovador na organização e desenvolvimento do transporte público.

Subida do preço do combustível coincide com aumento da procura pelo transporte público rodoviário na área metropolitana de Lisboa

A evolução recente da procura pelo transporte público rodoviário na área metropolitana de Lisboa evidencia uma tendência de crescimento sustentado, num contexto marcado pela subida do preço dos combustíveis. Ao longo do mês de março, o preço do gasóleo aumentou de cerca de 1,49€ para valores próximos dos 2,00€, coincidindo com um reforço consistente da utilização do serviço da Carris Metropolitana.

Procura cresce 15% em março de 2026 face a 2025 e atinge novo recorde diário fora dos períodos habituais de pico.

Em março de 2026, o número de passageiros em dias úteis manteve-se sistematicamente acima dos registados no mesmo período de 2025. O destaque vai para o dia 25 de março, data em que foi atingido um novo máximo diário, com 768 mil passageiros transportados.

Este recorde ocorre cerca de três semanas após os primeiros aumentos do preço do gasóleo, o que está em linha com o comportamento habitual dos padrões de mobilidade, cujo ajustamento tende a ocorrer de forma progressiva e não imediata”, explica a Carris Metropolitana.

No total, março de 2026 registou 18,59 milhões de passageiros transportados, representando um crescimento de 15% face a março de 20251.

Esta evolução reforça o papel do transporte público como uma solução cada vez mais relevante no contexto da mobilidade urbana, não só do ponto de vista ambiental, mas também económico, acompanhando as mudanças nas decisões diárias dos cidadãos.


1 Importa, contudo, considerar o efeito de calendário: em 2025, o mês de março incluiu o período de Carnaval e respetivas férias escolares, enquanto em 2026 não se registaram feriados nesse mês, fator que influencia naturalmente os níveis de procura.

Informação em tempo real da TML mereceu prémio Transportation Hero Awards

No dia 13 de abril, a TML e os operadores da Carris Metropolitana foram distinguidos com o prémio Transportation Hero Awards 2026, atribuído pela Optibus.

Esta distinção foi atribuída à TML e aos seus operadores prestadores de serviço como reconhecimento pelo trabalho desenvolvido na disponibilização de informação em tempo real aos passageiros, um passo essencial para melhorar a experiência de quem utiliza diariamente a rede.

A cerimónia, realizada na sede da TML, contou com a presença de representantes de cada operador, bem como membros do Conselho de Administração da TML. Da parte da Optibus, estiveram presentes a Diretora Regional de Vendas, Carolina Monteiro e o CTO & Co-Founder, Eitan Yanovsky que procedeu à entrega dos troféus.

Durante o momento, houve ainda espaço para intervenções que destacaram o sucesso do trabalho conjunto realizado para a divulgação do tempo real da rede Carris Metropolitana e o impacto na qualidade do serviço prestado aos passageiros.

Este reconhecimento reforça o compromisso conjunto entre a TML e os operadores na inovação, transparência e melhoria contínua da mobilidade na área metropolitana de Lisboa.

Extra! Extra! Já saiu o boletim “O navegante”!

Distribuído, na sua versão impressa, nas Jornadas navegante® 2026, no dia 1 de abril, o Boletim Extraordinário da Mobilidade na AML, “O navegante”, já pode ser consultado em formato digital.

Traz notícias sobre os principais feitos da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa no último ano e avança informação sobre os seus projetos mais entusiasmantes. Dá conta da evolução do sistema navegante® e da operação da Carris Metropolitana, apresenta resultados de inquéritos de satisfação, exibe os prémios que a TML recebeu e até os que deu, mostra os planos que cumpriu e as parcerias que abraçou. 

São doze páginas onde, a custo, fizemos caber todo um ano de atividade da empresa. E que, acreditamos, vai gostar de acompanhar. Descarregue aqui a versão pdf ou folheie abaixo.

Jornadas navegante® 2026: a celebração e a reflexão sobre o futuro da mobilidade

No dia 1 de abril, mais uma vez a recordar que “parecia, mas não foi, mentira” a criação do sistema tarifário navegante® há já sete anos, realizaram-se as Jornadas navegante®, no Museu da Carris, em Lisboa.

O evento anual promovido pela TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa reuniu decisores políticos, operadores e especialistas para debater os desafios e o futuro da mobilidade na região. Sob o tema “O Sistema que Transforma a Mobilidade”, esta edição das Jornadas navegante® procurou refletir sobre como transformar esta infraestrutura comum que é o navegante® numa verdadeira plataforma de conhecimento, confiança e melhoria contínua da mobilidade urbana.

O evento, que contou com abertura de Fernando Paulo Ferreira, Vice-Presidente do Conselho Metropolitano da AML, deu início com breves apresentações do percurso do navegante®, destacando métricas de utilização, integração de operadores e modos de transporte, cobertura territorial e impacto na mobilidade metropolitana, permitindo contextualizar a evolução e o desempenho do sistema até ao momento.

Para além destas, houve lugar a dois animados painéis de debate, moderados pela jornalista Ana Maria Ramos, da TSF, onde se refletiu sobre o papel do navegante® enquanto instrumento de planeamento e transparência, bem como sobre as condições necessárias para dar prioridade efetiva ao transporte coletivo no espaço público, reforçando o seu impacto na qualidade de vida das pessoas e na competitividade das cidades.

O primeiro, intitulado “Inteligência Urbana: Dados ao Serviço das Cidades”, reuniu à volta da mesa, Rui Lopo, Presidente da Carris; António Veiga Ferrão, Presidente da Mobi.E; Filipe Moura, professor associado do Instituto Superior Técnico; Zita Carvalho, Diretora Comercial da CP; e Alexandre Domingues, Diretor de ITS da TML.

O segundo painel, dedicado ao tema “Transporte Público como Motor de Prioridade”, contou com a colaboração de Carlos Silva, Presidente da EMEL; Cristina Agreiras, Administradora Executiva do Metro do Mondego; Josep Maria Olivé, Especialista em planificação rodoviária na Área Metropolitana de Barcelona (que a abrir este painel nos brindou com a partilha da sua experiência na apresentação de “Barcelona: da Estratégia à Implementação”; e ainda com Paulo Humanes, Executive in (new) Mobility Business Development.

No encerramento das Jornadas, o presidente da TML, Carlos Humberto de Carvalho, sublinhou o momento de transformação do sistema: “o navegante® já não é apenas um sistema de bilhética, é uma infraestrutura que liga operadores, dados e municípios. O desafio agora é transformar esse conhecimento em ação, colocando as pessoas no centro e afirmando o transporte público como uma prioridade nas nossas cidades”.

TML e CARRIS fazem acordo estratégico para reforçar a integração do sistema de transportes na Área Metropolitana de Lisboa

A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) e a CARRIS assinaram no dia 1 de abril, no Museu da Carris, um protocolo de cooperação estratégica que visa reforçar a integração, eficiência e coerência do sistema de transportes na Área Metropolitana de Lisboa.

O protocolo estabelece um quadro geral de cooperação estratégica entre as duas entidades, com o objetivo de reforçar a integração e a eficiência do sistema de transportes públicos na cidade de Lisboa e na área metropolitana. Tendo em conta a forte interligação entre as redes e serviços prestados por ambas, o acordo procura melhorar a experiência dos passageiros, garantir maior coordenação operacional e promover uma mobilidade mais simples, coerente e sustentável.

A cooperação abrangerá áreas como sistemas de informação, planeamento da rede, infraestruturas, atendimento ao público e formação, promovendo a partilha de recursos e conhecimento. Pretende-se, assim, potenciar sinergias, otimizar custos e assegurar um serviço público mais eficiente, mantendo sempre a autonomia e as competências próprias de cada entidade.

Para o presidente do Conselho Metropolitano da Área Metropolitana de Lisboa e da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, este protocolo traduz uma visão clara para o futuro da mobilidade: “as pessoas não querem saber onde termina a CARRIS ou começa a Carris Metropolitana, querem simplesmente viajar de forma fácil e eficiente. Não deve haver fragmentação, deve haver sistema”. O responsável sublinhou ainda que “a articulação entre a TML e a CARRIS é uma afirmação política estratégica”, acrescentando que o acordo, assinado no dia em que se assinalam sete anos do navegante®, reforça um caminho de políticas públicas orientadas para resultados concretos na vida das pessoas. “A ambição só faz sentido com rigor, e é essa combinação que permite melhorar o serviço e a cidade, colocando Lisboa e a Área Metropolitana na vanguarda europeia através do uso inteligente dos dados”, afirmou.

Também o presidente da CARRIS, Rui Lopo, destacou que “esta parceria reforça a capacidade de resposta do sistema de transporte público, permitindo uma maior articulação entre redes e uma melhoria concreta da experiência dos passageiros”.

A assinatura do protocolo ocorreu no mesmo dia das Jornadas navegante® 2026, um evento anual promovido pela TML, que reuniu decisores políticos, operadores e especialistas para debater os desafios e o futuro da mobilidade na região. 

Jornadas navegante® 2026: o Sistema que Transforma a Mobilidade

No próximo dia 01 de abril, às 14h30, no Museu da Carris, em Lisboa, celebra-se um marco importante no paradigma da mobilidade da área metropolitana de Lisboa, a entrada em vigor do sistema tarifário navegante®.

Como já vem sendo habitual, realizar-se-á nessa mesma data a terceira edição do evento Jornadas navegante®, um encontro dedicado à reflexão estratégica sobre o futuro da mobilidade, que reunirá decisores políticos, presidentes de câmara, operadores de transporte, especialistas, entidades relevantes do setor e ainda todos os interessados, mediante inscrição.

O que esperar desta edição?

Partindo do papel que o navegante® já desempenha enquanto sistema integrado que agrega operadores e modos de transporte, esta edição pretende discutir o próximo passo: como transformar esta infraestrutura comum numa verdadeira plataforma de conhecimento, confiança e melhoria contínua da mobilidade urbana.

O evento terá assim uma breve apresentação do percurso do navegante®, destacando métricas de utilização, integração de operadores e modos de transporte, cobertura territorial e impacto na mobilidade metropolitana, permitindo contextualizar a evolução e o desempenho do sistema até ao momento.

Num contexto de crescente procura por transporte público, pressão ambiental e necessidade de decisões baseadas em evidência, as Jornadas navegante® irão centrar-se no contributo dos dados, da tecnologia e da ação coordenada entre instituições para reforçar o desempenho do sistema de transporte coletivo. O evento promoverá um debate sobre o papel do navegante® enquanto instrumento de planeamento e transparência, bem como sobre as condições necessárias para dar prioridade efetiva ao transporte coletivo no espaço público, reforçando o seu impacto na qualidade de vida das pessoas e na competitividade das cidades.

Como participar?

Se quiser assistir às Jornadas navegante® 2026, deverá enviar email para [email protected] a manifestar o seu interesse e aguardar a confirmação, já que os lugares estão limitados à capacidade da sala.

Atualizações Tarifárias para 2025 na Área Metropolitana de Lisboa

De acordo com orientações do Conselho Metropolitano de Lisboa, o conselho de Administração da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa E.M.T., S.A. (TML) aprovou, nos termos legais, os valores finais das tarifas dos títulos disponibilizados na área metropolitana de Lisboa, no âmbito da atualização tarifária regular para o ano de 2025.

Sublinha-se que os passes navegante em vigor na área metropolitana de Lisboa desde 2019, assim como o tarifário de títulos ocasionais dos serviços da Carris Metropolitana, não terão qualquer aumento em 2025. Consulte os preços dos passes navegante aqui.

Consulte aqui as tabelas 2025 referentes à Carris Metropolitana, Fertagus e Scotturb.

Satisfação dos passageiros da Carris Metropolitana sobe e reforça tendência de evolução

A satisfação dos utilizadores da Carris Metropolitana voltou a crescer em 2025, com o índice global a atingir 7,3 valores numa escala de 0 a 10, segundo os resultados do mais recente Inquérito de Satisfação ao Passageiro divulgados no dia 19 de março. Os dados confirmam uma evolução positiva face ao inquérito anterior e apontam para um serviço em processo de consolidação.

O Inquérito, realizado entre março e junho de 2025, envolveu 3.500 entrevistas realizadas a bordo dos autocarros, abrangendo diferentes linhas, horários e níveis de procura nas quatro áreas operacionais.

Os resultados revelam que os utilizadores da Carris Metropolitana são, na sua maioria, mulheres, jovens (com idades entre 14 e 34 anos), trabalhadores a tempo inteiro e com ensino secundário.

A classificação foi feita em diferentes temas, utilizados para pontuar distintos aspetos da experiência dos passageiros: atendimento, limpeza e conservação, informação, conforto, rapidez, segurança, pontualidade e regularidade.

Os resultados evidenciam uma evolução positiva na maioria dos indicadores face a 2024, refletindo o impacto das medidas implementadas ao longo do último ano.

Entre os vários indicadores analisados, a informação ao público surge como um dos destaques, com uma classificação de 7,55, uma subida de 0,38 pontos, refletindo um maior esforço na comunicação de avisos e atualizações aos passageiros.

Também o atendimento registou melhorias, com a avaliação da possibilidade de apresentar reclamações a subir para 6,49. A evolução está associada à simplificação dos canais de contacto, nomeadamente com a introdução de um novo formulário digital, que simplificou o processo de contacto e reporte por parte dos utilizadores.

Ao nível do Conforto, o número de lugares sentados registou uma avaliação de 7,21 (-0,25 face a 2024), um resultado que está a ser reforçado com a introdução de novos autocarros na operação.

No que respeita à Pontualidade, todos os indicadores registaram evolução positiva, refletindo o esforço contínuo de otimização operacional e monitorização do serviço.

Na dimensão da Regularidade, destaca-se a avaliação dos horários diurnos em dias úteis, que atingiu 7,36, representando um aumento expressivo de 1,38 pontos. Já os horários de fim de semana registaram uma avaliação de 5,67 (+0,43), acompanhando o reforço da oferta com o aumento do número de horários disponíveis.

Por fim, na dimensão da Rapidez, o tempo de espera nas paragens foi avaliado em 6,13, o que reflete um crescimento de 0,41 pontos face a 2024. Esta evolução positiva reflete os ajustes de percurso implementados durante o ano, os reforços de horário e a criação de linhas “expresso”, que asseguram viagens mais diretas.

Para acompanhar os resultados com maior detalhe, pode consultar o relatório digital no website da Carris Metropolitana aqui

TML convida pessoas com deficiência visual a testar novo percurso acessível WayFinding na Gare do Oriente

A TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa está a convidar pessoas cegas ou com baixa visão a experimentar um novo percurso acessível na Gare do Oriente, desenvolvido para facilitar a orientação e a utilização dos transportes públicos naquela interface. No final da experiência, os participantes são convidados a avaliar a solução e a deixar sugestões de melhoria.

Para muitas pessoas com deficiência visual, deslocar-se em transportes públicos continua a ser um desafio diário. Com o objetivo de aumentar a autonomia destes utilizadores, a TML desenvolveu um percurso acessível baseado em princípios de wayfinding, que liga a estação de Metro do Oriente aos cais da Carris Metropolitana.

O projeto resulta de uma parceria entre a TML, a Infraestruturas de Portugal (IP), o Metropolitano de Lisboa (ML), a ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal e o Instituto Nacional para a Reabilitação (INR), agora Instituto para os Direitos das Pessoas com Deficiência, IDiPD (INR).

Para dar a conhecer esta solução, estão disponíveis visitas acompanhadas por Técnicos de Orientação e Mobilidade das associações parceiras. As inscrições podem ser feitas através do formulário online: https://forms.gle/gBPdwNbu3EwGybrT8

Quem preferir pode também explorar o percurso de forma autónoma, recorrendo a um Guia de Apoio e a uma Planta de Alto Contraste disponibilizados para esse efeito.

Após a experiência, a TML convida os participantes a responder a um formulário de avaliação, ou a enviar contributos através do endereço [email protected]. Os contributos recolhidos servirão para aperfeiçoar esta solução e apoiar o desenvolvimento de futuros percursos acessíveis na rede de transportes metropolitanos.

A divulgação e as visitas guiadas contam com o apoio da ACAPO, SCML/CRNSA, APEC, APEDV e APD.

Conselho das Tecnologias reforça aposta na integração plena da mobilidade na AML até 2026

A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) reuniu as administrações de todos os operadores de transporte da Área Metropolitana de Lisboa (AML), numa sessão do Conselho Consultivo das Tecnologias para a Mobilidade que contou com a presença da Secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias. O foco foi claro: acelerar a integração total do sistema metropolitano até 2026.

Integração: mais do que tecnologia, uma mudança estrutural

A palavra-chave da reunião foi integração, entendida em várias dimensões.

Integração entre operadores e modos: garantir que autocarros, metro, comboios e transporte fluvial funcionam como um sistema único do ponto de vista do passageiro, independentemente do operador.

Integração tecnológica: através da consolidação da API-APEX, uma biblioteca de software, que permitirá harmonizar validações, títulos e regras tarifárias. Já foram desenvolvidas dezenas de versões adaptadas às realidades operacionais, sendo necessário:

  • Normalizar identificadores de linhas, paragens e percursos;
  • Adaptar os ficheiros GTFS (formato de dados criado pela Google utilizado mundialmente para partilhar informações de transporte público) ao modelo definido pela TML;
  • Rever o mapeamento de títulos e regras tarifárias, atualmente diferentes entre operadores;
  • Atualizar sistemas centrais e, em alguns casos, substituir hardware.

O compromisso assumido é ter as principais funcionalidades da API-APEX operacionais até ao final do primeiro semestre.

Integração tarifária e de pagamentos: A expansão do pagamento com cartão bancário é uma das peças-chave. Alguns operadores já estão integrados e a meta é que quase todos possam aceitar este método até ao final do ano. Está em estudo um piloto que permitirá utilizar o Cartão de Cidadão como meio de validação.

Integração com o Cartão de Cidadão: O Cartão de Cidadão foi incluído como requisito no projeto tecnológico. A TML está a trabalhar no lançamento de um projeto-piloto em articulação com a ARTE – Agência para a Reforma Tecnológica do Estado, para testar a viabilidade da sua utilização como meio de validação no transporte público. O objetivo é perceber se a solução pode funcionar de forma eficaz numa área metropolitana e, posteriormente, ser replicável noutras regiões do país.

Integração da informação em tempo real: A generalização da recolha e disponibilização de dados operacionais é considerada essencial. A plataforma GO da TML, já utilizada pela Carris Metropolitana, permite monitorizar atrasos, antecipar supressões e disponibilizar estimativas dinâmicas aos passageiros, devendo ser alargada a outras autoridades.

Integração territorial: A TML está também a trabalhar com outras regiões, como Aveiro, Tâmega e Vouga, Madeira e Coimbra, preparando soluções tecnológicas que permitam interoperabilidade futura entre áreas metropolitanas e comunidades intermunicipais.

Uniformização como condição de sucesso: Um dos pontos mais enfatizados foi a necessidade de uniformizar regras, metodologias e processos de venda e pós-venda numa única plataforma. A coexistência de regras distintas entre operadores é hoje um dos principais entraves à plena interoperabilidade.

Cristina Pinto Dias sublinhou que o setor dispõe de financiamento significativo e que a modernização tecnológica é determinante não só para melhorar o serviço, mas também para cumprir metas de descarbonização associadas aos fundos comunitários.

A ambição é clara: até 2026, a mobilidade na AML deverá funcionar de forma integrada, simples e transparente para o passageiro, com tecnologia invisível, mas determinante, a suportar toda a operação.

Plano de atividades e orçamento da TML aprovado por unanimidade no Conselho Metropolitano de Lisboa

Na manhã do dia 26 de fevereiro, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, em Loures, o Conselho Metropolitano de Lisboa reuniu para, entre outros, apreciar o plano de atividades e orçamento da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa relativo a 2026, que foi aprovado por unanimidade.

À reunião descentralizada do Conselho Metropolitano de Lisboa, que juntou em Loures os presidentes das câmaras municipais dos 18 municípios que integram a área metropolitana de Lisboa, a TML levou para apreciação e aprovação o seu plano de atividades e orçamento para 2026, a proposta de alteração dos Estatutos da TML e ainda a deliberação relativa à autorização de dispensa da TML do cumprimento do princípio da unidade de tesouraria. Todas as propostas foram aprovadas por unanimidade pelo Conselho Metropolitano de Lisboa.

No seu 5.º aniversário, a TML reforça papel estratégico na mobilidade de 2,8 milhões de pessoas

A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) assinala cinco anos de atividade, consolidando o seu papel como entidade responsável pela organização, planeamento e gestão do sistema integrado de transportes públicos na Área Metropolitana de Lisboa.

Criada com a missão de gerir o sistema tarifário e de bilhética na região e de estruturar e coordenar o transporte público rodoviário, a TML afirma-se hoje como autoridade metropolitana nestas duas áreas estratégicas. Ao longo destes cinco anos, o seu trabalho tem impactado diariamente cerca de 2,8 milhões de pessoas que vivem e circulam nos 18 municípios da área metropolitana de Lisboa, assegurando um sistema mais simples, coerente e eficiente.

Entre os marcos mais importantes deste percurso destaca-se o navegante®, elemento central da política tarifária metropolitana. Mais do que um passe mensal, o navegante consolidou a gestão integrada da bilhética, uniformizou tarifas, simplificou processos e reforçou a acessibilidade ao transporte público, afirmando-se como um instrumento essencial de serviço público e de coesão territorial.

A implementação da Carris Metropolitana constituiu outro momento decisivo, ao alinhar o transporte rodoviário de 15 dos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa sob uma identidade comum, promovendo maior integração operacional, informação mais clara e padrões de serviço harmonizados.

Ao longo destes cinco anos, a TML liderou instrumentos estratégicos como o Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável, posicionando a região na linha da frente das políticas de mobilidade sustentável, inovação tecnológica e transição climática.

A aposta contínua na digitalização, na desmaterialização e na modernização do sistema tem reforçado a eficiência da operação e a confiança dos cidadãos no transporte público enquanto eixo estruturante e essencial da mobilidade metropolitana.

Cinco anos depois da sua criação, a TML reafirma o compromisso de continuar a desenvolver um sistema de transportes mais integrado, sustentável e centrado nas pessoas, consolidando a sua posição como referência nacional na governação metropolitana da mobilidade.

Este aniversário é também um momento de reconhecimento: das equipas que diariamente contribuem para esta missão, dos parceiros institucionais e operacionais, e de todos os utilizadores que confiam no transporte público metropolitano.

Reunião mensal do Conselho de Mobilidade Metropolitana

Realizou-se hoje, nas instalações da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML), a reunião do Conselho de Mobilidade Metropolitana da Área Metropolitana de Lisboa (AML), com a participação dos representantes dos 18 municípios da região.

A sessão decorreu no âmbito das competências deste órgão consultivo, responsável pela promoção da articulação institucional e pelo acompanhamento das matérias relacionadas com a mobilidade e o transporte na área metropolitana.

Esta foi a primeira reunião do Conselho de Mobilidade Metropolitana que contou com a participação do novo Conselho de Administração da TML. Entre os presentes esteve Carlos Humberto de Carvalho, anterior Primeiro-Secretário Metropolitano da Área Metropolitana de Lisboa, que participou agora na qualidade de Presidente do Conselho de Administração da TML. A sua experiência na governação metropolitana representa um fator importante de continuidade e reforço da articulação entre os municípios e a empresa responsável pela coordenação do sistema de transportes.

Durante a reunião foram apresentados diversos temas estratégicos, incluindo a evolução do sistema navegante, a integração de sistemas com referências aos principais projetos em desenvolvimento, o funcionamento da API/APEX e do navegante n dias, bem como o balanço geral e por área da Carris Metropolitana. Foram ainda discutidos estudos e projetos em desenvolvimento na TML, consolidando o acompanhamento das iniciativas que visam melhorar a mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa.

O encontro enquadrou-se no calendário regular de reuniões, reforçando o espaço de diálogo e concertação entre os municípios e a entidade metropolitana responsável pela mobilidade na região.

A TML saúda Luís Cabaço Martins, reconduzido na presidência da ANTROP

Na quarta-feira, dia 10 de fevereiro, Luís Cabaço Martins tomou posse para um novo mandato como Presidente da ANTROP – Associação Nacional de Transportes de Passageiros.

Para o triénio 2026-2028, Luís Cabaço Martins é acompanhado, no Conselho Directivo, por Sónia Ferreira (da Rodoviária do Tejo), Mauro Lillo (Transdev Interior), Jorge Santos (Rodonorte) e Juan Piña (Alsa Todi), que assumem a vice-presidência.

Na Mesa da Assembleia Geral estarão José Eduardo Caramalho (Valpi Bus), como presidente, Pedro Curvo de Deus (Rodoviária do Alentejo), como vice-presidente, e Miguel Nogueira (AV Tâmega), como secretário.

O Conselho Fiscal será liderado por Luiz Costa (José Alves & Filhos) e o Conselho Técnico por Oswaldo Moreno (Rodoviária do Tejo).

A cerimónia de tomada de posse dos Corpos Sociais da ANTROP contou com a presença da Secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias.

Carlos Humberto de Carvalho é o novo presidente da TML

Carlos Humberto de Carvalho foi eleito presidente do Conselho da Administração da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, por unanimidade, pelos membros do Conselho Metropolitano de Lisboa, hoje, dia 22 de janeiro. Assume o novo cargo a partir do dia 1 de fevereiro, ao lado dos vogais executivos, Ângelo Pereira, Ana Luísa Ferreira, Diana Carneiro Dias, e Pedro Pinto de Jesus.

A Mesa da Assembleia Geral, por sua vez, terá como presidente, Carlos Moedas, como vice-presidente, Emanuel Costa, e como secretária Maria Manuel Simões.

No seguimento da reunião, o novo Conselho de Administração fez uma visita às instalações da TML, na qual foram apresentados os diferentes departamentos.

Carris Metropolitana avança na descarbonização com 60 novos autocarros 100% elétricos

A Carris Metropolitana deu hoje mais um passo na transição para uma mobilidade mais sustentável com a entrada em operação de 60 novos autocarros 100% elétricos nos municípios de Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal. A renovação da frota reforça a estratégia de descarbonização da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, desenvolvida em articulação com os municípios da Margem Sul e o operador Alsa Todi.

Com a chegada destes veículos, a Alsa Todi passa a assegurar a operação de 291 autocarros ao serviço da Carris Metropolitana, dos quais 127 são elétricos e 35 movidos a gás, alcançando os 55% de frota de emissões zero.

A apresentação dos novos veículos, que representam um investimento de 24 milhões de euros, sendo 12 milhões provenientes do Fundo Ambiental, assinala mais um marco no percurso da Carris Metropolitana, que desde o início da sua operação tem apostado numa mobilidade moderna, eficiente e centrada nas pessoas, em linha com os objetivos de descarbonização da Área Metropolitana de Lisboa (AML).

Há três anos, quando iniciou a sua atividade, a Carris Metropolitana apresentou uma frota nova ou praticamente nova, com veículos com menos de um ano de idade, estabelecendo desde então um padrão elevado de qualidade e modernização do transporte público.

A Área 4, concessionada à Alsa Todi, foi a primeira a entrar em operação e continua a registar um crescimento significativo da procura, numa zona que apresentava uma forte carência de oferta de transporte público. Entre 2023 e 2025, os passageiros transportados pela Carris Metropolitana cresceram 38% na AML. Na Área 4, entre 2023 e 2025, o aumento ultrapassou os 54 milhões de passageiros por ano, o que representa mais de oito milhões de novos passageiros anuais.

“Com um crescimento de 54%, esta é a área que mais cresceu entre 2023 e 2025”, sublinhou Carlos Humberto Carvalho, Primeiro-Secretário Metropolitano da Área Metropolitana de Lisboa, durante a cerimónia.

O responsável destacou ainda o aumento expressivo da procura aos fins de semana e feriados, com crescimentos de 77% aos sábados e 87% aos domingos e feriados, números que, segundo Carlos Humberto de Carvalho, confirmam a consolidação do transporte público como uma alternativa cada vez mais forte ao automóvel individual.

Durante o evento, o Diretor-Geral da Alsa Todi, Juan Gómez Piña, alertou para vários desafios operacionais, apontando a necessidade de reforço dos abrigos para passageiros, os constrangimentos causados pelo esgotamento da Gare do Oriente e a urgência de mais faixas BUS. O responsável deixou ainda um apelo ao Governo para que, no âmbito do fim da concessão das Travessias do Tejo, previsto para 2029, seja equacionada a integração do transporte público na futura concessão, defendendo a isenção de portagens para autocarros elétricos.

Já Carlos Albino, Presidente da Câmara da Moita, sublinhou a necessidade de se estudar a possibilidade de circulação de autocarros de outras tipologias, à semelhança do que acontece na ponte 25 de abril, oferecendo o transporte a um maior número de pessoas.

A apresentação oficial da nova frota teve lugar na sede da Alsa Todi, na Moita, e contou com a presença da Secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, dos Presidentes das Câmaras Municipais da Moita e do Montijo, de vereadores dos municípios de Alcochete, Barreiro, Palmela e Setúbal, bem como de representantes de operadores, entidades públicas e do setor.

No encerramento da sessão, a Secretária de Estado da Mobilidade reforçou a importância de “aproximar as pessoas” através da melhoria da oferta de transporte público, salientando não só os benefícios ambientais, mas também o impacto social da mobilidade. Cristina Pinto Dias destacou ainda a ambição do Governo em replicar este modelo a nível nacional, sublinhando a importância da integração entre operadores, informação em tempo real e tarifários, apontando o navegante® como exemplo. “Combater a pobreza de mobilidade é combater desigualdades”, afirmou.

Com esta nova frota elétrica, a Carris Metropolitana reafirma o seu compromisso com um transporte público mais sustentável, moderno e eficiente, ao serviço das populações da Margem Sul.

Conselho Metropolitano de Lisboa votou favoravelmente para o Conselho da Administração da TML

Numa reunião extraordinária do Conselho Metropolitano de Lisboa, que decorreu a 12 de janeiro, na sede da Área Metropolitana de Lisboa, os membros do Conselho Metropolitano de Lisboa – que é constituído pelos presidentes das câmaras municipais dos 18 municípios que integram a área metropolitana e é presidido por Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa – aprovaram a lista completa com os membros do conselho de administração que irão dirigir a TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa.

Carlos Humberto de Carvalho, o atual primeiro-secretário da Área Metropolitana de Lisboa, foi indicado, por unanimidade, como presidente do Conselho da Administração da TML e, se for eleito a 22 de janeiro, deverá assumir o novo cargo a partir do dia 1 de fevereiro. A seu lado estarão os vogais executivos, Ângelo Pereira, Ana Luísa Ferreira, Diana Carneiro Dias e Pedro Pinto de Jesus.

A Mesa da Assembleia Geral, por sua vez, terá como presidente, Carlos Moedas, como vice-presidente, Emanuel Costa, e como secretária Maria Simões.

Fomos os escolhidos: TML distinguida com três prémios nacionais

A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) iniciou o ano de 2026 da melhor forma possível, ao ser distinguida com três prémios nacionais de referência, que reconhecem a confiança dos consumidores, a aposta contínua na inovação e o compromisso com uma mobilidade mais sustentável e centrada nas pessoas.

“Fomos os escolhidos!” É com este sentimento de orgulho que a TML celebra as distinções atribuídas em 2026:

  • Prémio Escolha do Consumidor 2026App navegante®
  • Prémio Escolha Sustentável 2026navegante® Empresas
  • Prémio Best Tech Experience 2026App Carris Metropolitana

O Prémio Escolha do Consumidor 2026, atribuído à App navegante®, reconhece um produto que tem vindo a evoluir de forma consistente, com a introdução contínua de novas funcionalidades. A mais recente valência permite já a utilização de um cartão digital, destinada a utilizadores que utilizam em exclusivo o operador Carris Metropolitana tornando a experiência ainda mais simples, prática e digital.

Já o Prémio Escolha Sustentável 2026, atribuído ao navegante® Empresas, distingue um produto lançado com o objetivo de dinamizar a utilização do transporte público em contexto empresarial. Desde o seu lançamento, o navegante® Empresas tem registado um crescimento expressivo, sendo atualmente utilizado por mais de 500 empresas, afirmando-se como uma solução eficaz para promover hábitos de mobilidade mais sustentáveis no meio empresarial.

Por sua vez, o Prémio Best Tech Experience 2026, atribuído à App Carris Metropolitana, reconhece uma ferramenta que veio reforçar significativamente a fiabilidade e a qualidade da informação disponibilizada aos utilizadores. A aplicação permite o acesso a informação em tempo real sobre horários, bem como a avisos e alertas de serviço, oferecendo ainda a possibilidade de selecionar favoritos e de escolher a versão da app mais adequada a cada perfil de utilizador, garantindo uma experiência personalizada e intuitiva.

Estas distinções resultam da avaliação direta de consumidores e especialistas, no âmbito dos Prémios Escolha do Consumidor, um sistema de avaliação de marcas em Portugal que mede o nível de satisfação com base na experiência real de utilização e em critérios específicos de valorização.

Começar o ano logo a ganhar prémios reforça o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela TML e o impacto positivo das suas soluções na vida diária de milhares de pessoas. Estes prémios confirmam o compromisso da TML em continuar a inovar, a melhorar a experiência dos utilizadores e a contribuir para um sistema de mobilidade cada vez mais eficiente, sustentável e acessível.