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TML reforça cooperação entre autoridades de transporte da Península Ibérica

A cooperação entre autoridades de transporte é fundamental para responder aos desafios das grandes redes metropolitanas. Foi neste contexto que a TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa participou, em Barcelona, numa reunião que juntou as quatro principais autoridades de transporte público da Península Ibérica.

O encontro decorreu no âmbito do Smart City Expo World Congress, a 4 de novembro, e reuniu, pela segunda vez este ano, representantes da ATM de Barcelona, do Consorcio Regional de Transportes de Madrid, da TML e da TMP – Transportes Metropolitanos do Porto.

A TML esteve representada por Carlos Humberto de Carvalho, Presidente do Conselho de Administração, Diana Carneiro Dias, Administradora, Sérgio Pinheiro, Diretor do Departamento de Estudos e Planeamento, e Ana Almeida, Assessora do CA da TML.

A reunião permitiu aprofundar a partilha de experiências e aproximar as autoridades dos fabricantes e operadores europeus, em torno de desafios comuns às grandes redes metropolitanas.

Um dos principais temas em debate foi a eletrificação das frotas de autocarros e a sua expansão, considerando as necessidades de infraestrutura, energia, fornecimento de veículos, manutenção e garantias ao longo do seu ciclo de vida.

Foi igualmente destacada a importância de consolidar a cooperação entre as quatro autoridades, no âmbito da EMTA – European Metropolitan Transport Authorities, criando oportunidades para partilhar projetos, boas práticas e soluções em áreas como a multimodalidade, a bilhética integrada, a resiliência das redes e a sustentabilidade das frotas.

Esta aproximação reforça o papel da cooperação ibérica na construção de sistemas de transporte público mais integrados, eficientes e preparados para os desafios da mobilidade metropolitana.

Delegação de Florianópolis regressa à TML para partilhar experiências e conhecimento na área da mobilidade

A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) recebeu novamente uma delegação da cidade brasileira de Florianópolis, numa visita que permitiu dar continuidade à partilha de experiências iniciada no ano passado e conhecer a evolução dos projetos de mobilidade desenvolvidos nos dois territórios.

A comitiva integrou representantes da Universidade Federal de Santa Catarina e da Secretaria de Mobilidade da Prefeitura de Florianópolis, tendo sido acompanhada pelo professor Tiago Farias, do Departamento de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico (IST).

Esta segunda visita permitiu constatar a evolução significativa dos trabalhos desenvolvidos em Florianópolis ao longo do último ano. Foi particularmente interessante acompanhar os passos dados pela cidade e conhecer os avanços alcançados nos seus projetos de mobilidade, evidenciando a importância da continuidade da cooperação e da partilha de conhecimento entre instituições.

Durante o encontro, a TML apresentou o seu modelo de atuação enquanto autoridade e gestora do sistema de mobilidade e transportes na área metropolitana de Lisboa, dando a conhecer os principais projetos e soluções desenvolvidos. Entre os temas abordados estiveram o sistema de bilhética integrada navegante®, a operação da Carris Metropolitana e as ferramentas digitais de informação ao passageiro, planeamento e gestão da mobilidade.

A visita constituiu igualmente uma oportunidade para a TML conhecer melhor o trabalho que está a ser desenvolvido em Florianópolis, nomeadamente os projetos de implementação de sistemas BRT (Bus Rapid Transit) e as iniciativas de ordenamento do território e desenvolvimento da rede ciclável.

A troca de experiências permitiu identificar diferentes abordagens aos desafios da mobilidade urbana, desde a organização e integração dos transportes públicos à articulação entre os vários modos de deslocação e o planeamento do território.

Mais do que dar a conhecer projetos e soluções, este encontro reforçou a importância do diálogo entre cidades, autoridades de transportes e instituições académicas, permitindo aprender com experiências distintas e acompanhar a evolução de iniciativas que partilham objetivos comuns: promover sistemas de mobilidade mais integrados, eficientes e sustentáveis.

A TML valoriza estas oportunidades de partilha internacional, que contribuem não só para dar a conhecer o know how e a experiência desenvolvidos na área metropolitana de Lisboa, mas também para conhecer novas soluções e abordagens que enriquecem o trabalho desenvolvido.

Dos dados à decisão: TML desenvolve nova plataforma de análise de pontos críticos de congestionamento a partir da TML GO 

Desenvolvida no âmbito do projeto europeu DeployEMDS, a nova ferramenta permite analisar os constrangimentos à circulação dos autocarros da Carris Metropolitana e apoiar os municípios no planeamento e na gestão do território. A solução resulta do potencial de desenvolvimento da plataforma TML GO, uma infraestrutura de gestão, planeamento e monitorização que permite criar novas ferramentas de análise e apoio à decisão. 

A nova plataforma de planeamento e análise de pontos críticos de congestionamento na rede da Carris Metropolitana foi desenvolvida internamente pelas equipas de Sistemas Inteligentes de Transporte (ITS) e de ISO da TML, a partir da plataforma TML GO, evidenciando a capacidade desta infraestrutura para suportar o desenvolvimento de novas ferramentas e soluções transversais à gestão da mobilidade. 

A TML GO é uma plataforma de gestão, planeamento e monitorização que reúne informação relevante para a atividade da TML e constitui uma base tecnológica para o desenvolvimento de diferentes aplicações. A sua arquitetura e funcionalidades permitem criar novas derivações, adaptadas a necessidades específicas, aproveitando os dados e as capacidades já existentes. O projeto desenvolvido no DeployEMDS é um exemplo concreto desse potencial. 

Neste caso, a nova ferramenta permite identificar, visualizar e analisar os pontos críticos de congestionamento que afetam a circulação dos autocarros da Carris Metropolitana, contribuindo para compreender onde ocorrem as maiores perturbações e quais os locais em que uma intervenção poderá ter maior impacto na melhoria da operação. 

A apresentação da solução decorreu no dia 29 de outubro, na sede da TML, no âmbito da sessão de demonstração dos casos de uso do DeployEMDS desenvolvidos em Lisboa. Bernardo Alves, do Departamento de Estudos e Planeamento (DEP), Antero Fernandes, da área de Sistemas Inteligentes de Transporte (ITS), e Lara Nunes apresentaram os objetivos, a metodologia e as funcionalidades da plataforma. 

Dados para apoiar o planeamento e a gestão do território 

A identificação dos pontos críticos de congestionamento é particularmente relevante numa rede de transportes públicos em crescimento, como a Carris Metropolitana, em que a velocidade comercial e a regularidade dos serviços são fatores determinantes para a qualidade da operação e a experiência dos passageiros. 

A informação disponibilizada pela plataforma permitirá apoiar os municípios e as respetivas áreas de planeamento e gestão do território na avaliação de diferentes intervenções no espaço público e na rede viária. 

A análise dos constrangimentos existentes poderá, por exemplo, contribuir para avaliar os potenciais impactos da criação de faixas BUS dedicadas, de alterações à circulação ou ao desenho das vias, de intervenções na semaforização e de outras medidas destinadas a melhorar as condições de circulação dos transportes públicos. 

A ferramenta poderá também apoiar a definição de prioridades de intervenção, permitindo fundamentar decisões com base em dados sobre o funcionamento efetivo da rede. Entre as possíveis aplicações encontram-se ainda o ajustamento de horários, o reforço da fiscalização e a identificação de locais onde alterações ao espaço público poderão contribuir para aumentar a eficiência da operação. 

Ao permitir mapear e hierarquizar os constrangimentos à circulação, a plataforma poderá ajudar a identificar os locais onde as intervenções são mais necessárias e a definir prioridades de atuação. Este diagnóstico constitui um primeiro passo para um trabalho de articulação com cada município, tendo em vista a avaliação e concretização das medidas adequadas às características e necessidades de cada território. 

Desta forma, a solução não se limita à análise do desempenho dos transportes públicos: constitui também um instrumento de apoio ao planeamento municipal, aproximando a informação operacional das decisões sobre a organização e gestão do território. 

Uma plataforma com potencial para novas soluções 

O desenvolvimento desta ferramenta demonstra como a TML GO pode funcionar como uma base tecnológica para a criação de soluções específicas, respondendo a diferentes necessidades de gestão, planeamento e monitorização da mobilidade. 

A possibilidade de desenvolver novas derivações a partir de uma infraestrutura comum permite aproveitar dados, funcionalidades e conhecimento já existentes, criando ferramentas que podem servir diferentes áreas de atividade e apoiar a articulação entre a TML e os municípios. 

O desenvolvimento de novas soluções depende também da cooperação entre entidades e da capacidade de partilhar e cruzar dados. A articulação entre a TML, os operadores de transporte e os municípios permite construir uma visão mais integrada da mobilidade e transformar informação operacional em conhecimento útil para o planeamento e a tomada de decisão. 

A próxima etapa passa pela utilização e disseminação da informação disponibilizada. A plataforma terá um endereço de acesso público, com ligação a partir do site da TML, podendo as credenciais de acesso ser solicitadas à empresa. 

Com este projeto, desenvolvido no âmbito do DeployEMDS, a TML reforça a utilização de dados e de ferramentas tecnológicas próprias como suporte à gestão da mobilidade metropolitana, disponibilizando informação que pode contribuir para decisões mais fundamentadas sobre a operação dos transportes públicos e o planeamento do território. 

TML promove iniciativa de cibersegurança com os operadores de transporte da área metropolitana de Lisboa

A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) promoveu um exercício conjunto dedicado à cibersegurança, que reuniu os operadores de transporte da área metropolitana de Lisboa, com o objetivo de reforçar a cooperação e a preparação das organizações perante os desafios crescentes nesta área.

A iniciativa teve como principal momento um exercício Tabletop, que coloca os participantes perante cenários realistas de cibersegurança, permitindo testar procedimentos, discutir possíveis respostas a incidentes e partilhar experiências e boas práticas que possam ser aplicadas nas respetivas organizações. O exercício pretendeu contribuir para o reforço da capacidade de prevenção e resposta, tornando as organizações mais preparadas e resilientes.

O encontro contemplou também a apresentação de uma plataforma de cibersegurança, dando a conhecer uma ferramenta que pretende apoiar o trabalho desenvolvido nesta área e reforçar os meios disponíveis para enfrentar os desafios de segurança digital.

Na sessão de abertura, Pedro Pinto de Jesus, Administrador da TML, agradeceu aos operadores presentes pela disponibilidade e pelo trabalho que têm vindo a desenvolver em conjunto nesta área, sublinhando a importância de reforçar esta relação de cooperação perante os desafios crescentes da cibersegurança e as exigências legais que se aproximam. Destacou ainda que a preparação para responder a eventuais incidentes é uma responsabilidade partilhada, essencial para garantir a continuidade e a resiliência de um serviço público tão importante como o transporte na área metropolitana de Lisboa. Neste sentido, salientou que a partilha de informação, as boas práticas e o trabalho conjunto são fundamentais para distribuir esforços e fortalecer a capacidade de resposta de todo o ecossistema, manifestando a disponibilidade da TML para dar continuidade a esta colaboração através de novos exercícios, da plataforma apresentada e de outras iniciativas que possam surgir.

Esta primeira iniciativa pretende afirmar a importância de uma abordagem colaborativa entre a TML e os operadores, promovendo a partilha de conhecimento e o reconhecimento de que a cibersegurança é um desafio comum a todo o ecossistema de transportes da região.

“Uma oportunidade única”: a TML andou pelos carris da Linha Circular do Metro de Lisboa

Na tarde do dia 29 de outubro, a convite do Metropolitano de Lisboa, uma numerosa comitiva da TML – Transportes Metropolitano de Lisboa desceu ao subsolo para ir conhecer o percurso da nova linha que liga a Estrela ao Cais do Sodré. Foi certamente “uma oportunidade única”, nas palavras da Presidente do Metropolitano de Lisboa, Cristina Vaz Tomé, e sentida por todos os que desceram os cerca de 60 metros de profundidade e percorreram pelo seu pé os novos túneis da Linha Circular neste dia.

Bem equipada e informada para garantir a sua segurança, a comitiva da TML, um grupo de 25 trabalhadores da empresa, entre presidente, administradores e elementos de todos os departamentos, iniciou o percurso na estação da Estrela, localizada no edifício do antigo Hospital Militar, e fazendo a enorme descida por escadas que não estarão acessíveis aos passageiros – o acesso à gare, nesta estação, será feito através de seis elevadores. Pelo caminho até à primeira paragem em Santos, foram recebendo informação do diretor da obra por parte do Metropolitano de Lisboa, Rui Pina, que relatou alguns dos desafios que esta obra, iniciada em 2022, ultrapassou, estando agora na fase de acabamentos.

Por baixo da Avenida D. Carlos I, perto do ISEG e da Assembleia da República, descobriram a estação de Santos, que terá dois acessos: um para o Largo da Esperança e outro para a Madragoa. Percorridos mais cerca de mil metros, alcançaram o fim deste troço, situado em baixo da estação da CP do Cais do Sodré e com saída pelas bares junto ao rio.

Para Carlos Humberto de Carvalho, presidente da TML, esta visita foi muito gratificante, na medida em que foi dada a oportunidade à TML de observar de perto a obra de engenharia, mas acima de tudo porque vê chegar – com previsão para o primeiro trimestre de 2027 – “mais uma resposta de transporte público que vai facilitar a vida das pessoas”.

DeployEMDS: TML e EMEL apresentam projetos que demonstram o potencial dos dados para transformar a mobilidade em Lisboa 

A sede da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) recebeu, no dia 29 de outubro, a apresentação dos três casos de uso desenvolvidos em Lisboa no âmbito do projeto europeu DeployEMDS. As soluções demonstram como a partilha e a interoperabilidade de dados podem contribuir para melhorar o planeamento da mobilidade, tornar os transportes públicos mais atrativos e promover deslocações mais acessíveis e sustentáveis. 

O que podem os dados fazer pela mobilidade? Foi a partir desta questão que a TML e a EMEL apresentaram os resultados de três projetos desenvolvidos em Lisboa no âmbito do DeployEMDS, uma iniciativa europeia que promove a criação de um espaço comum de dados para a mobilidade, facilitando o acesso, a partilha e a interoperabilidade da informação, sem comprometer a soberania dos dados. 

Na sessão de abertura, Carlos Humberto de Carvalho, presidente da TML, destacou o espírito de cooperação entre as duas entidades e a importância de desenvolver projetos partilhados, construídos a várias mãos. A partilha de dados permite criar soluções com aplicação prática, desde o planeamento de percursos com menos interrupções à identificação de oportunidades para tornar os transportes públicos mais atrativos. 

O presidente da TML sublinhou, contudo, que o verdadeiro desafio está na concretização destas soluções, reforçando a importância de continuar a trabalhar em conjunto para transformar os projetos em resultados. Neste contexto, destacou também o trabalho que a TML tem vindo a desenvolver através da plataforma GO, apresentando as suas principais funcionalidades. 

Também Carlos Silva, presidente da EMEL, salientou que a partilha de dados é uma condição essencial para melhorar a mobilidade. A EMEL dispõe de cerca de 300 fontes de dados sobre a cidade de Lisboa, cujo potencial depende da capacidade de as articular e colocar ao serviço de melhores decisões. 

Defendeu ainda a importância de trabalhar com informação fundamentada e fontes identificáveis, evitando a utilização de indicadores cuja origem não é conhecida ou verificável. A mobilidade, afirmou, deve ser simples, segura, sustentável e partilhada, exigindo soluções que tornem as alternativas ao transporte individual cada vez mais acessíveis e atrativas. 

Três casos de uso para responder a desafios concretos da mobilidade 

A Sofia Taborda, diretora de Inovação e Soluções de Mobilidade da EMEL, coube a apresentação do DeployEMDS e do enquadramento dos três casos de uso desenvolvidos em Lisboa. 

Com uma duração de três anos, o projeto reúne 45 parceiros europeus, envolve nove cidades e integra 16 casos de uso. Em Lisboa, foram desenvolvidas três soluções, duas pela EMEL e uma pela TML, que abrangem diferentes dimensões da mobilidade urbana e metropolitana. 

 O projeto procura facilitar o acesso aos dados, assegurar a sua soberania e promover a interoperabilidade entre sistemas e entidades. O objetivo é criar condições para que a informação possa ser partilhada e utilizada de forma mais eficiente, contribuindo para uma visão integrada da mobilidade. 

TML desenvolve ferramenta para identificar pontos críticos na rede da Carris Metropolitana 

O caso de uso desenvolvido pela TML centra-se na identificação e análise dos pontos críticos da rede da Carris Metropolitana, permitindo perceber onde ocorrem perturbações que condicionam a velocidade e a eficiência da operação. 

A apresentação esteve a cargo de Bernardo Alves, do Departamento de Estudos e Planeamento (DEP), Antero Fernandes, do departamento de Inteligent Transport Systems (ITS), e Lara Nunes do departamento de Gestão Operacional (DGO), que deram a conhecer os objetivos, a metodologia e as funcionalidades da solução. 

Partindo da análise da experiência dos passageiros, Bernardo Alves destacou que, apesar de o índice global de satisfação com o serviço se situar nos 7,3 valores, aspetos como a pontualidade, a regularidade e a rapidez continuam a representar oportunidades de melhoria. 

Com uma operação em crescimento, a Carris Metropolitana enfrenta o desafio de melhorar a eficiência e a velocidade comercial dos serviços. Para isso, é fundamental identificar onde se verificam as maiores perturbações e quais os locais em que a intervenção poderá produzir melhores resultados. 

A ferramenta desenvolvida permite visualizar e analisar os níveis de perturbação na rede, apoiando a identificação de prioridades e a tomada de decisão por parte das entidades responsáveis pela gestão da mobilidade e do espaço público. 

Entre as medidas que poderão beneficiar desta informação encontram-se o ajustamento de horários, a implementação de corredores BUS, a melhoria da semaforização, o reforço da fiscalização e a alteração do desenho do espaço público. 

Durante a sessão, foram também demonstradas as componentes de back-end e front-end da ferramenta, evidenciando a forma como os dados são tratados e disponibilizados para consulta e análise. 

Como próximos passos, Bernardo Alves destacou a importância de passar à utilização efetiva dos dados. O acesso à ferramenta será disponibilizado através de um endereço público, com ligação a partir do site da TML, podendo as credenciais de acesso ser solicitadas à empresa. 

EMEL apresenta soluções para uma mobilidade urbana mais acessível e sustentável 

Os dois casos de uso desenvolvidos pela EMEL abordam desafios complementares da mobilidade na cidade de Lisboa. 

Maria Zuzarte, analista de mercado da EMEL, apresentou a solução «Incentivar deslocações pendulares mais sustentáveis em Lisboa», orientada para o contexto empresarial. O projeto procura desenvolver uma oferta integrada de serviços de mobilidade para empresas, disponibilizando um ponto de acesso único, uma gestão organizada e diferentes modalidades de pagamento. 

 A solução pretende facilitar a gestão das deslocações dos trabalhadores e incentivar a utilização de alternativas mais sustentáveis ao automóvel individual, contribuindo para uma mobilidade empresarial mais eficiente. 

Por sua vez, Hugo Costa, gestor de projeto da EMEL, apresentou o caso de uso «Planeamento de percursos sem interrupções», especialmente dirigido a pessoas com mobilidade condicionada. 

O projeto parte do reconhecimento de que a informação atualmente disponível nem sempre é suficiente para que estas pessoas consigam planear as suas deslocações com confiança e autonomia. A ausência de informação georreferenciada sobre equipamentos e obstáculos, como elevadores, escadas rolantes, lojas e outros serviços, pode dificultar o acesso e a utilização da rede de mobilidade. 

A solução procura melhorar a disponibilização e a partilha desta informação, apoiar o planeamento de percursos acessíveis e contribuir para decisões mais informadas. Entre os trabalhos desenvolvidos encontra-se também a caracterização e o mapeamento dos semáforos da cidade de Lisboa. 

A partilha de dados como ponto de partida para novas soluções 

A sessão terminou com um momento de perguntas e respostas, durante o qual foram abordadas as possibilidades de integração entre as soluções apresentadas e outras plataformas de mobilidade. 

Entre os temas discutidos esteve a eventual integração do navegante Empresas na aplicação da EMEL, tendo sido referido que as duas entidades já reuniram para explorar essa possibilidade, embora o trabalho de desenvolvimento e articulação ainda esteja em curso. 

Foi igualmente abordada a possibilidade de disponibilizar informação das ferramentas da TML através do NAV, tendo sido esclarecido que os dados abertos poderão ser integrados diretamente, enquanto o acesso a outros dados deverá ser solicitado às entidades responsáveis. A TML manifestou disponibilidade para disponibilizar a informação produzida através de diferentes interfaces de acesso público. 

Foi ainda salientado que a partilha de dados não termina com o encerramento do projeto europeu, previsto para fevereiro de 2027. O portal EMDS continuará a permitir o processo de adesão de novas entidades e a disponibilização de dados. 

No encerramento, Luísa Ferreira, administradora da TML, destacou o balanço positivo do trabalho desenvolvido e considerou esta iniciativa um primeiro passo para continuar a evoluir os projetos e alargar o seu âmbito de aplicação. 

O objetivo, sublinhou, é avançar para soluções concretas, sustentáveis e com aplicação real, promovendo a normalização dos dados e a sua partilha, de forma a construir uma visão comum da mobilidade. 

O DeployEMDS demonstra, assim, como a colaboração entre entidades e a utilização inteligente dos dados podem contribuir para uma mobilidade mais integrada, acessível e eficiente, aproximando a informação das decisões e das necessidades reais de quem se desloca. 

TML participou em reunião do projeto LIFE Moonset na Bulgária

A TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa participou na reunião do projeto europeu LIFE Moonset, que decorreu nos dias 14 e 15 de outubro, em Ruse, na Bulgária. O encontro reuniu representantes de todos os parceiros deste projeto, nomeadamente a TML, a ANA – Aeroportos de Portugal | VINCI Airports, a Wiener Linien, a Municipal Transport Ruse, a VIA e o Centre for Mobility Change da Universidade de Innsbruck, para dois dias de partilha de experiências, análise do trabalho desenvolvido e definição dos próximos passos.

O principal tema em debate foi o desafio de garantir soluções de mobilidade sustentável a quem trabalha fora dos horários tradicionais, nomeadamente durante a noite e em turnos irregulares, períodos em que a oferta de transporte público convencional é frequentemente reduzida ou inexistente.

Um dos momentos centrais da reunião foi a visita ao projeto-piloto de transporte a pedido de Ruse, cuja área de operação foi alargada precisamente nesta ocasião. A visita permitiu conhecer o serviço em funcionamento e acompanhar a sua evolução, proporcionando uma oportunidade de reflexão sobre o contributo de soluções de mobilidade flexíveis e inovadoras para responder às necessidades específicas das populações.

Durante o encontro, foram também discutidos os principais objetivos, a metodologia e os resultados do LIFE Moonset, bem como apresentados os pontos de situação dos projetos-piloto de Viena e Lisboa. A participação da TML permitiu, assim, partilhar a experiência portuguesa e acompanhar os desenvolvimentos dos diferentes contextos de implementação.

O LIFE Moonset é um projeto europeu que procura desenvolver soluções de transporte flexível e a pedido, com recurso a veículos elétricos partilhados, para melhorar as deslocações dos trabalhadores em horários noturnos e não convencionais. Em Lisboa, o piloto MOONSET LIS, desenvolvido em parceria com a ANA, pretende facilitar as deslocações dos trabalhadores do perímetro aeroportuário, contribuindo para uma mobilidade mais acessível, inclusiva e sustentável.

A reunião em Ruse voltou a evidenciar a importância da cooperação europeia e da partilha de conhecimento no desenvolvimento de respostas concretas para desafios comuns de mobilidade, permitindo identificar aprendizagens e soluções com potencial de aplicação noutros territórios.

TML partilha experiência de inovação na mobilidade na conferência Budapest Exchange

A TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa participou na segunda edição da Budapest Exchange, uma conferência internacional dedicada à bilhética digital, à inovação e à digitalização dos transportes públicos, que decorreu nos dias 14 e 15 de outubro, em Budapeste, na Hungria. O encontro reuniu autoridades de transporte, operadores, empresas tecnológicas e especialistas de vários países para partilhar experiências e conhecer soluções concretas que estão a transformar a mobilidade e os serviços prestados aos passageiros.

Com um programa centrado em projetos implementados e tecnologias emergentes, a conferência abordou temas como as carteiras digitais, a bilhética móvel, os sistemas de pagamento nacionais e internacionais, os espaços de dados e o Account-Based Ticketing. A participação da TML permitiu dar a conhecer a experiência da Área Metropolitana de Lisboa (AML) no desenvolvimento de soluções tecnológicas integradas, que articulam a gestão dos transportes públicos com a bilhética e a informação ao passageiro.

No primeiro dia, Josué Monteiro, Tech Lead na TML, apresentou o GO, a plataforma tecnológica desenvolvida internamente para apoiar o planeamento, a gestão operacional e a monitorização dos transportes públicos. Na sessão dedicada ao planeamento de transportes como elemento-chave para uma gestão de mobilidade bem-sucedida, Josué destacou as funcionalidades da plataforma que permitem às autoridades de transporte e aos operadores planear a oferta, acompanhar a operação em tempo real, avaliar indicadores de desempenho e gerir informação de forma integrada. Assente nos princípios da transparência, colaboração e interoperabilidade, o GO constitui uma base tecnológica comum para a rede metropolitana, contribuindo também para disponibilizar informação atualizada de diferentes operadores através da aplicação navegante®.

No segundo dia, Nuno Cavaco, Diretor de Cliente da TML, apresentou o sistema navegante®, na sessão dedicada aos desafios de governação e operação dos sistemas de bilhética inteligente. A apresentação percorreu a criação e evolução do sistema, que, desde 2019, promove a integração tarifária de todos os modos e operadores de transporte regular de passageiros na AML, abrangendo os seus 18 municípios. A simplificação do sistema tarifário permitiu passar de uma cobertura territorial de apenas 30% com passes intermodais para uma cobertura de 100%, reforçando a integração da mobilidade metropolitana.

A apresentação destacou ainda a evolução tecnológica do navegante®, incluindo a interoperabilidade entre sistemas dos operadores, a análise de dados, a integração com outros serviços de mobilidade, a App com disponibilização de informação em tempo real e planeador de viagens, a App dirigida ao setor corporativo e a validação digital através do telemóvel, em desenvolvimento para todos os operadores de transporte. Estas soluções refletem uma abordagem que vai além da bilhética, procurando tornar a experiência de utilização dos transportes públicos mais simples, integrada e acessível.

A presença na Budapest Exchange reforçou a oportunidade de partilhar internacionalmente o trabalho desenvolvido pela TML e de acompanhar tendências e soluções aplicadas à mobilidade, num contexto em que a digitalização, a integração dos sistemas e a utilização de dados assumem um papel cada vez mais relevante. A experiência da AML demonstra como o desenvolvimento de tecnologia própria e a articulação entre operadores e serviços podem contribuir para uma rede de transportes mais coordenada e centrada nas necessidades das pessoas.

Conselho Metropolitano de Lisboa debate desafios e prioridades da mobilidade na Área Metropolitana

O Conselho Metropolitano de Lisboa reuniu-se na manhã de 22 de outubro, no Convento de Jesus, em Setúbal, para debater um conjunto de temas relevantes para o desenvolvimento da Área Metropolitana de Lisboa, com particular destaque para a mobilidade e os transportes públicos.

A reunião contou com a presença dos presidentes dos 18 municípios que integram a Área Metropolitana de Lisboa, do presidente e dos vice-presidentes do Conselho Metropolitano, bem como da Secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias. A TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa também marcou presença neste encontro.

Entre os temas em discussão estiveram a evolução da oferta e da procura de transportes públicos, a melhoria da articulação entre os diferentes serviços e modos de transporte e a preparação da segunda geração de contratos, matérias fundamentais para a resposta às necessidades de mobilidade da população metropolitana.

O encontro constituiu uma oportunidade para abordar os desafios do sistema de transportes e reforçar a importância da articulação entre os municípios, o Governo e as entidades com responsabilidades na mobilidade, tendo em vista a melhoria contínua do serviço prestado aos passageiros.

TML lança dois desafios à inovação no Mobility Matchmaking 2026

A TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa participou no Mobility Matchmaking 2026, que decorreu no dia 19 de outubro, na sua sede, em Lisboa, com o lançamento de dois desafios na área do planeamento e da informação ao passageiro. A iniciativa reuniu municípios, operadores de transporte, gestores de infraestruturas, startups e pequenas e médias empresas (PME), promovendo o encontro entre necessidades concretas da mobilidade urbana e soluções tecnológicas inovadoras.

Organizado pela BGI – Sustainable Ventures, com o apoio da EIT Urban Mobility e da TML, o evento teve como objetivo aproximar entidades com desafios reais de mobilidade de organizações capazes de lhes dar resposta, criando oportunidades para estabelecer parcerias, desenvolver projetos-piloto e acelerar a adoção de novas tecnologias. Na abertura, Carlos Humberto de Carvalho, presidente da TML, deu as boas-vindas aos participantes, sublinhando a abertura da empresa à inovação: “A TML é uma empresa jovem, com apenas 5 anos de vida, e em constante adaptação tecnológica. Somos uma casa aberta à evolução e à integração.”

Ao longo do encontro, 27 entidades participaram num programa que combinou reflexão sobre o futuro da mobilidade, apresentação de desafios e partilha de soluções. Na mesa-redonda “Inovação na Mobilidade Urbana: Transporte Público para todos os Territórios”, Ricardo Barros, da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), e João Talha, da Carris, abordaram a evolução dos serviços de transporte e os caminhos para os próximos cinco anos. Entre os temas destacados estiveram o desenvolvimento do transporte flexível, o reforço da componente digital, a eletrificação das frotas e a importância da integração dos operadores, com referência ao papel do navegante® na simplificação da bilhética e do acesso ao transporte público.

Foi neste contexto de transformação que Margarida Dias, Data Analyst da TML, apresentou os dois desafios lançados pela empresa, centrados na utilização de dados para melhorar o planeamento e na disponibilização de informação mais atualizada e acessível aos passageiros. O primeiro procura encontrar formas de estimar, com elevada precisão, as paragens onde os passageiros terminam as suas viagens. Conhecer melhor os fluxos de deslocação permitirá aprofundar a análise da procura, construir diagramas de carga e apoiar a otimização dos percursos e das frequências do serviço. O segundo desafio visa identificar soluções tecnológicas flexíveis e economicamente sustentáveis para disponibilizar informação dinâmica nas paragens, permitindo comunicar rapidamente alterações de horários, reforços de oferta, desvios e outras perturbações operacionais, sem depender exclusivamente das aplicações móveis.

A Câmara Municipal de Alenquer apresentou dois desafios, relacionados com a informação ao passageiro em tempo real e a gestão inteligente do estacionamento urbano, enquanto a Carris procurou soluções para uma plataforma agnóstica de contagem de passageiros, capaz de transformar dados operacionais em informação útil para o planeamento, a monitorização e a melhoria da qualidade do serviço. No conjunto, os cinco desafios ilustraram a diversidade de oportunidades para aplicar a inovação tecnológica a problemas concretos da mobilidade urbana.

Após a apresentação dos desafios, as startups, PME e restantes Solution Providers tiveram a oportunidade de dar a conhecer as suas propostas em sessões Flash Pitch, com apresentações de dois minutos. A tarde foi dedicada a reuniões bilaterais (1-on-1), promovendo o contacto direto entre quem procura soluções e quem as desenvolve. Este formato de matchmaking permitiu explorar possibilidades de colaboração, identificar potenciais parceiros e aproximar ideias inovadoras das necessidades das entidades do setor. O programa incluiu ainda uma apresentação da BGI sobre oportunidades de financiamento para a mobilidade através da EIT Urban Mobility, reforçando o apoio disponível para transformar contactos e ideias em projetos concretos.

Para a TML, a participação no Mobility Matchmaking 2026 representa uma oportunidade para abrir novos caminhos à inovação, explorar tecnologias com potencial de aplicação na rede de transporte público metropolitana e estabelecer parcerias que contribuam para um serviço mais eficiente, integrado e centrado nas necessidades dos passageiros. Ao colocar desafios reais em diálogo com o ecossistema de inovação, a empresa reforça o seu compromisso com a evolução tecnológica e com a procura de soluções que melhorem a experiência de quem utiliza o transporte público.

O futuro da TML na Next Gen Lab

A TML promoveu ontem, dia 20 de outubro, mais uma sessão do Next Gen Lab, uma iniciativa que visa reunir todos os membros da TML com menos de 30 anos para, em conjunto, identificar problemas, pensar em soluções e debater o futuro da empresa.

 Nesta segunda sessão foram discutidas algumas das ideias propostas pelos participantes na primeira sessão, dando continuidade a um espaço de partilha, reflexão e construção conjunta.

 A participação das gerações mais jovens é fundamental para trazer novas perspetivas, estimular a criatividade e contribuir para a inovação. As suas ideias são essenciais para construir uma mobilidade coletiva mais sustentável, inclusiva e ajustada às necessidades das gerações atuais e futuras.

TML partilha experiência na 65.ª Reunião do Comité de Autoridades da UITP

A TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa participou na 65.ª Reunião do Comité de Autoridades da UITP – União Internacional de Transportes Públicos, que decorreu entre 30 de setembro e 2 de outubro, em Tbilisi, na Geórgia. O encontro reuniu autoridades de transporte público de países de todo o mundo para partilhar experiências e debater soluções para o planeamento e a gestão das redes de transporte público.

Catarina Marcelino, Coordenadora do Departamento de Estudos e Planeamento da TML e Vice-Presidente do Comité, e Ana Almeida, Assessora da TML, representaram a empresa neste encontro, no qual foi apresentado o contrato de serviço público de transporte rodoviário de passageiros da TML, partilhando a experiência metropolitana de Lisboa neste domínio.

A reunião centrou-se em temas como a integração do transporte público informal, os diferentes modelos de contratação de serviços e o desenho das redes de autocarros, com especial atenção à melhoria da frequência, da cobertura e da articulação entre serviços. O programa incluiu ainda workshops e uma visita técnica à rede de transportes de Tbilisi, que permitiu conhecer diferentes soluções de mobilidade, incluindo autocarros, teleféricos e projetos de renovação ferroviária.

TML destaca a importância da cooperação e da resiliência na cibersegurança dos transportes

A TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa participou na 2.ª Conferência «Cibersegurança – Os Desafios para os Operadores de Transporte», organizada pela Associação Metropolitana de Operadores de Transporte de Lisboa (AMOLIS), no dia 14 de outubro, no Auditório do Alto dos Moinhos, em Lisboa.

Pedro Pinto de Jesus, Vogal do Conselho de Administração da TML, integrou a mesa-redonda dedicada à Diretiva NIS2 e aos desafios da cibersegurança no setor dos transportes, onde destacou a importância da cooperação entre entidades, do envolvimento da gestão de topo e da proteção dos sistemas que asseguram a continuidade e a fiabilidade dos serviços de transporte.

Enquanto responsável pela gestão do sistema de bilhética navegante® e pela articulação entre os diferentes operadores de transporte da Área Metropolitana de Lisboa, a TML desempenha um papel central na integração e no funcionamento do ecossistema metropolitano. Esta posição reforça a importância de uma abordagem coordenada à cibersegurança, que considere a interdependência entre entidades, sistemas e serviços, bem como os riscos associados à partilha e à circulação de informação.

Na sessão de abertura, a Secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, sublinhou que os transportes constituem uma infraestrutura crítica do Estado, cuja proteção é essencial para assegurar a continuidade dos serviços, a segurança dos dados dos passageiros e a confiança no sistema. «A digitalização é progresso, mas tem de ser fiável e segura», afirmou, acrescentando que a cibersegurança não deve ser vista como um obstáculo à inovação, mas como uma responsabilidade cada vez mais abrangente. «Preparar, proteger e recuperar» são, nas suas palavras, princípios fundamentais nesta área.

A conferência contou também com as intervenções de Sónia Páscoa, Presidente do Conselho Diretivo da AMOLIS, que deu as boas-vindas aos participantes; de Nuno Brás Fernandes, Consultor de Cibersegurança e Segurança da Informação, que abordou os impactos do novo regime jurídico da cibersegurança e da Diretiva NIS2; e de Nuno Medeiros, da CISO e e-Redes, que partilhou a experiência de implementação de medidas de cibersegurança nas tecnologias operacionais.

Na sua apresentação, Nuno Brás Fernandes salientou a exposição do setor dos transportes às ameaças informáticas, identificando-o como o terceiro setor mais visado no contexto europeu e destacando o transporte ferroviário como o mais afetado neste universo.

Na mesa-redonda, moderada por Inês Antas de Barros, especialista em cibersegurança, Pedro Pinto de Jesus identificou a adaptação à Diretiva NIS2 como uma mudança de paradigma, que exige um envolvimento efetivo da administração das organizações e um compromisso continuado com a implementação das medidas necessárias.

No contexto da atividade da TML, o desafio passa também por garantir que a segurança acompanha a integração do sistema de transportes metropolitano. A gestão da bilhética e a articulação com os diferentes operadores implicam relações permanentes entre entidades e sistemas, tornando essencial a existência de mecanismos de coordenação, procedimentos de resposta e canais de comunicação que permitam prevenir riscos e minimizar o impacto de eventuais incidentes.

A manutenção da fiabilidade e da previsibilidade dos serviços, fundamentais para os passageiros, deverá permanecer no centro destas preocupações. A proteção dos sistemas e da informação não é, por isso, apenas uma questão tecnológica: é também uma condição para assegurar a confiança dos passageiros e a continuidade do serviço público de transportes.

Questionado sobre a capacidade de resposta do setor, o representante da TML sublinhou que a forte interligação entre os diferentes agentes dos transportes aumenta a exposição ao risco, tornando indispensável uma abordagem coletiva. «A resiliência só funciona se for coletiva», afirmou, defendendo o investimento em ferramentas e profissionais especializados, a partilha de experiências e a manutenção de canais de comunicação ativos.

Pedro Pinto de Jesus destacou ainda a importância da sensibilização dos órgãos de decisão para o tema, salientando o contributo de uma gestão de topo atenta e do Conselho Consultivo das Tecnologias para a Mobilidade. Sobre o papel da inteligência artificial, observou que esta pode potenciar os ataques, mas também reforçar a capacidade de defesa.

O debate contou igualmente com as perspetivas de Cristina Agreira, Vogal do Conselho de Administração do Metro do Mondego; de Júlio César, responsável pelo Departamento de Operações do Centro Nacional de Cibersegurança; e de Gonçalo, responsável pela cibersegurança do Serviço de Informações de Segurança.

Entre os desafios identificados estiveram a prevenção, o conhecimento dos sistemas e das suas vulnerabilidades, a aprendizagem entre organizações, a mudança de mentalidades e a crescente diversidade das ameaças.

Na reflexão sobre os próximos passos, Pedro Pinto de Jesus reforçou a necessidade de um compromisso claro da gestão de topo e de uma cooperação transversal a todo o sistema, essenciais para fortalecer a capacidade de prevenção, resposta e recuperação perante incidentes.

Carris Metropolitana reforça frota elétrica na Área 2 com 37 novos autocarros 

Novas viaturas da Rodoviária de Lisboa integram a frota da Carris Metropolitana, ao serviço dos municípios de Loures, Mafra, Odivelas e Vila Franca de Xira. 

A Rodoviária de Lisboa, operador da Carris Metropolitana na Área 2, apresentou hoje, 15 de outubro, os 37 novos autocarros 100% elétricos que integram a frota ao serviço dos municípios de Loures, Mafra, Odivelas e Vila Franca de Xira. 

A chegada destas viaturas representa uma segunda fase no processo de eletrificação da operação da Rodoviária de Lisboa, que passa a contar com 77 veículos elétricos em circulação (correspondentes a 14,5% da frota afeta à Área 2).  

“A chegada de novos veículos elétricos na Área 2 desde 2023 evidencia uma evolução muito concreta, numa operação que transportou 63,4 milhões de passageiros só em 2025. Enquanto a frota em 2023 contava com 5% de veículos amigos do ambiente, em 2026, o número já se encontra próximo dos 15% A eletrificação da frota está a acontecer à escala de uma rede de transporte público que serve diariamente milhares de pessoas, e este reforço permite-nos continuar esse caminho com veículos adequados às exigências da operação”, afirma Carlos Humberto de Carvalho, presidente da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML). 

Os novos veículos têm uma autonomia estimada de até 400 quilómetros, num modelo, e até 300 quilómetros, num outro, permitindo responder a diferentes tipos de serviço sem comprometer a continuidade da operação. 

Esta tipologia elétrica permite ainda recuperar energia durante as desacelerações e travagens, integrando uma tecnologia que proporciona uma condução mais suave, e uma utilização eficiente da energia. No que diz respeito à sua preservação, em oposição a sistemas convencionais, este modelo de autocarros reduz também certas exigências na manutenção do motor e caixa de velocidades. A operação elétrica contribui ainda para uma redução significativa do ruído, tanto no interior dos veículos como no espaço urbano envolvente. 

A integração destes veículos dá continuidade ao processo de renovação e qualificação da frota da Carris Metropolitana, que prevê a utilização de veículos não poluentes e energeticamente eficientes na operação da rede. 

A Área 2 da Carris Metropolitana é operada pela Rodoviária de Lisboa e abrange os municípios de Loures, Mafra, Odivelas e Vila Franca de Xira.

Planeador navegante®: “É a informação que tem de se adaptar à viagem”

A nova ferramenta permite planear deslocações desde a origem até ao destino na Área Metropolitana de Lisboa, com informação integrada dos transportes em tempo real. O lançamento decorreu a 13 de outubro, na sede da TML, e assinala mais um passo na evolução digital do sistema navegante®.

“Queremos ser uma história de integração.” Foi com esta ideia que Carlos Humberto de Carvalho, Presidente da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, abriu a sessão de apresentação do Planeador navegante®, a nova funcionalidade da App navegante® que ajuda os passageiros a descobrir como chegar ao seu destino.

Perante representantes de operadores, autarquias e entidades com intervenção na mobilidade, o Presidente da TML sublinhou que esta nova ferramenta dá continuidade ao caminho iniciado em junho, com o lançamento da consulta da circulação dos transportes em tempo real. “O passageiro pensa na viagem que precisa fazer e não em operadores de transporte”, afirmou, defendendo uma informação cada vez mais integrada, simples e adaptada às necessidades de quem viaja.

“Queremos ajudar o passageiro a resolver a questão: como é que chego ao meu destino?”, reforçou Carlos Humberto de Carvalho. O objetivo é tornar mais fácil a consulta de alternativas e o planeamento das deslocações, sem obrigar os passageiros a procurar informação separadamente para cada operador. Uma visão partilhada por Pedro Duarte Silva, Chefe de Gabinete da Secretária de Estado da Mobilidade, que leu a mensagem da governante: “Quanto mais simples for a forma de planear a viagem, maior será a aceitação do passageiro.” Na mensagem, foi também destacado o cumprimento do compromisso assumido pela equipa da TML para desenvolver o planeador entre junho e outubro.

A apresentação da ferramenta ficou a cargo de João de Vasconcelos, Coordenador da área de Integração de Sistemas Operacionais da TML, que destacou a conjugação de duas dimensões essenciais: “a informação da rede (o que está planeado) e a informação em tempo real”. Na demonstração prática, Afonso Esteves apresentou as funcionalidades do Planeador e salientou a utilização de tecnologia de código aberto, que permite a terceiros contribuir com sugestões e melhorias.

O Planeador navegante® é mais um passo na ambição da TML de aprofundar a integração da mobilidade metropolitana. “Da integração da bilhética queremos evoluir para a evolução da informação”, afirmou o Presidente da TML, apontando também outros caminhos em desenvolvimento, como o bilhete único, a validação com cartão bancário em todos os operadores e novas soluções digitais. Uma integração que, sublinhou, vai além da tecnologia e exige também investimento, reforço da oferta e articulação entre o Governo, os municípios e os operadores.

No final da sessão, os convidados tiveram oportunidade de conhecer melhor a solução num momento de convívio no terraço da TML. O espaço incluiu um photo point com o cadeirão da campanha do Tempo Real, convidando os participantes a assumir o papel de “Donos do Tempo”. Afinal, com mais informação para planear a viagem, cada passageiro ganha melhores condições para decidir como chegar ao destino e o que fazer com o tempo que poupa.

TML lançou Planeador navegante®: uma solução própria para planear viagens com informação em tempo real

Desenvolvido e gerido pela Transportes Metropolitanos de Lisboa, o novo planeador permite pesquisar percursos de origem a destino, recorrendo à informação integrada de diferentes operadores de transporte. 

Na tarde do dia 13 de outubro, e na presença do Chefe de Gabinete da Secretária de Estado da Mobilidade, de operadores de transporte, autarquias, e demais entidades nacionais com intervenção na mobilidade, transportes, território e políticas públicas, a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) lançou o Planeador navegante®, uma nova funcionalidade da App navegante® que permite planear deslocações na Área Metropolitana de Lisboa, através da pesquisa de percursos entre uma origem e um destino, com recurso à informação de mobilidade disponível, incluindo dados em tempo real. 

O lançamento representa uma nova etapa na evolução digital do sistema navegante®: depois de, em junho, ter disponibilizado a consulta da circulação dos transportes em tempo real, a TML passa agora a oferecer uma ferramenta que utiliza essa informação para ajudar os passageiros a planear as suas viagens. 

Um planeador metropolitano, desenvolvido e gerido pela TML 

Embora já existam no mercado diferentes soluções de planeamento de viagens, baseadas em horários previstos ou em informação em tempo real, o Planeador navegante® distingue-se por ser uma solução própria, desenvolvida e gerida pela TML, enquanto autoridade de transportes responsável pela integração da informação de mobilidade metropolitana. 

A ferramenta não pretende substituir os planeadores que os passageiros já utilizam, mas acrescentar uma solução nacional, construída a partir da informação integrada do sistema de transportes e orientada para as necessidades da Área Metropolitana de Lisboa, sem depender de plataformas de planeamento de fornecedores externos. 

Esta capacidade permite à TML assumir um papel ativo não apenas na integração dos dados provenientes dos diferentes operadores e sistemas, mas também na forma como essa informação é trabalhada e disponibilizada aos passageiros. 

Para Carlos Humberto de Carvalho, Presidente da TML, “este lançamento representa um passo importante na capacidade da TML para integrar informação de diferentes operadores e transformá-la numa ferramenta concreta ao serviço das pessoas. Enquanto autoridade de transportes, temos a responsabilidade de contribuir para que o sistema metropolitano seja cada vez mais simples de compreender e utilizar. Com o Planeador navegante®, passamos a disponibilizar uma solução própria que nos permite evoluir na forma como ajudamos os passageiros a planear as suas deslocações”. 

Da informação em tempo real ao planeamento da viagem 

Com o Planeador navegante®, o passageiro indica o ponto de partida e o destino e consulta as opções de percurso disponíveis. A informação em tempo real permite considerar as condições efetivas de circulação, apoiando decisões mais informadas antes e durante a deslocação. 

Numa área metropolitana em que uma viagem pode envolver diferentes operadores, serviços e etapas, esta abordagem permite olhar para a deslocação como um todo, facilitando a consulta de alternativas sem obrigar o passageiro a procurar informação separadamente para cada serviço. 

O Planeador integra-se, assim, no trabalho que a TML tem vindo a desenvolver para promover uma informação de mobilidade mais articulada, coerente e acessível, reforçando a ligação entre os dados produzidos no sistema de transportes e as necessidades concretas de quem viaja. 

Tecnologia navegante® ao serviço da mobilidade 

O desenvolvimento do Planeador navegante® enquadra-se na missão da TML de gerir o sistema de bilhética navegante® e promover a integração e a coordenação da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa, em articulação com os municípios e os operadores. 

Mais do que disponibilizar uma nova funcionalidade digital, o objetivo é facilitar decisões quotidianas: perceber como chegar a um destino, conhecer alternativas de percurso e organizar melhor o tempo dedicado às deslocações. 

Com este lançamento, a TML reforça a sua capacidade de desenvolver soluções próprias de informação e planeamento, contribuindo para um sistema de transportes mais integrado e para uma experiência de viagem mais simples e previsível. 

TML integra projeto europeu que quer transformar a mobilidade rural através da tecnologia e de novas políticas públicas 

O projeto Rural Mobility combina Sistemas Inteligentes de Transporte e políticas públicas inovadoras para desenvolver soluções de mobilidade adaptadas às necessidades dos territórios rurais. Em Lisboa, os parceiros europeus conheceram o território onde poderá avançar o segundo projeto-piloto de transporte a pedido da TML, desta vez com enfoque num contexto rural. 

Como garantir que quem vive em territórios rurais tem acesso a transportes e a oportunidades de emprego, educação e serviços? É este o desafio que está no centro do Rural Mobility, um projeto europeu que procura melhorar a mobilidade rural através da combinação de Sistemas Inteligentes de Transporte (ITS) com abordagens inovadoras às políticas públicas. 

Entre 7 e 9 de outubro, a TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa acolheu, em Lisboa, a sexta reunião presencial do projeto, que reuniu cerca de 20 representantes de diferentes países para partilhar experiências, avaliar os progressos alcançados e preparar as próximas etapas da iniciativa. 

Da estratégia europeia a uma solução no território metropolitano 

Um dos momentos centrais do encontro foi a visita técnica a Pinhal Novo, no município de Palmela, onde poderá vir a ser implementado o segundo projeto-piloto de transporte a pedido (Demand Responsive Transport – DRT) da TML. 

A solução em estudo prevê um modelo de serviço free-floating, que permitirá ligar diferentes pontos do território à estação ferroviária de Pinhal Novo, respondendo às necessidades de deslocação em áreas rurais, periurbanas e urbanas. 

Este possível piloto traduz, à escala metropolitana, um dos objetivos do Rural Mobility: explorar modelos de transporte mais ajustados às características de cada território, reforçando as ligações à rede de transportes públicos e o acesso a diferentes oportunidades de mobilidade. 

Tecnologia e políticas públicas ao serviço da mobilidade 

O Rural Mobility, financiado pelo programa Interreg Europe, é a primeira iniciativa europeia a combinar Sistemas Inteligentes de Transporte com abordagens políticas inovadoras para melhorar a ligação das regiões rurais às oportunidades económicas e a transportes de qualidade. 

Liderado pela província de Overijssel, o projeto envolve autoridades e entidades regionais e locais de vários países europeus, incluindo a TML, a ATM Barcelona, a Kalmar Region, a Leine and Weser Region, o município de Hoče-Slivnica e o município de Viimsi. 

Através da cooperação entre parceiros, da implementação de projetos-piloto e da partilha de boas práticas em áreas como a governação, o financiamento e o envolvimento dos utilizadores, a iniciativa pretende contribuir para políticas de mobilidade que promovam a inclusão económica e social de populações com acesso limitado aos transportes e a outras oportunidades. 

Durante a reunião em Lisboa, os parceiros trabalharam na adaptação regional do Navigator, uma ferramenta de apoio ao planeamento de soluções de mobilidade em territórios rurais. Foram também abordados temas como a mobilidade cooperativa, conectada e automatizada (CCAM), a mobilidade partilhada, os modelos de governação e financiamento e os indicadores de desempenho. 

A agenda incluiu ainda a monitorização dos resultados, a partilha das aprendizagens adquiridas e a definição de prioridades para o último semestre do projeto. 

Ao participar nesta iniciativa, a TML contribui para uma reflexão europeia sobre os desafios da mobilidade em territórios com diferentes características e necessidades, explorando soluções que possam melhorar a articulação entre os territórios, os transportes públicos e as oportunidades económicas e sociais. 

Mais informações em interregeurope.eu/rural-mobility.

TML destaca integração e inovação na 59.ª reunião do UITP Waterborne Committee

A TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa participou na 59.ª reunião do UITP Waterborne Committee, no dia 1 de outubro, no Terminal Fluvial do Cais do Sodré. Organizado pela Transtejo Soflusa, o encontro reuniu representantes e especialistas de vários países para debater os desafios do transporte público fluvial e marítimo e partilhar experiências e boas práticas para uma mobilidade mais sustentável.

Integrado na UITP – International Association of Public Transport, principal associação mundial dedicada ao transporte público e à mobilidade sustentável, o Waterborne Committee constitui um espaço internacional de reflexão sobre os desafios e oportunidades do transporte público por via navegável. Nesta edição realizada em Lisboa, a transição para soluções de emissão zero e a integração do transporte fluvial nas redes multimodais estiveram entre os principais temas em discussão. Numa mesa-redonda dedicada à integração intermodal, onde também marcaram presença representantes de outros operadores da área metropolitana de Lisboa, Pedro Pinto de Jesus, Vogal do Conselho de Administração da TML, destacou que a descarbonização não passa apenas pela substituição de veículos, mas exige uma transformação de todo o ecossistema de mobilidade.

“Primeiro integramos o sistema, depois melhoramos os dados e só então podemos otimizar totalmente as operações”, explicou Pedro Pinto de Jesus, dando como exemplos o trabalho desenvolvido pela TML na Carris Metropolitana e a evolução do GO, a plataforma digital para planeamento, gestão operacional e monitorização do transporte público. A recente utilização do GO como plataforma partilhada pelos operadores reflete, segundo o responsável, a aposta numa mobilidade cada vez mais integrada e eficiente.

A integração foi também o ponto de partida para abordar a realidade da área metropolitana de Lisboa, onde 18 municípios estão ligados por movimentos diários de pessoas que vivem, trabalham, estudam e acedem a serviços em diferentes territórios. Neste âmbito, Pedro Pinto de Jesus destacou o papel da TML, criada há cinco anos para promover uma abordagem metropolitana à mobilidade, através de instrumentos como o navegante®, a Carris Metropolitana e o planeamento multimodal. Uma abordagem assente num objetivo metropolitano comum, numa governação partilhada, num sistema integrado e na partilha de dados.

Na sua intervenção, Pedro Pinto de Jesus reforçou ainda a importância de olhar para a mobilidade a partir da experiência de quem a utiliza. “Os passageiros não veem diferentes instituições ou operadores. Eles procuram um serviço de mobilidade único”, afirmou. É essa experiência integrada, simples e acessível que a TML procura consolidar na área metropolitana de Lisboa.

TML no 13.º Encontro Informal de Autoridades de Transportes Intermunicipais

No dia 28 de setembro, Sines acolheu a 13.ª reunião de trabalho que serve para debater temas comuns e de interesse para as Autoridades de Transportes Intermunicipais (ATI), na qual Carlos Humberto de Carvalho, Presidente da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa participou e onde marcaram presença entidades de todo o país. A sessão foi aberta por Álvaro Beijinha, Presidente da Câmara Municipal de Sines, e Rui Ruas, Primeiro-Secretário da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL), seguida de uma apresentação sobre o trabalho desta ATI na área da Mobilidade e Transportes por Miguel Calado (CIMAL).

Durante a sessão, Catarina Marcelino, da TML, fez o ponto da situação de temas como a atualização de dados relativos ao passe gratuito para jovens, os pagamentos ao Estado, a segunda geração de contratos, a submissão de dados ao Estado do Incentiva+TP, a partilha de dados de sistemas de gestão da oferta, terminais e paragens. João de Vasconcelos, também da TML, apresentou a gestão e monitorização da operação através do sistema GO e a integração de dados de outras ATI.

Foi sublinhada por todas as ATI a importância do programa Incentiva+TP para a sustentabilidade e previsibilidade dos serviços de transporte público a nível nacional, considerando que é fundamental garantir a continuidade e reforço deste programa, razão pela qual foram debatidas dúvidas sobre o Relatório de Aplicação do Programa, a entregar até 30 de setembro.

Da integração dos sistemas aos Digital Twins: TML leva experiência metropolitana à conferência Mobility & Digital Twins

Como podem os dados e os gémeos digitais contribuir para melhorar o planeamento e a gestão da mobilidade urbana?

Foi a partir desta pergunta que, no dia 25 de setembro, representantes de cidades, investigadores, profissionais e especialistas se reuniram na NOVA IMS para a conferência Mobility & Digital Twins: Enabling the data-driven City of Tomorrow. A iniciativa, organizada pela NOVA Cidade – Urban Analytics Lab, POLIS e TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, colocou no centro do debate o papel dos dados, da Inteligência Artificial e dos Digital Twins na construção de cidades mais informadas e capazes de responder aos desafios da mobilidade.

Para a TML, a participação neste debate foi também uma oportunidade para partilhar uma experiência concreta: a construção, na Área Metropolitana de Lisboa, de uma visão integrada da mobilidade e da infraestrutura tecnológica que a suporta.

Uma visão metropolitana para uma mobilidade que não conhece fronteiras

A Área Metropolitana de Lisboa reúne 18 municípios e cerca de 3,3 milhões de pessoas. É um território onde as deslocações diárias atravessam fronteiras administrativas: as pessoas vivem num município, trabalham noutro, estudam noutro e utilizam serviços em diferentes pontos da região.

Foi precisamente esta realidade que esteve na origem da TML e do trabalho desenvolvido nos últimos anos: passar de uma lógica fragmentada para uma visão metropolitana da mobilidade.

Como destacou Pedro Pinto de Jesus, Administrador da TML, na sua intervenção na conferência, esta transformação começou pelo passageiro. O navegante criou um sistema tarifário intermodal comum e mais simples. A Carris Metropolitana veio, por sua vez, estruturar a operação rodoviária numa única rede e numa única marca, integrando diferentes operadores e o serviço de 15 municípios.

Mas a integração da mobilidade não termina na oferta ou na bilhética.

Se queremos oferecer ao passageiro uma única rede, também precisamos de construir uma visão comum do sistema.

É neste ponto que a tecnologia e os dados assumem um papel determinante.

Dos dados à capacidade de decidir

A TML gere hoje o sistema de bilhética navegante e uma infraestrutura tecnológica que permite integrar informação proveniente de diferentes entidades e modos de transporte.

Na operação da Carris Metropolitana, a TML desenvolveu o GO, uma plataforma própria para apoiar o planeamento, a gestão e a monitorização do serviço, entretanto alargada aos operadores e municípios. Esta infraestrutura integra informação operacional e permite processar mais de seis milhões de posições GPS por dia, criando uma base de informação que suporta a disponibilização de informação em tempo real e a tomada de decisão.

Foi também esta experiência que Alexandre Domingues, Diretor de Sistemas e Tecnologias de Informação da TML, levou ao debate.

Mais do que a quantidade de dados, a discussão centrou-se numa questão essencial: como garantir que os dados são suficientemente consistentes, interoperáveis e fiáveis para apoiar decisões?

Porque a tecnologia pode acelerar processos, identificar padrões, testar cenários e apoiar previsões. Mas a sua utilidade depende da qualidade da informação sobre a qual trabalha.

Antes do Digital Twin, é preciso integrar

Este foi um dos principais pontos sublinhados pela TML ao longo da conferência.

Um Digital Twin pode permitir representar e compreender melhor o funcionamento de um território, simular diferentes cenários e avaliar os seus potenciais impactos. Pode tornar-se uma ferramenta importante para apoiar o planeamento urbano, a gestão da mobilidade e a resposta a situações complexas.

Mas, para que isso aconteça, é necessário construir primeiro a infraestrutura que lhe dá sentido.

Primeiro é preciso integrar o sistema. Depois, integrar os dados. Só então podemos transformar esses dados em instrumentos avançados de decisão.

Esta abordagem ganha particular relevância num contexto metropolitano, onde a informação está distribuída por diferentes municípios, autoridades, operadores e sistemas.

A experiência da TML mostra que a transformação digital da mobilidade não se faz apenas através da adoção de novas tecnologias. Faz-se através da capacidade de ligar sistemas, pessoas, entidades e informação.

Inteligência Artificial: acelerar, sem substituir a decisão

A Inteligência Artificial foi também um dos temas presentes no debate.

Para a TML, a IA pode desempenhar um papel relevante na análise de grandes volumes de informação, na identificação de padrões, na previsão da procura ou no apoio à gestão da operação. Pode também acelerar o desenvolvimento de ferramentas e modelos capazes de transformar dados em informação útil para a decisão.

Mas existe uma condição essencial: a tecnologia deve estar ao serviço de objetivos concretos e assentar em dados de qualidade.

A questão não é apenas saber o que a Inteligência Artificial consegue fazer. É saber que decisões queremos melhorar e que informação precisamos para as tomar.

É uma abordagem particularmente importante na mobilidade, onde diferentes decisões têm impacto direto na experiência diária de milhões de pessoas.

Do sistema à viagem

A discussão sobre Digital Twins, dados e Inteligência Artificial pode parecer, à primeira vista, distante da experiência quotidiana de quem utiliza os transportes públicos.

Na realidade, é precisamente aí que a tecnologia deve chegar.

Quando um passageiro consulta uma hora de chegada, planeia uma viagem, escolhe entre diferentes modos de transporte ou recebe informação sobre uma alteração de serviço, está a beneficiar de uma cadeia tecnológica que começa muito antes da aplicação ou do ecrã.

Por isso, a visão da TML é simples: a tecnologia deve ajudar a transformar a complexidade do sistema numa experiência mais simples para quem viaja.

Porque, para o passageiro, não existem diferentes instituições ou operadores. Existe uma viagem.

E é essa viagem que a integração dos sistemas, a qualidade dos dados e as novas ferramentas digitais devem ajudar a tornar cada vez mais simples, informada e acessível.

Um debate que continuou com várias outras sessões e eventos paralelos

A conferência Mobility & Digital Twins integrou ainda sessões temáticas, debates e apresentações de projetos e casos de utilização, abordando temas como os dados de mobilidade, a adaptação aos riscos climáticos e a logística com emissões zero.

O encontro decorreu em paralelo com o Hack the City: Mobility Challenge, realizado entre 23 e 25 de setembro, no qual equipas multidisciplinares trabalharam sobre desafios reais de mobilidade urbana, recorrendo a dados, Inteligência Artificial e tecnologias emergentes. No último dia, as soluções finalistas foram apresentadas aos participantes da conferência e ao júri.

Para a TML, a participação neste encontro representa mais um passo na construção de uma visão metropolitana assente na integração, na inovação e na utilização responsável dos dados.

Porque a cidade do futuro não será apenas uma cidade com mais tecnologia.

Será uma cidade capaz de transformar melhor a informação que já produz em conhecimento, conhecimento em decisão e decisão em melhor mobilidade para as pessoas.

TML debate futuro do transporte público no CNN Portugal Summit i9 Cascais

No dia 25 de setembro, Luísa Ferreira, Vogal do Conselho de Administração da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, participou no painel de debate sobre Transporte Público, integrado no CNN Portugal Summit i9 Cascais: Living the Future. O encontro, organizado pela CNN Portugal, com o apoio da Câmara Municipal de Cascais, reuniu decisores políticos, líderes empresariais, académicos e representantes da sociedade civil, em torno de temas com o acesso à habitação, o impacto ambiental dos sistemas de mobilidade e transportes e a sua relação direta com o bem-estar dos cidadãos e a qualidade de vida urbana.

Na abertura do debate sobre transporte público, Thomas Ableman, consultor na área da inovação e transportes e ex-Diretor de Estratégia e Inovação da Transport for London, destacou a relação entre mobilidade, acesso a oportunidades e qualidade de vida. Defendeu que os transportes públicos devem permitir maximizar esse acesso, minimizando simultaneamente o impacto no espaço urbano, os custos e a poluição, através de sistemas universais, integrados e fáceis de utilizar.

A intervenção da TML centrou-se na evolução do transporte público na área metropolitana de Lisboa. Luísa Ferreira destacou o lançamento do navegante®, em 2019, como um investimento decisivo na procura e na simplificação tarifária, bem como a criação da Carris Metropolitana, que permitiu uma abordagem integrada à operação rodoviária metropolitana. Neste processo, a TML, enquanto autoridade de transportes, assume um papel de articulação entre o Governo e os municípios, contribuindo para a coesão metropolitana e para uma visão estratégica comum.

Luísa Ferreira salientou ainda que o reforço da utilização do transporte público depende de um investimento simultâneo na oferta e na procura. A fiabilidade do serviço e a informação disponibilizada aos passageiros são fundamentais para criar confiança no sistema, destacando-se, neste âmbito, a informação em tempo real disponível na app navegante® e o futuro planeador de viagem. A responsável da TML sublinhou também a importância de concretizar a estratégia metropolitana para 2035, garantindo melhores ligações entre municípios e respondendo às diferentes necessidades de mobilidade do território.

A gratuitidade do transporte público foi outro dos temas em debate. Miguel Casaca, Presidente da Cascais Próxima, apresentou a experiência de Cascais, onde a gratuitidade é financiada através da gestão do estacionamento e tem sido acompanhada por um aumento da utilização do transporte público. Thomas Ableman, defensor de “transportes públicos tão bons que as pessoas devem querer pagá-los”, sugeriu o direcionamento dos ganhos para a qualidade do serviço, enquanto Luísa Ferreira considerou que, antes de discutir a gratuitidade, importa definir as necessidades da oferta, desde o reforço da cobertura e das ligações a zonas mais remotas até ao transporte flexível e às novas formas de pagamento.

O debate contou ainda com Nuno Lago de Carvalho, CCO da CaetanoBus, que abordou a evolução dos modelos de gestão e das soluções tecnológicas e energéticas para a mobilidade. A discussão evidenciou, assim, a necessidade de uma abordagem integrada ao transporte público, articulando investimento, oferta, procura, tecnologia e planeamento territorial. Para a TML, esta visão é essencial para consolidar um sistema de mobilidade metropolitano mais coeso, acessível e preparado para responder aos desafios futuros.

“Como se transforma um sistema de mobilidade?” A experiência da TML em debate no Funchal

Foi a partir desta pergunta que Carlos Humberto de Carvalho, presidente do Conselho de Administração da TML, participou no dia 22 de setembro na conferência “O futuro da mobilidade urbana no Funchal: qual o caminho a seguir”, organizada pela Câmara Municipal do Funchal, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade.

A experiência da TML enquanto autoridade de transporte e gestora da Carris Metropolitana mostra que transformar a mobilidade não passa apenas por aumentar a oferta ou introduzir novas soluções. Passa, sobretudo, por trabalhar em conjunto.

Municípios, autoridades, operadores e restantes entidades do ecossistema de mobilidade têm de conseguir planear e atuar de forma articulada, com uma estratégia comum e uma visão integrada do sistema.

Mas há outro ponto de partida essencial: o passageiro.

Perceber quem viaja, quais são os seus problemas, necessidades e expectativas é fundamental para desenhar um sistema que responda melhor às pessoas. Tal como é fundamental dispor de dados, tecnologia e ferramentas de gestão que permitam conhecer o sistema, antecipar necessidades e melhorar continuamente a resposta.

E para que esta transformação seja sustentável no tempo, é igualmente necessário garantir financiamento estável e previsível, que permita planear a oferta e investir no desenvolvimento do sistema.

Na Área Metropolitana de Lisboa, a abordagem levada a cabo pela TML tem permitido construir um sistema de transporte público mais integrado, articulado e orientado para quem o utiliza. Uma experiência que a TML partilha, porque cada território tem a sua realidade, mas os desafios da mobilidade exigem cada vez mais cooperação.

Transportes públicos e mobilidade partilhada: uma viagem cada vez mais integrada

Fiabilidade, informação, digitalização e integração foram alguns dos temas em destaque na mesa-redonda “Transportes públicos e mobilidade partilhada”, que reuniu diferentes operadores e entidades de mobilidade no Banco de Portugal, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade.

Como é que evoluiu a mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa? O que pode ser feito para tornar as deslocações mais simples e previsíveis? E como incentivar mais pessoas a experimentar e utilizar os transportes públicos?

Estas foram algumas das questões debatidas na manhã de 17 de setembro, no Edifício Marconi do Banco de Portugal, em Lisboa, numa sessão com participação presencial e online. A mesa-redonda contou com a apresentação e o encerramento de Ana Fontoura, do Banco de Portugal, e foi moderada por Filipa Studer, responsável de Marketing e Relações Públicas da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa.

Participaram no debate Ana Oliveira, Diretora do Departamento de Gestão Operacional da TML, que gere a Carris Metropolitana; António Rapoula, Diretor de Comunicação e Marketing da EMEL; André Peres, Chefe de Departamento de Estudos, Projetos e Desenvolvimento de Negócio do Metropolitano de Lisboa; Catarina Dias, Diretora de Cliente da Carris; Raquel Santos, Diretora Comercial da Fertagus; e Zita Carvalho, Diretora Comercial da CP.

Uma viagem, vários modos de transporte

A abrir a sessão, Filipa Studer sublinhou que “falar de mobilidade metropolitana é falar de um sistema coletivo, onde o resultado final é partilhado”. Para quem se desloca, a viagem não é feita por um único operador ou meio de transporte: pode combinar autocarro, metro, comboio, bicicleta ou estacionamento, sendo essa combinação que constitui a experiência de mobilidade.

A evolução recente dos diferentes serviços mostra mudanças significativas nesse sentido. No Metropolitano de Lisboa, André Peres destacou o aumento da fiabilidade do serviço, associado ao investimento em equipamentos. Na Carris, Catarina Dias salientou a transformação do próprio serviço de autocarros, enquanto Ana Oliveira apontou, na Carris Metropolitana, o esforço de adaptar a oferta às necessidades dos clientes, disponibilizar informação em tempo real e recolher o seu feedback.

Também na CP se tem verificado uma mudança de perspetiva, com a empresa a assumir o objetivo de colocar o cliente no centro da sua atividade. Para Zita Carvalho, esta mudança de paradigma passa também pela digitalização.

Na Fertagus, Raquel Santos destacou o impacto da redução tarifária no aumento da procura, salientando igualmente a vantagem dos tempos de viagem face ao automóvel em determinados percursos e o trabalho desenvolvido para proporcionar melhores condições aos clientes.

Já António Rapoula apresentou o papel da EMEL na mobilidade pendular, destacando a implementação dos Parques navegante® e o contributo das receitas do estacionamento para o financiamento de outras soluções e serviços de mobilidade em Lisboa, como a gestão semafórica e as bicicletas GIRA.

Da bilhética integrada à informação integrada

Se a deslocação pode envolver vários modos e operadores, como garantir que o passageiro não sinta que está a mudar de sistema a cada etapa da viagem?

O navegante® foi apontado como um dos principais instrumentos de integração. A existência de uma solução comum de bilhética permite ao utilizador encarar diferentes serviços como partes de uma mesma rede. O próximo passo passa por reforçar também a integração da informação.

Nesse sentido, Ana Oliveira revelou que a TML está a desenvolver um planeador de viagem integrado na App navegante®, com o objetivo de dar maior confiança ao passageiro e facilitar a escolha e combinação dos diferentes modos de transporte.

Para Zita Carvalho, depois do esforço desenvolvido na coordenação da bilhética, é necessário continuar esse trabalho ao nível da comunicação. Uma ideia partilhada por vários participantes: a informação é essencial para tornar a viagem previsível.

Raquel Santos destacou a importância de disponibilizar informação ao longo da jornada do cliente. António Rapoula deu como exemplo a GIRA, cuja articulação com o navegante® permite responder às necessidades do chamado last mile, ligando diferentes momentos da deslocação.

Catarina Dias sublinhou o dever dos operadores de informar e de contribuir para que o transporte público seja mais previsível, complementando a informação disponibilizada pelos restantes intervenientes no sistema de mobilidade.

Experimentar para mudar hábitos

No final, a discussão centrou-se numa questão essencial: como convencer mais pessoas a optar pelos transportes públicos?

Tempo, custo e qualidade de vida foram alguns dos argumentos apontados. Para André Peres, utilizar transportes públicos pode significar poupar tempo e dinheiro e trazer benefícios para a saúde. Catarina Dias destacou a possibilidade de o transporte público combinado constituir, em si mesmo, uma escolha de mobilidade.

Para Raquel Santos, a experiência é também uma forma de alterar hábitos: experimentar um determinado percurso e perceber que funciona pode levar a uma utilização regular.

A importância de ouvir os utilizadores voltou a ser sublinhada por Ana Oliveira, que destacou o trabalho das equipas que diariamente procuram melhorar o serviço e valorizou o contributo do feedback dos passageiros.

A fechar, António Rapoula deixou um desafio aos participantes: ter a “coragem de experimentar” a bicicleta em Lisboa, tal como muitos fazem quando viajam para outras cidades.

Mais do que escolher entre diferentes meios, a discussão mostrou que o futuro da mobilidade passa pela capacidade de os integrar numa experiência de viagem simples, previsível e centrada nas necessidades de quem se desloca.

TML distinguida no XXI Prémio Nacional “Mobilidade em Bicicleta”

Na quinta-feira, dia 17 de setembro, Carlos Humberto de Carvalho recebeu, em nome da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, o Prémio Nacional “Mobilidade em Bicicleta” atribuído pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB).

Criado em 2006, este prémio reconhece publicamente o contributo de determinadas entidades e pessoas individuais que tenham promovido a utilização da bicicleta nas suas múltiplas vertentes, através da criação ou melhoria de condições e facilidades em Portugal e/ou da divulgação de iniciativas fomentadoras do uso deste modo de transporte não motorizado.

Nesta que é a 21.ª edição do prémio, a TML é distinguida na categoria Entidades Públicas, juntamente com a Região de Turismo do Algarve e a Transtejo Soflusa. Entre os galardoados desta edição contam-se ainda o Núcleo de Cicloturismo de Arraiolos e o Grupo Desportivo e Cultural Baronia (na categoria Associações e Clubes), Margarida Nascimento (categoria Comunicação Social), e ainda a Marina de Vilamoura, a Bikeland e António Rapoula, em representação da EMEL (categoria Empresas).

Na cerimónia de entrega de prémios, que teve lugar no Auditório do Espaço Jardim de Inverno da EMEL, em Lisboa, marcou presença Rui Rocha, Secretário de Estado da Proteção Civil.

PMMUS da Área Metropolitana de Lisboa viajou até Salónica

No segundo dia do CIVITAS Fórum 2026, a TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa levou até Salónica uma experiência que está a transformar a forma de pensar a mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa: o Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMMUS).

Num encontro que junta cidades, autoridades, profissionais, especialistas e investigadores de toda a Europa para discutir o futuro da mobilidade urbana, Luísa Ferreira, administradora da TML, integrou o painel “European, national and local cooperation for the next generation of SUMP”.

A sessão reuniu diferentes perspetivas europeias, com a participação de Vanessa Holve (ICLEI Europe), Evangelia Stavropoulou (Ministério da Infraestrutura e Transportes da Grécia), Alan O’Brien (European Investment Bank), Guido Müller (Ministério do Ambiente, da Natureza e dos Transportes do Estado da Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha) e Tünde Hajnal (BKK Centre for Budapest Transport).

A participação da TML foi uma oportunidade para partilhar a experiência metropolitana de Lisboa e trazer para o debate europeu um plano que coloca a mobilidade sustentável no centro das políticas de mobilidade da região.

Promovido pela TML e em vigor desde o final de 2025, o PMMUS da Área Metropolitana de Lisboa constitui um referencial para orientar políticas e decisões de mobilidade, com uma visão integrada para o território e para as diferentes formas de deslocação.

Porque planear a mobilidade é também pensar a região como um todo, antecipar desafios e criar melhores condições para as pessoas se deslocarem.

Integração navegante® e Gira no primeiro dia do CIVITAS Fórum 2026

A decorrer de 15 a 17 de setembro, em Salónica, Grécia, o principal evento da iniciativa CIVITAS conta com a presença da TML e, no primeiro dia do Fórum, o exemplo da integração navegante® e Gira foi tema.

A edição de 2026 deste importante evento dedicado à mobilidade urbana inteligente, inclusiva e sustentável, a decorrer sob o tema “Raízes e Rotas: Avançando para uma Mobilidade Urbana Competitiva, Conectada e Resiliente!”, é estruturada em torno de três eixos principais (mobilidade competitiva, conectada e resiliente), refletindo prioridades fundamentais para a mobilidade urbana sustentável na Europa.

No primeiro dia do evento, num painel dedicado à Transição para a Mobilidade Compartilhada e a Micromobilidade: Novos Serviços de Mobilidade nas Cidades, com moderação de Thiago Tavares, da CINEA, foi referido o exemplo português da integração do sistema navegante® com as bicicletas partilhadas GIRA.

TML levou ao Brasil a sua experiência de mobilidade metropolitana integrada

A convite da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos, Carlos Humberto de Carvalho, Presidente do Conselho de Administração da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, partilhou, no Conexão ANPTrilhos 2026, a experiência de criação e desenvolvimento do projeto TML e o caminho que tem vindo a ser construído na área metropolitana de Lisboa.

Com o propósito de debater o transporte de passageiros sobre trilhos no Brasil, o Conexão ANPTrilhos 2026 reuniu, no passado dia 26 de agosto, em Brasília, representantes do governo federal, de estados, de operadoras, nacionais e internacionais. Entre estes, destacamos a presença Carlos Humberto de Carvalho, que fez uma intervenção sob o tema “Do operador ao sistema: como Lisboa estruturou uma mobilidade metropolitana integrada”, onde apresentou a experiência da TML na transformação da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa.

“Promovemos uma verdadeira revolução”

Foi com estas palavras que o Presidente da TML resumiu os efeitos desta transformação. Uma transformação que passou pela integração tarifária com a criação do passe e do sistema navegante®, que criou uma lógica comum de mobilidade entre os 18 municípios da região e que reduziu drasticamente o custo mensal das viagens. “Antes, os passageiros gastavam uma média de 150€ mensais nas suas deslocações entre a área metropolitana de Lisboa. Agora pagam um valor máximo de 40€”, esclareceu Carlos Humberto.

Mas a revolução foi sentida ainda na operação rodoviária com a criação da Carris Metropolitana, que veio unificar e reorganizar a operação em 15 municípios da Área Metropolitana de Lisboa. “Em 2025, a Carris Metropolitana transportou 194 milhões de passageiros, registando um aumento de 11,5% em relação ao ano anterior”, exemplificou o presidente.

“Integração foi o começo. Transformação é o destino.”

Se a integração foi o princípio de tudo na construção de um conceito de “mobilidade para todos”, agora a palavra de ordem para a TML é a transformação Na sua intervenção, Carlos Humberto de Carvalho falou ainda do caminho que a TML está a fazer na área do planeamento, inovação e da tecnologia, com o desenvolvimento de novas soluções para tornar o sistema de mobilidade cada vez mais acessível, interligado e desmaterializado, desde a digitalização dos serviços e da relação com o passageiro, à disponibilização de informação em tempo real e à integração tecnológica de diferentes operadores e serviços.

“Transmitir experiência e aprender”

Já numa conversa mediada por Guilherme Ramalho, CEO do MetrôRio, Carlos Humberto de Carvalho foi convidado a falar sobre como a área metropolitana da capital portuguesa saiu de um sistema fragmentado, com mais de 7 mil tipos de bilhete, para uma tarifação única, simples e integrada em todo o território, e as implicações no modelo de financiamento deste sistema.

Mas a troca de experiências entre os dois países não se ficou pelas conclusões desta conversa no Conexão. Dois dias antes, em visita técnica à Empresa Pública de Transportes de Maricá (EPT), a comitiva da TML, representada por Carlos Humberto de Carvalho, Pedro Pinto de Jesus, vogal executivo do Conselho de Administração, e Sérgio Pinheiro, diretor de Planeamento, já havia tido uma frutífera troca de experiências sobre mobilidade urbana, transporte público e o modelo Tarifa Zero desenvolvido em Maricá, no Rio de Janeiro.
No dia seguinte ao evento, os representantes da TML estiveram ainda em Goiânia onde foram conhecer o sistema de controle e prioridade semafórica implantado nos corredores de BRT desta cidade.

PMMUS foi distinguido em prémio internacional de participação pública

Primeiro lugar entre os projetos “urban management and public space” e quinto na votação global, o Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável da área metropolitana de Lisboa (PMMUS) teve um ótimo desempenho nos prémios promovidos pelo Observatório Internacional da Democracia Participativa (OIDP).

Eleito entre 188 iniciativas como um dos 40 finalistas, o PMMUS esteve a votação pública nos prémios OIDP nos últimos meses e foram conhecidos agora os resultados.

Foi assim com enorme satisfação que a TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, que conduziu este plano em articulação com os 18 municípios da área metropolitana de Lisboa e com o apoio da W2Go, recebeu a notícia da atribuição dos referidos prémios, que distinguem práticas de participação cidadã promovidas à escala local e regional.

Recorde-se que, a nível nacional, o PMMUS já havia sido reconhecido no final de 2025 como plano de referência para políticas de mobilidade na área metropolitana de Lisboa.

Aviso de Manifestação de Interesse para Aquisição de Imóveis

A TML – Transporte Metropolitanos de Lisboa, E.M.T , S.A.  (“TML”) pretende adquirir terrenos com as seguintes características genéricas:

  • Inserção da parcela em área compatível com usos logísticos, industriais ou de serviços, sem restrições ambientais críticas e com reduzido risco de inundação ou outros riscos climáticos;
  • Acessos diretos ou próximos a vias estruturantes (autoestradas, IC, EN principais); 
  • Condições adequadas de circulação para veículos pesados (autocarros), assim como distanciamento adequado a usos sensíveis (habitação, equipamentos); 
  • Área mínima da parcela: 20.000 m²;
  • Índices urbanísticos adequados à instalação de infraestruturas operacionais:
    • Capacidade de implementação edifício industrial de: 1.500 a 3.000 m²;
    • Capacidade de implementação de edifício de escritórios e apoio de: 200 a 700 m²;
  • Geometria regular e topografia favorável (declives reduzidos);
  • Disponibilidade ou proximidade de redes de energia, água e saneamento.

Os imóveis a adquirir devem situar-se, preferencialmente, nas seguintes localizações:

  • Portela de Sintra, Município de Sintra
  • Queluz, Município de Sintra
  • Brandoa, Município de Amadora
  • Santo António dos Cavaleiros, Município de Loures
  • Olival Basto, Município de Odivelas
  • Arrentela, Município do Seixal
  • Sarilhos Grandes, Município da Moita
  • Setúbal, Município de Setúbal
     

A TML poderá considerar, em alternativa, localizações distintas, nos mesmos Municípios, quando as características dos imóveis se revelem adequadas.
 
Pretende receber dos interessados, até ao próximo dia 30 de setembro de 2026, manifestações de interesse de venda de imóveis nas condições e localizações supracitadas. Os contactos devem ser remetidos para info@tmlmobilidade.pt, juntamente com a seguinte informação:

  • Planta com localização exata, limites do terreno, dimensão e condições urbanísticas;
  • Compatibilidade da parcela com instrumentos de gestão do território (PDM, etc.);
  • Breve descrição das condições geotécnicas e topográficas;
  • Preço,

As manifestações de interesse têm natureza preliminar e não vinculativa, não conferindo qualquer direito à seleção do imóvel. A TML reserva-se a faculdade de, em função das suas necessidades e das informações recebidas, promover os contactos que considere adequados com os interessados. A eventual aquisição de qualquer imóvel será objeto de decisão posterior da TML e ficará sujeita às autorizações e demais formalidades aplicáveis, bem como à celebração dos correspondentes instrumentos contratuais

TML acolheu a comitiva que avalia Lisboa para o UITP Summit 2029

No dia 7 de julho, a TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa recebeu na sua sede a delegação da UITP – União Internacional de Transportes Públicos, que está de visita a Lisboa para avaliar a sua capacidade para acolher o Congresso Mundial da UITP, um dos mais relevantes encontros internacionais dedicados ao transporte público e à mobilidade sustentável.

Lisboa está na short list, juntamente com Oslo e Budapeste, para ser a cidade anfitriã do UITP Summit 2029, um evento que reunirá entre 12.000 e 15.000 participantes de mais de 110 países, incluindo decisores políticos, autoridades de transporte, operadores, indústria, centros de investigação e especialistas de todo o mundo.

A candidatura da cidade Lisboa é o resultado de uma parceria da Carris com a Câmara de Lisboa, a TML e o Metropolitano de Lisboa, unidos no desejo de reforçar o posicionamento internacional da Área Metropolitana de Lisboa enquanto referência em mobilidade integrada, inovação e desenvolvimento sustentável.

Carlos Humberto de Carvalho, presidente da TML, e Ana Teresa Vicente, vice-presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa e presidente da Câmara de Palmela, deram as boas-vindas à comitiva composta por seis representantes (três de âmbito estratégico e três de âmbito operacional), no início de uma sessão de apresentação do trabalho da TML. “Acolheremos de braços abertos este evento”, garantiram. No âmbito desta visita, a TML organizou um programa que pretende evidenciar não apenas a excelência da cidade de Lisboa, mas também a dimensão metropolitana da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa. Lisboa apresenta-se não apenas como cidade anfitriã, mas como uma metrópole em transformação, capaz de demonstrar o que a mobilidade do futuro pode ser.