Mês: Fevereiro 2022

TML reforça cooperação entre autoridades de transporte da Península Ibérica

A cooperação entre autoridades de transporte é fundamental para responder aos desafios das grandes redes metropolitanas. Foi neste contexto que a TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa participou, em Barcelona, numa reunião que juntou as quatro principais autoridades de transporte público da Península Ibérica.

O encontro decorreu no âmbito do Smart City Expo World Congress, a 4 de novembro, e reuniu, pela segunda vez este ano, representantes da ATM de Barcelona, do Consorcio Regional de Transportes de Madrid, da TML e da TMP – Transportes Metropolitanos do Porto.

A TML esteve representada por Carlos Humberto de Carvalho, Presidente do Conselho de Administração, Diana Carneiro Dias, Administradora, Sérgio Pinheiro, Diretor do Departamento de Estudos e Planeamento, e Ana Almeida, Assessora do CA da TML.

A reunião permitiu aprofundar a partilha de experiências e aproximar as autoridades dos fabricantes e operadores europeus, em torno de desafios comuns às grandes redes metropolitanas.

Um dos principais temas em debate foi a eletrificação das frotas de autocarros e a sua expansão, considerando as necessidades de infraestrutura, energia, fornecimento de veículos, manutenção e garantias ao longo do seu ciclo de vida.

Foi igualmente destacada a importância de consolidar a cooperação entre as quatro autoridades, no âmbito da EMTA – European Metropolitan Transport Authorities, criando oportunidades para partilhar projetos, boas práticas e soluções em áreas como a multimodalidade, a bilhética integrada, a resiliência das redes e a sustentabilidade das frotas.

Esta aproximação reforça o papel da cooperação ibérica na construção de sistemas de transporte público mais integrados, eficientes e preparados para os desafios da mobilidade metropolitana.

Delegação de Florianópolis regressa à TML para partilhar experiências e conhecimento na área da mobilidade

A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) recebeu novamente uma delegação da cidade brasileira de Florianópolis, numa visita que permitiu dar continuidade à partilha de experiências iniciada no ano passado e conhecer a evolução dos projetos de mobilidade desenvolvidos nos dois territórios.

A comitiva integrou representantes da Universidade Federal de Santa Catarina e da Secretaria de Mobilidade da Prefeitura de Florianópolis, tendo sido acompanhada pelo professor Tiago Farias, do Departamento de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico (IST).

Esta segunda visita permitiu constatar a evolução significativa dos trabalhos desenvolvidos em Florianópolis ao longo do último ano. Foi particularmente interessante acompanhar os passos dados pela cidade e conhecer os avanços alcançados nos seus projetos de mobilidade, evidenciando a importância da continuidade da cooperação e da partilha de conhecimento entre instituições.

Durante o encontro, a TML apresentou o seu modelo de atuação enquanto autoridade e gestora do sistema de mobilidade e transportes na área metropolitana de Lisboa, dando a conhecer os principais projetos e soluções desenvolvidos. Entre os temas abordados estiveram o sistema de bilhética integrada navegante®, a operação da Carris Metropolitana e as ferramentas digitais de informação ao passageiro, planeamento e gestão da mobilidade.

A visita constituiu igualmente uma oportunidade para a TML conhecer melhor o trabalho que está a ser desenvolvido em Florianópolis, nomeadamente os projetos de implementação de sistemas BRT (Bus Rapid Transit) e as iniciativas de ordenamento do território e desenvolvimento da rede ciclável.

A troca de experiências permitiu identificar diferentes abordagens aos desafios da mobilidade urbana, desde a organização e integração dos transportes públicos à articulação entre os vários modos de deslocação e o planeamento do território.

Mais do que dar a conhecer projetos e soluções, este encontro reforçou a importância do diálogo entre cidades, autoridades de transportes e instituições académicas, permitindo aprender com experiências distintas e acompanhar a evolução de iniciativas que partilham objetivos comuns: promover sistemas de mobilidade mais integrados, eficientes e sustentáveis.

A TML valoriza estas oportunidades de partilha internacional, que contribuem não só para dar a conhecer o know how e a experiência desenvolvidos na área metropolitana de Lisboa, mas também para conhecer novas soluções e abordagens que enriquecem o trabalho desenvolvido.

Dos dados à decisão: TML desenvolve nova plataforma de análise de pontos críticos de congestionamento a partir da TML GO 

Desenvolvida no âmbito do projeto europeu DeployEMDS, a nova ferramenta permite analisar os constrangimentos à circulação dos autocarros da Carris Metropolitana e apoiar os municípios no planeamento e na gestão do território. A solução resulta do potencial de desenvolvimento da plataforma TML GO, uma infraestrutura de gestão, planeamento e monitorização que permite criar novas ferramentas de análise e apoio à decisão. 

A nova plataforma de planeamento e análise de pontos críticos de congestionamento na rede da Carris Metropolitana foi desenvolvida internamente pelas equipas de Sistemas Inteligentes de Transporte (ITS) e de ISO da TML, a partir da plataforma TML GO, evidenciando a capacidade desta infraestrutura para suportar o desenvolvimento de novas ferramentas e soluções transversais à gestão da mobilidade. 

A TML GO é uma plataforma de gestão, planeamento e monitorização que reúne informação relevante para a atividade da TML e constitui uma base tecnológica para o desenvolvimento de diferentes aplicações. A sua arquitetura e funcionalidades permitem criar novas derivações, adaptadas a necessidades específicas, aproveitando os dados e as capacidades já existentes. O projeto desenvolvido no DeployEMDS é um exemplo concreto desse potencial. 

Neste caso, a nova ferramenta permite identificar, visualizar e analisar os pontos críticos de congestionamento que afetam a circulação dos autocarros da Carris Metropolitana, contribuindo para compreender onde ocorrem as maiores perturbações e quais os locais em que uma intervenção poderá ter maior impacto na melhoria da operação. 

A apresentação da solução decorreu no dia 29 de outubro, na sede da TML, no âmbito da sessão de demonstração dos casos de uso do DeployEMDS desenvolvidos em Lisboa. Bernardo Alves, do Departamento de Estudos e Planeamento (DEP), Antero Fernandes, da área de Sistemas Inteligentes de Transporte (ITS), e Lara Nunes apresentaram os objetivos, a metodologia e as funcionalidades da plataforma. 

Dados para apoiar o planeamento e a gestão do território 

A identificação dos pontos críticos de congestionamento é particularmente relevante numa rede de transportes públicos em crescimento, como a Carris Metropolitana, em que a velocidade comercial e a regularidade dos serviços são fatores determinantes para a qualidade da operação e a experiência dos passageiros. 

A informação disponibilizada pela plataforma permitirá apoiar os municípios e as respetivas áreas de planeamento e gestão do território na avaliação de diferentes intervenções no espaço público e na rede viária. 

A análise dos constrangimentos existentes poderá, por exemplo, contribuir para avaliar os potenciais impactos da criação de faixas BUS dedicadas, de alterações à circulação ou ao desenho das vias, de intervenções na semaforização e de outras medidas destinadas a melhorar as condições de circulação dos transportes públicos. 

A ferramenta poderá também apoiar a definição de prioridades de intervenção, permitindo fundamentar decisões com base em dados sobre o funcionamento efetivo da rede. Entre as possíveis aplicações encontram-se ainda o ajustamento de horários, o reforço da fiscalização e a identificação de locais onde alterações ao espaço público poderão contribuir para aumentar a eficiência da operação. 

Ao permitir mapear e hierarquizar os constrangimentos à circulação, a plataforma poderá ajudar a identificar os locais onde as intervenções são mais necessárias e a definir prioridades de atuação. Este diagnóstico constitui um primeiro passo para um trabalho de articulação com cada município, tendo em vista a avaliação e concretização das medidas adequadas às características e necessidades de cada território. 

Desta forma, a solução não se limita à análise do desempenho dos transportes públicos: constitui também um instrumento de apoio ao planeamento municipal, aproximando a informação operacional das decisões sobre a organização e gestão do território. 

Uma plataforma com potencial para novas soluções 

O desenvolvimento desta ferramenta demonstra como a TML GO pode funcionar como uma base tecnológica para a criação de soluções específicas, respondendo a diferentes necessidades de gestão, planeamento e monitorização da mobilidade. 

A possibilidade de desenvolver novas derivações a partir de uma infraestrutura comum permite aproveitar dados, funcionalidades e conhecimento já existentes, criando ferramentas que podem servir diferentes áreas de atividade e apoiar a articulação entre a TML e os municípios. 

O desenvolvimento de novas soluções depende também da cooperação entre entidades e da capacidade de partilhar e cruzar dados. A articulação entre a TML, os operadores de transporte e os municípios permite construir uma visão mais integrada da mobilidade e transformar informação operacional em conhecimento útil para o planeamento e a tomada de decisão. 

A próxima etapa passa pela utilização e disseminação da informação disponibilizada. A plataforma terá um endereço de acesso público, com ligação a partir do site da TML, podendo as credenciais de acesso ser solicitadas à empresa. 

Com este projeto, desenvolvido no âmbito do DeployEMDS, a TML reforça a utilização de dados e de ferramentas tecnológicas próprias como suporte à gestão da mobilidade metropolitana, disponibilizando informação que pode contribuir para decisões mais fundamentadas sobre a operação dos transportes públicos e o planeamento do território. 

TML promove iniciativa de cibersegurança com os operadores de transporte da área metropolitana de Lisboa

A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) promoveu um exercício conjunto dedicado à cibersegurança, que reuniu os operadores de transporte da área metropolitana de Lisboa, com o objetivo de reforçar a cooperação e a preparação das organizações perante os desafios crescentes nesta área.

A iniciativa teve como principal momento um exercício Tabletop, que coloca os participantes perante cenários realistas de cibersegurança, permitindo testar procedimentos, discutir possíveis respostas a incidentes e partilhar experiências e boas práticas que possam ser aplicadas nas respetivas organizações. O exercício pretendeu contribuir para o reforço da capacidade de prevenção e resposta, tornando as organizações mais preparadas e resilientes.

O encontro contemplou também a apresentação de uma plataforma de cibersegurança, dando a conhecer uma ferramenta que pretende apoiar o trabalho desenvolvido nesta área e reforçar os meios disponíveis para enfrentar os desafios de segurança digital.

Na sessão de abertura, Pedro Pinto de Jesus, Administrador da TML, agradeceu aos operadores presentes pela disponibilidade e pelo trabalho que têm vindo a desenvolver em conjunto nesta área, sublinhando a importância de reforçar esta relação de cooperação perante os desafios crescentes da cibersegurança e as exigências legais que se aproximam. Destacou ainda que a preparação para responder a eventuais incidentes é uma responsabilidade partilhada, essencial para garantir a continuidade e a resiliência de um serviço público tão importante como o transporte na área metropolitana de Lisboa. Neste sentido, salientou que a partilha de informação, as boas práticas e o trabalho conjunto são fundamentais para distribuir esforços e fortalecer a capacidade de resposta de todo o ecossistema, manifestando a disponibilidade da TML para dar continuidade a esta colaboração através de novos exercícios, da plataforma apresentada e de outras iniciativas que possam surgir.

Esta primeira iniciativa pretende afirmar a importância de uma abordagem colaborativa entre a TML e os operadores, promovendo a partilha de conhecimento e o reconhecimento de que a cibersegurança é um desafio comum a todo o ecossistema de transportes da região.

“Uma oportunidade única”: a TML andou pelos carris da Linha Circular do Metro de Lisboa

Na tarde do dia 29 de outubro, a convite do Metropolitano de Lisboa, uma numerosa comitiva da TML – Transportes Metropolitano de Lisboa desceu ao subsolo para ir conhecer o percurso da nova linha que liga a Estrela ao Cais do Sodré. Foi certamente “uma oportunidade única”, nas palavras da Presidente do Metropolitano de Lisboa, Cristina Vaz Tomé, e sentida por todos os que desceram os cerca de 60 metros de profundidade e percorreram pelo seu pé os novos túneis da Linha Circular neste dia.

Bem equipada e informada para garantir a sua segurança, a comitiva da TML, um grupo de 25 trabalhadores da empresa, entre presidente, administradores e elementos de todos os departamentos, iniciou o percurso na estação da Estrela, localizada no edifício do antigo Hospital Militar, e fazendo a enorme descida por escadas que não estarão acessíveis aos passageiros – o acesso à gare, nesta estação, será feito através de seis elevadores. Pelo caminho até à primeira paragem em Santos, foram recebendo informação do diretor da obra por parte do Metropolitano de Lisboa, Rui Pina, que relatou alguns dos desafios que esta obra, iniciada em 2022, ultrapassou, estando agora na fase de acabamentos.

Por baixo da Avenida D. Carlos I, perto do ISEG e da Assembleia da República, descobriram a estação de Santos, que terá dois acessos: um para o Largo da Esperança e outro para a Madragoa. Percorridos mais cerca de mil metros, alcançaram o fim deste troço, situado em baixo da estação da CP do Cais do Sodré e com saída pelas bares junto ao rio.

Para Carlos Humberto de Carvalho, presidente da TML, esta visita foi muito gratificante, na medida em que foi dada a oportunidade à TML de observar de perto a obra de engenharia, mas acima de tudo porque vê chegar – com previsão para o primeiro trimestre de 2027 – “mais uma resposta de transporte público que vai facilitar a vida das pessoas”.

DeployEMDS: TML e EMEL apresentam projetos que demonstram o potencial dos dados para transformar a mobilidade em Lisboa 

A sede da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) recebeu, no dia 29 de outubro, a apresentação dos três casos de uso desenvolvidos em Lisboa no âmbito do projeto europeu DeployEMDS. As soluções demonstram como a partilha e a interoperabilidade de dados podem contribuir para melhorar o planeamento da mobilidade, tornar os transportes públicos mais atrativos e promover deslocações mais acessíveis e sustentáveis. 

O que podem os dados fazer pela mobilidade? Foi a partir desta questão que a TML e a EMEL apresentaram os resultados de três projetos desenvolvidos em Lisboa no âmbito do DeployEMDS, uma iniciativa europeia que promove a criação de um espaço comum de dados para a mobilidade, facilitando o acesso, a partilha e a interoperabilidade da informação, sem comprometer a soberania dos dados. 

Na sessão de abertura, Carlos Humberto de Carvalho, presidente da TML, destacou o espírito de cooperação entre as duas entidades e a importância de desenvolver projetos partilhados, construídos a várias mãos. A partilha de dados permite criar soluções com aplicação prática, desde o planeamento de percursos com menos interrupções à identificação de oportunidades para tornar os transportes públicos mais atrativos. 

O presidente da TML sublinhou, contudo, que o verdadeiro desafio está na concretização destas soluções, reforçando a importância de continuar a trabalhar em conjunto para transformar os projetos em resultados. Neste contexto, destacou também o trabalho que a TML tem vindo a desenvolver através da plataforma GO, apresentando as suas principais funcionalidades. 

Também Carlos Silva, presidente da EMEL, salientou que a partilha de dados é uma condição essencial para melhorar a mobilidade. A EMEL dispõe de cerca de 300 fontes de dados sobre a cidade de Lisboa, cujo potencial depende da capacidade de as articular e colocar ao serviço de melhores decisões. 

Defendeu ainda a importância de trabalhar com informação fundamentada e fontes identificáveis, evitando a utilização de indicadores cuja origem não é conhecida ou verificável. A mobilidade, afirmou, deve ser simples, segura, sustentável e partilhada, exigindo soluções que tornem as alternativas ao transporte individual cada vez mais acessíveis e atrativas. 

Três casos de uso para responder a desafios concretos da mobilidade 

A Sofia Taborda, diretora de Inovação e Soluções de Mobilidade da EMEL, coube a apresentação do DeployEMDS e do enquadramento dos três casos de uso desenvolvidos em Lisboa. 

Com uma duração de três anos, o projeto reúne 45 parceiros europeus, envolve nove cidades e integra 16 casos de uso. Em Lisboa, foram desenvolvidas três soluções, duas pela EMEL e uma pela TML, que abrangem diferentes dimensões da mobilidade urbana e metropolitana. 

 O projeto procura facilitar o acesso aos dados, assegurar a sua soberania e promover a interoperabilidade entre sistemas e entidades. O objetivo é criar condições para que a informação possa ser partilhada e utilizada de forma mais eficiente, contribuindo para uma visão integrada da mobilidade. 

TML desenvolve ferramenta para identificar pontos críticos na rede da Carris Metropolitana 

O caso de uso desenvolvido pela TML centra-se na identificação e análise dos pontos críticos da rede da Carris Metropolitana, permitindo perceber onde ocorrem perturbações que condicionam a velocidade e a eficiência da operação. 

A apresentação esteve a cargo de Bernardo Alves, do Departamento de Estudos e Planeamento (DEP), Antero Fernandes, do departamento de Inteligent Transport Systems (ITS), e Lara Nunes do departamento de Gestão Operacional (DGO), que deram a conhecer os objetivos, a metodologia e as funcionalidades da solução. 

Partindo da análise da experiência dos passageiros, Bernardo Alves destacou que, apesar de o índice global de satisfação com o serviço se situar nos 7,3 valores, aspetos como a pontualidade, a regularidade e a rapidez continuam a representar oportunidades de melhoria. 

Com uma operação em crescimento, a Carris Metropolitana enfrenta o desafio de melhorar a eficiência e a velocidade comercial dos serviços. Para isso, é fundamental identificar onde se verificam as maiores perturbações e quais os locais em que a intervenção poderá produzir melhores resultados. 

A ferramenta desenvolvida permite visualizar e analisar os níveis de perturbação na rede, apoiando a identificação de prioridades e a tomada de decisão por parte das entidades responsáveis pela gestão da mobilidade e do espaço público. 

Entre as medidas que poderão beneficiar desta informação encontram-se o ajustamento de horários, a implementação de corredores BUS, a melhoria da semaforização, o reforço da fiscalização e a alteração do desenho do espaço público. 

Durante a sessão, foram também demonstradas as componentes de back-end e front-end da ferramenta, evidenciando a forma como os dados são tratados e disponibilizados para consulta e análise. 

Como próximos passos, Bernardo Alves destacou a importância de passar à utilização efetiva dos dados. O acesso à ferramenta será disponibilizado através de um endereço público, com ligação a partir do site da TML, podendo as credenciais de acesso ser solicitadas à empresa. 

EMEL apresenta soluções para uma mobilidade urbana mais acessível e sustentável 

Os dois casos de uso desenvolvidos pela EMEL abordam desafios complementares da mobilidade na cidade de Lisboa. 

Maria Zuzarte, analista de mercado da EMEL, apresentou a solução «Incentivar deslocações pendulares mais sustentáveis em Lisboa», orientada para o contexto empresarial. O projeto procura desenvolver uma oferta integrada de serviços de mobilidade para empresas, disponibilizando um ponto de acesso único, uma gestão organizada e diferentes modalidades de pagamento. 

 A solução pretende facilitar a gestão das deslocações dos trabalhadores e incentivar a utilização de alternativas mais sustentáveis ao automóvel individual, contribuindo para uma mobilidade empresarial mais eficiente. 

Por sua vez, Hugo Costa, gestor de projeto da EMEL, apresentou o caso de uso «Planeamento de percursos sem interrupções», especialmente dirigido a pessoas com mobilidade condicionada. 

O projeto parte do reconhecimento de que a informação atualmente disponível nem sempre é suficiente para que estas pessoas consigam planear as suas deslocações com confiança e autonomia. A ausência de informação georreferenciada sobre equipamentos e obstáculos, como elevadores, escadas rolantes, lojas e outros serviços, pode dificultar o acesso e a utilização da rede de mobilidade. 

A solução procura melhorar a disponibilização e a partilha desta informação, apoiar o planeamento de percursos acessíveis e contribuir para decisões mais informadas. Entre os trabalhos desenvolvidos encontra-se também a caracterização e o mapeamento dos semáforos da cidade de Lisboa. 

A partilha de dados como ponto de partida para novas soluções 

A sessão terminou com um momento de perguntas e respostas, durante o qual foram abordadas as possibilidades de integração entre as soluções apresentadas e outras plataformas de mobilidade. 

Entre os temas discutidos esteve a eventual integração do navegante Empresas na aplicação da EMEL, tendo sido referido que as duas entidades já reuniram para explorar essa possibilidade, embora o trabalho de desenvolvimento e articulação ainda esteja em curso. 

Foi igualmente abordada a possibilidade de disponibilizar informação das ferramentas da TML através do NAV, tendo sido esclarecido que os dados abertos poderão ser integrados diretamente, enquanto o acesso a outros dados deverá ser solicitado às entidades responsáveis. A TML manifestou disponibilidade para disponibilizar a informação produzida através de diferentes interfaces de acesso público. 

Foi ainda salientado que a partilha de dados não termina com o encerramento do projeto europeu, previsto para fevereiro de 2027. O portal EMDS continuará a permitir o processo de adesão de novas entidades e a disponibilização de dados. 

No encerramento, Luísa Ferreira, administradora da TML, destacou o balanço positivo do trabalho desenvolvido e considerou esta iniciativa um primeiro passo para continuar a evoluir os projetos e alargar o seu âmbito de aplicação. 

O objetivo, sublinhou, é avançar para soluções concretas, sustentáveis e com aplicação real, promovendo a normalização dos dados e a sua partilha, de forma a construir uma visão comum da mobilidade. 

O DeployEMDS demonstra, assim, como a colaboração entre entidades e a utilização inteligente dos dados podem contribuir para uma mobilidade mais integrada, acessível e eficiente, aproximando a informação das decisões e das necessidades reais de quem se desloca.