Mês: Fevereiro 2022

Da integração dos sistemas aos Digital Twins: TML leva experiência metropolitana à conferência Mobility & Digital Twins

Como podem os dados e os gémeos digitais contribuir para melhorar o planeamento e a gestão da mobilidade urbana?

Foi a partir desta pergunta que, no dia 25 de setembro, representantes de cidades, investigadores, profissionais e especialistas se reuniram na NOVA IMS para a conferência Mobility & Digital Twins: Enabling the data-driven City of Tomorrow. A iniciativa, organizada pela NOVA Cidade – Urban Analytics Lab, POLIS e TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, colocou no centro do debate o papel dos dados, da Inteligência Artificial e dos Digital Twins na construção de cidades mais informadas e capazes de responder aos desafios da mobilidade.

Para a TML, a participação neste debate foi também uma oportunidade para partilhar uma experiência concreta: a construção, na Área Metropolitana de Lisboa, de uma visão integrada da mobilidade e da infraestrutura tecnológica que a suporta.

Uma visão metropolitana para uma mobilidade que não conhece fronteiras

A Área Metropolitana de Lisboa reúne 18 municípios e cerca de 3,3 milhões de pessoas. É um território onde as deslocações diárias atravessam fronteiras administrativas: as pessoas vivem num município, trabalham noutro, estudam noutro e utilizam serviços em diferentes pontos da região.

Foi precisamente esta realidade que esteve na origem da TML e do trabalho desenvolvido nos últimos anos: passar de uma lógica fragmentada para uma visão metropolitana da mobilidade.

Como destacou Pedro Pinto de Jesus, Administrador da TML, na sua intervenção na conferência, esta transformação começou pelo passageiro. O navegante criou um sistema tarifário intermodal comum e mais simples. A Carris Metropolitana veio, por sua vez, estruturar a operação rodoviária numa única rede e numa única marca, integrando diferentes operadores e o serviço de 15 municípios.

Mas a integração da mobilidade não termina na oferta ou na bilhética.

Se queremos oferecer ao passageiro uma única rede, também precisamos de construir uma visão comum do sistema.

É neste ponto que a tecnologia e os dados assumem um papel determinante.

Dos dados à capacidade de decidir

A TML gere hoje o sistema de bilhética navegante e uma infraestrutura tecnológica que permite integrar informação proveniente de diferentes entidades e modos de transporte.

Na operação da Carris Metropolitana, a TML desenvolveu o GO, uma plataforma própria para apoiar o planeamento, a gestão e a monitorização do serviço, entretanto alargada aos operadores e municípios. Esta infraestrutura integra informação operacional e permite processar mais de seis milhões de posições GPS por dia, criando uma base de informação que suporta a disponibilização de informação em tempo real e a tomada de decisão.

Foi também esta experiência que Alexandre Domingues, Diretor de Sistemas e Tecnologias de Informação da TML, levou ao debate.

Mais do que a quantidade de dados, a discussão centrou-se numa questão essencial: como garantir que os dados são suficientemente consistentes, interoperáveis e fiáveis para apoiar decisões?

Porque a tecnologia pode acelerar processos, identificar padrões, testar cenários e apoiar previsões. Mas a sua utilidade depende da qualidade da informação sobre a qual trabalha.

Antes do Digital Twin, é preciso integrar

Este foi um dos principais pontos sublinhados pela TML ao longo da conferência.

Um Digital Twin pode permitir representar e compreender melhor o funcionamento de um território, simular diferentes cenários e avaliar os seus potenciais impactos. Pode tornar-se uma ferramenta importante para apoiar o planeamento urbano, a gestão da mobilidade e a resposta a situações complexas.

Mas, para que isso aconteça, é necessário construir primeiro a infraestrutura que lhe dá sentido.

Primeiro é preciso integrar o sistema. Depois, integrar os dados. Só então podemos transformar esses dados em instrumentos avançados de decisão.

Esta abordagem ganha particular relevância num contexto metropolitano, onde a informação está distribuída por diferentes municípios, autoridades, operadores e sistemas.

A experiência da TML mostra que a transformação digital da mobilidade não se faz apenas através da adoção de novas tecnologias. Faz-se através da capacidade de ligar sistemas, pessoas, entidades e informação.

Inteligência Artificial: acelerar, sem substituir a decisão

A Inteligência Artificial foi também um dos temas presentes no debate.

Para a TML, a IA pode desempenhar um papel relevante na análise de grandes volumes de informação, na identificação de padrões, na previsão da procura ou no apoio à gestão da operação. Pode também acelerar o desenvolvimento de ferramentas e modelos capazes de transformar dados em informação útil para a decisão.

Mas existe uma condição essencial: a tecnologia deve estar ao serviço de objetivos concretos e assentar em dados de qualidade.

A questão não é apenas saber o que a Inteligência Artificial consegue fazer. É saber que decisões queremos melhorar e que informação precisamos para as tomar.

É uma abordagem particularmente importante na mobilidade, onde diferentes decisões têm impacto direto na experiência diária de milhões de pessoas.

Do sistema à viagem

A discussão sobre Digital Twins, dados e Inteligência Artificial pode parecer, à primeira vista, distante da experiência quotidiana de quem utiliza os transportes públicos.

Na realidade, é precisamente aí que a tecnologia deve chegar.

Quando um passageiro consulta uma hora de chegada, planeia uma viagem, escolhe entre diferentes modos de transporte ou recebe informação sobre uma alteração de serviço, está a beneficiar de uma cadeia tecnológica que começa muito antes da aplicação ou do ecrã.

Por isso, a visão da TML é simples: a tecnologia deve ajudar a transformar a complexidade do sistema numa experiência mais simples para quem viaja.

Porque, para o passageiro, não existem diferentes instituições ou operadores. Existe uma viagem.

E é essa viagem que a integração dos sistemas, a qualidade dos dados e as novas ferramentas digitais devem ajudar a tornar cada vez mais simples, informada e acessível.

Um debate que continuou com várias outras sessões e eventos paralelos

A conferência Mobility & Digital Twins integrou ainda sessões temáticas, debates e apresentações de projetos e casos de utilização, abordando temas como os dados de mobilidade, a adaptação aos riscos climáticos e a logística com emissões zero.

O encontro decorreu em paralelo com o Hack the City: Mobility Challenge, realizado entre 23 e 25 de setembro, no qual equipas multidisciplinares trabalharam sobre desafios reais de mobilidade urbana, recorrendo a dados, Inteligência Artificial e tecnologias emergentes. No último dia, as soluções finalistas foram apresentadas aos participantes da conferência e ao júri.

Para a TML, a participação neste encontro representa mais um passo na construção de uma visão metropolitana assente na integração, na inovação e na utilização responsável dos dados.

Porque a cidade do futuro não será apenas uma cidade com mais tecnologia.

Será uma cidade capaz de transformar melhor a informação que já produz em conhecimento, conhecimento em decisão e decisão em melhor mobilidade para as pessoas.

TML debate futuro do transporte público no CNN Portugal Summit i9 Cascais

No dia 25 de setembro, Luísa Ferreira, Vogal do Conselho de Administração da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, participou no painel de debate sobre Transporte Público, integrado no CNN Portugal Summit i9 Cascais: Living the Future. O encontro, organizado pela CNN Portugal, com o apoio da Câmara Municipal de Cascais, reuniu decisores políticos, líderes empresariais, académicos e representantes da sociedade civil, em torno de temas com o acesso à habitação, o impacto ambiental dos sistemas de mobilidade e transportes e a sua relação direta com o bem-estar dos cidadãos e a qualidade de vida urbana.

Na abertura do debate sobre transporte público, Thomas Ableman, consultor na área da inovação e transportes e ex-Diretor de Estratégia e Inovação da Transport for London, destacou a relação entre mobilidade, acesso a oportunidades e qualidade de vida. Defendeu que os transportes públicos devem permitir maximizar esse acesso, minimizando simultaneamente o impacto no espaço urbano, os custos e a poluição, através de sistemas universais, integrados e fáceis de utilizar.

A intervenção da TML centrou-se na evolução do transporte público na área metropolitana de Lisboa. Luísa Ferreira destacou o lançamento do navegante®, em 2019, como um investimento decisivo na procura e na simplificação tarifária, bem como a criação da Carris Metropolitana, que permitiu uma abordagem integrada à operação rodoviária metropolitana. Neste processo, a TML, enquanto autoridade de transportes, assume um papel de articulação entre o Governo e os municípios, contribuindo para a coesão metropolitana e para uma visão estratégica comum.

Luísa Ferreira salientou ainda que o reforço da utilização do transporte público depende de um investimento simultâneo na oferta e na procura. A fiabilidade do serviço e a informação disponibilizada aos passageiros são fundamentais para criar confiança no sistema, destacando-se, neste âmbito, a informação em tempo real disponível na app navegante® e o futuro planeador de viagem. A responsável da TML sublinhou também a importância de concretizar a estratégia metropolitana para 2035, garantindo melhores ligações entre municípios e respondendo às diferentes necessidades de mobilidade do território.

A gratuitidade do transporte público foi outro dos temas em debate. Miguel Casaca, Presidente da Cascais Próxima, apresentou a experiência de Cascais, onde a gratuitidade é financiada através da gestão do estacionamento e tem sido acompanhada por um aumento da utilização do transporte público. Thomas Ableman, defensor de “transportes públicos tão bons que as pessoas devem querer pagá-los”, sugeriu o direcionamento dos ganhos para a qualidade do serviço, enquanto Luísa Ferreira considerou que, antes de discutir a gratuitidade, importa definir as necessidades da oferta, desde o reforço da cobertura e das ligações a zonas mais remotas até ao transporte flexível e às novas formas de pagamento.

O debate contou ainda com Nuno Lago de Carvalho, CCO da CaetanoBus, que abordou a evolução dos modelos de gestão e das soluções tecnológicas e energéticas para a mobilidade. A discussão evidenciou, assim, a necessidade de uma abordagem integrada ao transporte público, articulando investimento, oferta, procura, tecnologia e planeamento territorial. Para a TML, esta visão é essencial para consolidar um sistema de mobilidade metropolitano mais coeso, acessível e preparado para responder aos desafios futuros.

IDE TML

Informação geográfica para uma mobilidade mais conectada

A mobilidade metropolitana é também feita de informação sobre o território.

A Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE) da TML reúne e organiza informação geográfica relevante para a gestão e o planeamento da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa, facilitando o acesso aos dados e a sua utilização por diferentes entidades e utilizadores.

Mais do que reunir informação, a IDE TML procura ligar dados, sistemas e entidades, promovendo a interoperabilidade e a partilha de informação geográfica.

Explore os dados geográficos da TML

A IDE TML integra duas ferramentas complementares, que permitem consultar e utilizar a informação geográfica disponibilizada pela TML.

Geoportal TML

O Geoportal TML permite visualizar e consultar informação geográfica de forma simples e acessível, reunindo num único espaço diferentes dados relevantes para a mobilidade metropolitana.

Explorar o Geoportal TML

Plataforma de Dados geográficos abertos

A TML disponibiliza também uma ferramenta baseada em pygeoapi, que permite consultar e descarregar dados geográficos através de serviços normalizados e interoperáveis, de acordo com as especificações OGC API.

Esta solução facilita a reutilização dos dados por entidades públicas, empresas, investigadores e outros utilizadores.

Consultar os dados geográficos

Uma primeira versão, aberta à exploração. A versão final será lançada em breve.

O Geoportal TML e a ferramenta de dados geográficos abertos encontram-se atualmente disponíveis numa versão preliminar, estando ainda em desenvolvimento e evolução.

A sua disponibilização antecipada permite começar desde já a explorar a informação e os serviços existentes, enquanto a TML trabalha na consolidação das ferramentas e na disponibilização de novos conteúdos.

Esta iniciativa representa também um passo importante na promoção da transparência, da partilha de dados e da interoperabilidade no setor público.

A adoção de uma solução baseada em pygeoapi, seguindo padrões abertos e interoperáveis, coloca a TML entre as primeiras entidades públicas em Portugal a disponibilizar este tipo de serviço para acesso a dados geográficos.

A informação geográfica é uma peça fundamental para compreender e gerir a mobilidade. Torná-la mais acessível e reutilizável é contribuir para um território mais conectado.

“Como se transforma um sistema de mobilidade?” A experiência da TML em debate no Funchal

Foi a partir desta pergunta que Carlos Humberto de Carvalho, presidente do Conselho de Administração da TML, participou no dia 22 de setembro na conferência “O futuro da mobilidade urbana no Funchal: qual o caminho a seguir”, organizada pela Câmara Municipal do Funchal, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade.

A experiência da TML enquanto autoridade de transporte e gestora da Carris Metropolitana mostra que transformar a mobilidade não passa apenas por aumentar a oferta ou introduzir novas soluções. Passa, sobretudo, por trabalhar em conjunto.

Municípios, autoridades, operadores e restantes entidades do ecossistema de mobilidade têm de conseguir planear e atuar de forma articulada, com uma estratégia comum e uma visão integrada do sistema.

Mas há outro ponto de partida essencial: o passageiro.

Perceber quem viaja, quais são os seus problemas, necessidades e expectativas é fundamental para desenhar um sistema que responda melhor às pessoas. Tal como é fundamental dispor de dados, tecnologia e ferramentas de gestão que permitam conhecer o sistema, antecipar necessidades e melhorar continuamente a resposta.

E para que esta transformação seja sustentável no tempo, é igualmente necessário garantir financiamento estável e previsível, que permita planear a oferta e investir no desenvolvimento do sistema.

Na Área Metropolitana de Lisboa, a abordagem levada a cabo pela TML tem permitido construir um sistema de transporte público mais integrado, articulado e orientado para quem o utiliza. Uma experiência que a TML partilha, porque cada território tem a sua realidade, mas os desafios da mobilidade exigem cada vez mais cooperação.

Transportes públicos e mobilidade partilhada: uma viagem cada vez mais integrada

Fiabilidade, informação, digitalização e integração foram alguns dos temas em destaque na mesa-redonda “Transportes públicos e mobilidade partilhada”, que reuniu diferentes operadores e entidades de mobilidade no Banco de Portugal, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade.

Como é que evoluiu a mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa? O que pode ser feito para tornar as deslocações mais simples e previsíveis? E como incentivar mais pessoas a experimentar e utilizar os transportes públicos?

Estas foram algumas das questões debatidas na manhã de 17 de setembro, no Edifício Marconi do Banco de Portugal, em Lisboa, numa sessão com participação presencial e online. A mesa-redonda contou com a apresentação e o encerramento de Ana Fontoura, do Banco de Portugal, e foi moderada por Filipa Studer, responsável de Marketing e Relações Públicas da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa.

Participaram no debate Ana Oliveira, Diretora do Departamento de Gestão Operacional da TML, que gere a Carris Metropolitana; António Rapoula, Diretor de Comunicação e Marketing da EMEL; André Peres, Chefe de Departamento de Estudos, Projetos e Desenvolvimento de Negócio do Metropolitano de Lisboa; Catarina Dias, Diretora de Cliente da Carris; Raquel Santos, Diretora Comercial da Fertagus; e Zita Carvalho, Diretora Comercial da CP.

Uma viagem, vários modos de transporte

A abrir a sessão, Filipa Studer sublinhou que “falar de mobilidade metropolitana é falar de um sistema coletivo, onde o resultado final é partilhado”. Para quem se desloca, a viagem não é feita por um único operador ou meio de transporte: pode combinar autocarro, metro, comboio, bicicleta ou estacionamento, sendo essa combinação que constitui a experiência de mobilidade.

A evolução recente dos diferentes serviços mostra mudanças significativas nesse sentido. No Metropolitano de Lisboa, André Peres destacou o aumento da fiabilidade do serviço, associado ao investimento em equipamentos. Na Carris, Catarina Dias salientou a transformação do próprio serviço de autocarros, enquanto Ana Oliveira apontou, na Carris Metropolitana, o esforço de adaptar a oferta às necessidades dos clientes, disponibilizar informação em tempo real e recolher o seu feedback.

Também na CP se tem verificado uma mudança de perspetiva, com a empresa a assumir o objetivo de colocar o cliente no centro da sua atividade. Para Zita Carvalho, esta mudança de paradigma passa também pela digitalização.

Na Fertagus, Raquel Santos destacou o impacto da redução tarifária no aumento da procura, salientando igualmente a vantagem dos tempos de viagem face ao automóvel em determinados percursos e o trabalho desenvolvido para proporcionar melhores condições aos clientes.

Já António Rapoula apresentou o papel da EMEL na mobilidade pendular, destacando a implementação dos Parques navegante® e o contributo das receitas do estacionamento para o financiamento de outras soluções e serviços de mobilidade em Lisboa, como a gestão semafórica e as bicicletas GIRA.

Da bilhética integrada à informação integrada

Se a deslocação pode envolver vários modos e operadores, como garantir que o passageiro não sinta que está a mudar de sistema a cada etapa da viagem?

O navegante® foi apontado como um dos principais instrumentos de integração. A existência de uma solução comum de bilhética permite ao utilizador encarar diferentes serviços como partes de uma mesma rede. O próximo passo passa por reforçar também a integração da informação.

Nesse sentido, Ana Oliveira revelou que a TML está a desenvolver um planeador de viagem integrado na App navegante®, com o objetivo de dar maior confiança ao passageiro e facilitar a escolha e combinação dos diferentes modos de transporte.

Para Zita Carvalho, depois do esforço desenvolvido na coordenação da bilhética, é necessário continuar esse trabalho ao nível da comunicação. Uma ideia partilhada por vários participantes: a informação é essencial para tornar a viagem previsível.

Raquel Santos destacou a importância de disponibilizar informação ao longo da jornada do cliente. António Rapoula deu como exemplo a GIRA, cuja articulação com o navegante® permite responder às necessidades do chamado last mile, ligando diferentes momentos da deslocação.

Catarina Dias sublinhou o dever dos operadores de informar e de contribuir para que o transporte público seja mais previsível, complementando a informação disponibilizada pelos restantes intervenientes no sistema de mobilidade.

Experimentar para mudar hábitos

No final, a discussão centrou-se numa questão essencial: como convencer mais pessoas a optar pelos transportes públicos?

Tempo, custo e qualidade de vida foram alguns dos argumentos apontados. Para André Peres, utilizar transportes públicos pode significar poupar tempo e dinheiro e trazer benefícios para a saúde. Catarina Dias destacou a possibilidade de o transporte público combinado constituir, em si mesmo, uma escolha de mobilidade.

Para Raquel Santos, a experiência é também uma forma de alterar hábitos: experimentar um determinado percurso e perceber que funciona pode levar a uma utilização regular.

A importância de ouvir os utilizadores voltou a ser sublinhada por Ana Oliveira, que destacou o trabalho das equipas que diariamente procuram melhorar o serviço e valorizou o contributo do feedback dos passageiros.

A fechar, António Rapoula deixou um desafio aos participantes: ter a “coragem de experimentar” a bicicleta em Lisboa, tal como muitos fazem quando viajam para outras cidades.

Mais do que escolher entre diferentes meios, a discussão mostrou que o futuro da mobilidade passa pela capacidade de os integrar numa experiência de viagem simples, previsível e centrada nas necessidades de quem se desloca.

TML distinguida no XXI Prémio Nacional “Mobilidade em Bicicleta”

Na quinta-feira, dia 17 de setembro, Carlos Humberto de Carvalho recebeu, em nome da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, o Prémio Nacional “Mobilidade em Bicicleta” atribuído pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB).

Criado em 2006, este prémio reconhece publicamente o contributo de determinadas entidades e pessoas individuais que tenham promovido a utilização da bicicleta nas suas múltiplas vertentes, através da criação ou melhoria de condições e facilidades em Portugal e/ou da divulgação de iniciativas fomentadoras do uso deste modo de transporte não motorizado.

Nesta que é a 21.ª edição do prémio, a TML é distinguida na categoria Entidades Públicas, juntamente com a Região de Turismo do Algarve e a Transtejo Soflusa. Entre os galardoados desta edição contam-se ainda o Núcleo de Cicloturismo de Arraiolos e o Grupo Desportivo e Cultural Baronia (na categoria Associações e Clubes), Margarida Nascimento (categoria Comunicação Social), e ainda a Marina de Vilamoura, a Bikeland e António Rapoula, em representação da EMEL (categoria Empresas).

Na cerimónia de entrega de prémios, que teve lugar no Auditório do Espaço Jardim de Inverno da EMEL, em Lisboa, marcou presença Rui Rocha, Secretário de Estado da Proteção Civil.

PMMUS da Área Metropolitana de Lisboa viajou até Salónica

No segundo dia do CIVITAS Fórum 2026, a TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa levou até Salónica uma experiência que está a transformar a forma de pensar a mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa: o Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMMUS).

Num encontro que junta cidades, autoridades, profissionais, especialistas e investigadores de toda a Europa para discutir o futuro da mobilidade urbana, Luísa Ferreira, administradora da TML, integrou o painel “European, national and local cooperation for the next generation of SUMP”.

A sessão reuniu diferentes perspetivas europeias, com a participação de Vanessa Holve (ICLEI Europe), Evangelia Stavropoulou (Ministério da Infraestrutura e Transportes da Grécia), Alan O’Brien (European Investment Bank), Guido Müller (Ministério do Ambiente, da Natureza e dos Transportes do Estado da Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha) e Tünde Hajnal (BKK Centre for Budapest Transport).

A participação da TML foi uma oportunidade para partilhar a experiência metropolitana de Lisboa e trazer para o debate europeu um plano que coloca a mobilidade sustentável no centro das políticas de mobilidade da região.

Promovido pela TML e em vigor desde o final de 2025, o PMMUS da Área Metropolitana de Lisboa constitui um referencial para orientar políticas e decisões de mobilidade, com uma visão integrada para o território e para as diferentes formas de deslocação.

Porque planear a mobilidade é também pensar a região como um todo, antecipar desafios e criar melhores condições para as pessoas se deslocarem.

Integração navegante® e Gira no primeiro dia do CIVITAS Fórum 2026

A decorrer de 15 a 17 de setembro, em Salónica, Grécia, o principal evento da iniciativa CIVITAS conta com a presença da TML e, no primeiro dia do Fórum, o exemplo da integração navegante® e Gira foi tema.

A edição de 2026 deste importante evento dedicado à mobilidade urbana inteligente, inclusiva e sustentável, a decorrer sob o tema “Raízes e Rotas: Avançando para uma Mobilidade Urbana Competitiva, Conectada e Resiliente!”, é estruturada em torno de três eixos principais (mobilidade competitiva, conectada e resiliente), refletindo prioridades fundamentais para a mobilidade urbana sustentável na Europa.

No primeiro dia do evento, num painel dedicado à Transição para a Mobilidade Compartilhada e a Micromobilidade: Novos Serviços de Mobilidade nas Cidades, com moderação de Thiago Tavares, da CINEA, foi referido o exemplo português da integração do sistema navegante® com as bicicletas partilhadas GIRA.