A TML - Transportes Metropolitanos de Lisboa participou na 59.ª reunião do UITP Waterborne Committee, no dia 1 de outubro, no Terminal Fluvial do Cais do Sodré. Organizado pela Transtejo Soflusa, o encontro reuniu representantes e especialistas de vários países para debater os desafios do transporte público fluvial e marítimo e partilhar experiências e boas práticas para uma mobilidade mais sustentável.
Integrado na UITP – International Association of Public Transport, principal associação mundial dedicada ao transporte público e à mobilidade sustentável, o Waterborne Committee constitui um espaço internacional de reflexão sobre os desafios e oportunidades do transporte público por via navegável. Nesta edição realizada em Lisboa, a transição para soluções de emissão zero e a integração do transporte fluvial nas redes multimodais estiveram entre os principais temas em discussão. Numa mesa-redonda dedicada à integração intermodal, onde também marcaram presença representantes de outros operadores da área metropolitana de Lisboa, Pedro Pinto de Jesus, Vogal do Conselho de Administração da TML, destacou que a descarbonização não passa apenas pela substituição de veículos, mas exige uma transformação de todo o ecossistema de mobilidade.
“Primeiro integramos o sistema, depois melhoramos os dados e só então podemos otimizar totalmente as operações”, explicou Pedro Pinto de Jesus, dando como exemplos o trabalho desenvolvido pela TML na Carris Metropolitana e a evolução do GO, a plataforma digital para planeamento, gestão operacional e monitorização do transporte público. A recente utilização do GO como plataforma partilhada pelos operadores reflete, segundo o responsável, a aposta numa mobilidade cada vez mais integrada e eficiente.
A integração foi também o ponto de partida para abordar a realidade da área metropolitana de Lisboa, onde 18 municípios estão ligados por movimentos diários de pessoas que vivem, trabalham, estudam e acedem a serviços em diferentes territórios. Neste âmbito, Pedro Pinto de Jesus destacou o papel da TML, criada há cinco anos para promover uma abordagem metropolitana à mobilidade, através de instrumentos como o navegante®, a Carris Metropolitana e o planeamento multimodal. Uma abordagem assente num objetivo metropolitano comum, numa governação partilhada, num sistema integrado e na partilha de dados.
Na sua intervenção, Pedro Pinto de Jesus reforçou ainda a importância de olhar para a mobilidade a partir da experiência de quem a utiliza. “Os passageiros não veem diferentes instituições ou operadores. Eles procuram um serviço de mobilidade único”, afirmou. É essa experiência integrada, simples e acessível que a TML procura consolidar na área metropolitana de Lisboa.