Category: Comunicação

TML destaca integração e inovação na 59.ª reunião do UITP Waterborne Committee

A TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa participou na 59.ª reunião do UITP Waterborne Committee, no dia 1 de outubro, no Terminal Fluvial do Cais do Sodré. Organizado pela Transtejo Soflusa, o encontro reuniu representantes e especialistas de vários países para debater os desafios do transporte público fluvial e marítimo e partilhar experiências e boas práticas para uma mobilidade mais sustentável.

Integrado na UITP – International Association of Public Transport, principal associação mundial dedicada ao transporte público e à mobilidade sustentável, o Waterborne Committee constitui um espaço internacional de reflexão sobre os desafios e oportunidades do transporte público por via navegável. Nesta edição realizada em Lisboa, a transição para soluções de emissão zero e a integração do transporte fluvial nas redes multimodais estiveram entre os principais temas em discussão. Numa mesa-redonda dedicada à integração intermodal, onde também marcaram presença representantes de outros operadores da área metropolitana de Lisboa, Pedro Pinto de Jesus, Vogal do Conselho de Administração da TML, destacou que a descarbonização não passa apenas pela substituição de veículos, mas exige uma transformação de todo o ecossistema de mobilidade.

“Primeiro integramos o sistema, depois melhoramos os dados e só então podemos otimizar totalmente as operações”, explicou Pedro Pinto de Jesus, dando como exemplos o trabalho desenvolvido pela TML na Carris Metropolitana e a evolução do GO, a plataforma digital para planeamento, gestão operacional e monitorização do transporte público. A recente utilização do GO como plataforma partilhada pelos operadores reflete, segundo o responsável, a aposta numa mobilidade cada vez mais integrada e eficiente.

A integração foi também o ponto de partida para abordar a realidade da área metropolitana de Lisboa, onde 18 municípios estão ligados por movimentos diários de pessoas que vivem, trabalham, estudam e acedem a serviços em diferentes territórios. Neste âmbito, Pedro Pinto de Jesus destacou o papel da TML, criada há cinco anos para promover uma abordagem metropolitana à mobilidade, através de instrumentos como o navegante®, a Carris Metropolitana e o planeamento multimodal. Uma abordagem assente num objetivo metropolitano comum, numa governação partilhada, num sistema integrado e na partilha de dados.

Na sua intervenção, Pedro Pinto de Jesus reforçou ainda a importância de olhar para a mobilidade a partir da experiência de quem a utiliza. “Os passageiros não veem diferentes instituições ou operadores. Eles procuram um serviço de mobilidade único”, afirmou. É essa experiência integrada, simples e acessível que a TML procura consolidar na área metropolitana de Lisboa.

TML no 13.º Encontro Informal de Autoridades de Transportes Intermunicipais

No dia 28 de setembro, Sines acolheu a 13.ª reunião de trabalho que serve para debater temas comuns e de interesse para as Autoridades de Transportes Intermunicipais (ATI), na qual Carlos Humberto de Carvalho, Presidente da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa participou e onde marcaram presença entidades de todo o país. A sessão foi aberta por Álvaro Beijinha, Presidente da Câmara Municipal de Sines, e Rui Ruas, Primeiro-Secretário da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL), seguida de uma apresentação sobre o trabalho desta ATI na área da Mobilidade e Transportes por Miguel Calado (CIMAL).

Durante a sessão, Catarina Marcelino, da TML, fez o ponto da situação de temas como a atualização de dados relativos ao passe gratuito para jovens, os pagamentos ao Estado, a segunda geração de contratos, a submissão de dados ao Estado do Incentiva+TP, a partilha de dados de sistemas de gestão da oferta, terminais e paragens. João de Vasconcelos, também da TML, apresentou a gestão e monitorização da operação através do sistema GO e a integração de dados de outras ATI.

Foi sublinhada por todas as ATI a importância do programa Incentiva+TP para a sustentabilidade e previsibilidade dos serviços de transporte público a nível nacional, considerando que é fundamental garantir a continuidade e reforço deste programa, razão pela qual foram debatidas dúvidas sobre o Relatório de Aplicação do Programa, a entregar até 30 de setembro.

Da integração dos sistemas aos Digital Twins: TML leva experiência metropolitana à conferência Mobility & Digital Twins

Como podem os dados e os gémeos digitais contribuir para melhorar o planeamento e a gestão da mobilidade urbana?

Foi a partir desta pergunta que, no dia 25 de setembro, representantes de cidades, investigadores, profissionais e especialistas se reuniram na NOVA IMS para a conferência Mobility & Digital Twins: Enabling the data-driven City of Tomorrow. A iniciativa, organizada pela NOVA Cidade – Urban Analytics Lab, POLIS e TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, colocou no centro do debate o papel dos dados, da Inteligência Artificial e dos Digital Twins na construção de cidades mais informadas e capazes de responder aos desafios da mobilidade.

Para a TML, a participação neste debate foi também uma oportunidade para partilhar uma experiência concreta: a construção, na Área Metropolitana de Lisboa, de uma visão integrada da mobilidade e da infraestrutura tecnológica que a suporta.

Uma visão metropolitana para uma mobilidade que não conhece fronteiras

A Área Metropolitana de Lisboa reúne 18 municípios e cerca de 3,3 milhões de pessoas. É um território onde as deslocações diárias atravessam fronteiras administrativas: as pessoas vivem num município, trabalham noutro, estudam noutro e utilizam serviços em diferentes pontos da região.

Foi precisamente esta realidade que esteve na origem da TML e do trabalho desenvolvido nos últimos anos: passar de uma lógica fragmentada para uma visão metropolitana da mobilidade.

Como destacou Pedro Pinto de Jesus, Administrador da TML, na sua intervenção na conferência, esta transformação começou pelo passageiro. O navegante criou um sistema tarifário intermodal comum e mais simples. A Carris Metropolitana veio, por sua vez, estruturar a operação rodoviária numa única rede e numa única marca, integrando diferentes operadores e o serviço de 15 municípios.

Mas a integração da mobilidade não termina na oferta ou na bilhética.

Se queremos oferecer ao passageiro uma única rede, também precisamos de construir uma visão comum do sistema.

É neste ponto que a tecnologia e os dados assumem um papel determinante.

Dos dados à capacidade de decidir

A TML gere hoje o sistema de bilhética navegante e uma infraestrutura tecnológica que permite integrar informação proveniente de diferentes entidades e modos de transporte.

Na operação da Carris Metropolitana, a TML desenvolveu o GO, uma plataforma própria para apoiar o planeamento, a gestão e a monitorização do serviço, entretanto alargada aos operadores e municípios. Esta infraestrutura integra informação operacional e permite processar mais de seis milhões de posições GPS por dia, criando uma base de informação que suporta a disponibilização de informação em tempo real e a tomada de decisão.

Foi também esta experiência que Alexandre Domingues, Diretor de Sistemas e Tecnologias de Informação da TML, levou ao debate.

Mais do que a quantidade de dados, a discussão centrou-se numa questão essencial: como garantir que os dados são suficientemente consistentes, interoperáveis e fiáveis para apoiar decisões?

Porque a tecnologia pode acelerar processos, identificar padrões, testar cenários e apoiar previsões. Mas a sua utilidade depende da qualidade da informação sobre a qual trabalha.

Antes do Digital Twin, é preciso integrar

Este foi um dos principais pontos sublinhados pela TML ao longo da conferência.

Um Digital Twin pode permitir representar e compreender melhor o funcionamento de um território, simular diferentes cenários e avaliar os seus potenciais impactos. Pode tornar-se uma ferramenta importante para apoiar o planeamento urbano, a gestão da mobilidade e a resposta a situações complexas.

Mas, para que isso aconteça, é necessário construir primeiro a infraestrutura que lhe dá sentido.

Primeiro é preciso integrar o sistema. Depois, integrar os dados. Só então podemos transformar esses dados em instrumentos avançados de decisão.

Esta abordagem ganha particular relevância num contexto metropolitano, onde a informação está distribuída por diferentes municípios, autoridades, operadores e sistemas.

A experiência da TML mostra que a transformação digital da mobilidade não se faz apenas através da adoção de novas tecnologias. Faz-se através da capacidade de ligar sistemas, pessoas, entidades e informação.

Inteligência Artificial: acelerar, sem substituir a decisão

A Inteligência Artificial foi também um dos temas presentes no debate.

Para a TML, a IA pode desempenhar um papel relevante na análise de grandes volumes de informação, na identificação de padrões, na previsão da procura ou no apoio à gestão da operação. Pode também acelerar o desenvolvimento de ferramentas e modelos capazes de transformar dados em informação útil para a decisão.

Mas existe uma condição essencial: a tecnologia deve estar ao serviço de objetivos concretos e assentar em dados de qualidade.

A questão não é apenas saber o que a Inteligência Artificial consegue fazer. É saber que decisões queremos melhorar e que informação precisamos para as tomar.

É uma abordagem particularmente importante na mobilidade, onde diferentes decisões têm impacto direto na experiência diária de milhões de pessoas.

Do sistema à viagem

A discussão sobre Digital Twins, dados e Inteligência Artificial pode parecer, à primeira vista, distante da experiência quotidiana de quem utiliza os transportes públicos.

Na realidade, é precisamente aí que a tecnologia deve chegar.

Quando um passageiro consulta uma hora de chegada, planeia uma viagem, escolhe entre diferentes modos de transporte ou recebe informação sobre uma alteração de serviço, está a beneficiar de uma cadeia tecnológica que começa muito antes da aplicação ou do ecrã.

Por isso, a visão da TML é simples: a tecnologia deve ajudar a transformar a complexidade do sistema numa experiência mais simples para quem viaja.

Porque, para o passageiro, não existem diferentes instituições ou operadores. Existe uma viagem.

E é essa viagem que a integração dos sistemas, a qualidade dos dados e as novas ferramentas digitais devem ajudar a tornar cada vez mais simples, informada e acessível.

Um debate que continuou com várias outras sessões e eventos paralelos

A conferência Mobility & Digital Twins integrou ainda sessões temáticas, debates e apresentações de projetos e casos de utilização, abordando temas como os dados de mobilidade, a adaptação aos riscos climáticos e a logística com emissões zero.

O encontro decorreu em paralelo com o Hack the City: Mobility Challenge, realizado entre 23 e 25 de setembro, no qual equipas multidisciplinares trabalharam sobre desafios reais de mobilidade urbana, recorrendo a dados, Inteligência Artificial e tecnologias emergentes. No último dia, as soluções finalistas foram apresentadas aos participantes da conferência e ao júri.

Para a TML, a participação neste encontro representa mais um passo na construção de uma visão metropolitana assente na integração, na inovação e na utilização responsável dos dados.

Porque a cidade do futuro não será apenas uma cidade com mais tecnologia.

Será uma cidade capaz de transformar melhor a informação que já produz em conhecimento, conhecimento em decisão e decisão em melhor mobilidade para as pessoas.

TML debate futuro do transporte público no CNN Portugal Summit i9 Cascais

No dia 25 de setembro, Luísa Ferreira, Vogal do Conselho de Administração da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, participou no painel de debate sobre Transporte Público, integrado no CNN Portugal Summit i9 Cascais: Living the Future. O encontro, organizado pela CNN Portugal, com o apoio da Câmara Municipal de Cascais, reuniu decisores políticos, líderes empresariais, académicos e representantes da sociedade civil, em torno de temas com o acesso à habitação, o impacto ambiental dos sistemas de mobilidade e transportes e a sua relação direta com o bem-estar dos cidadãos e a qualidade de vida urbana.

Na abertura do debate sobre transporte público, Thomas Ableman, consultor na área da inovação e transportes e ex-Diretor de Estratégia e Inovação da Transport for London, destacou a relação entre mobilidade, acesso a oportunidades e qualidade de vida. Defendeu que os transportes públicos devem permitir maximizar esse acesso, minimizando simultaneamente o impacto no espaço urbano, os custos e a poluição, através de sistemas universais, integrados e fáceis de utilizar.

A intervenção da TML centrou-se na evolução do transporte público na área metropolitana de Lisboa. Luísa Ferreira destacou o lançamento do navegante®, em 2019, como um investimento decisivo na procura e na simplificação tarifária, bem como a criação da Carris Metropolitana, que permitiu uma abordagem integrada à operação rodoviária metropolitana. Neste processo, a TML, enquanto autoridade de transportes, assume um papel de articulação entre o Governo e os municípios, contribuindo para a coesão metropolitana e para uma visão estratégica comum.

Luísa Ferreira salientou ainda que o reforço da utilização do transporte público depende de um investimento simultâneo na oferta e na procura. A fiabilidade do serviço e a informação disponibilizada aos passageiros são fundamentais para criar confiança no sistema, destacando-se, neste âmbito, a informação em tempo real disponível na app navegante® e o futuro planeador de viagem. A responsável da TML sublinhou também a importância de concretizar a estratégia metropolitana para 2035, garantindo melhores ligações entre municípios e respondendo às diferentes necessidades de mobilidade do território.

A gratuitidade do transporte público foi outro dos temas em debate. Miguel Casaca, Presidente da Cascais Próxima, apresentou a experiência de Cascais, onde a gratuitidade é financiada através da gestão do estacionamento e tem sido acompanhada por um aumento da utilização do transporte público. Thomas Ableman, defensor de “transportes públicos tão bons que as pessoas devem querer pagá-los”, sugeriu o direcionamento dos ganhos para a qualidade do serviço, enquanto Luísa Ferreira considerou que, antes de discutir a gratuitidade, importa definir as necessidades da oferta, desde o reforço da cobertura e das ligações a zonas mais remotas até ao transporte flexível e às novas formas de pagamento.

O debate contou ainda com Nuno Lago de Carvalho, CCO da CaetanoBus, que abordou a evolução dos modelos de gestão e das soluções tecnológicas e energéticas para a mobilidade. A discussão evidenciou, assim, a necessidade de uma abordagem integrada ao transporte público, articulando investimento, oferta, procura, tecnologia e planeamento territorial. Para a TML, esta visão é essencial para consolidar um sistema de mobilidade metropolitano mais coeso, acessível e preparado para responder aos desafios futuros.

“Como se transforma um sistema de mobilidade?” A experiência da TML em debate no Funchal

Foi a partir desta pergunta que Carlos Humberto de Carvalho, presidente do Conselho de Administração da TML, participou no dia 22 de setembro na conferência “O futuro da mobilidade urbana no Funchal: qual o caminho a seguir”, organizada pela Câmara Municipal do Funchal, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade.

A experiência da TML enquanto autoridade de transporte e gestora da Carris Metropolitana mostra que transformar a mobilidade não passa apenas por aumentar a oferta ou introduzir novas soluções. Passa, sobretudo, por trabalhar em conjunto.

Municípios, autoridades, operadores e restantes entidades do ecossistema de mobilidade têm de conseguir planear e atuar de forma articulada, com uma estratégia comum e uma visão integrada do sistema.

Mas há outro ponto de partida essencial: o passageiro.

Perceber quem viaja, quais são os seus problemas, necessidades e expectativas é fundamental para desenhar um sistema que responda melhor às pessoas. Tal como é fundamental dispor de dados, tecnologia e ferramentas de gestão que permitam conhecer o sistema, antecipar necessidades e melhorar continuamente a resposta.

E para que esta transformação seja sustentável no tempo, é igualmente necessário garantir financiamento estável e previsível, que permita planear a oferta e investir no desenvolvimento do sistema.

Na Área Metropolitana de Lisboa, a abordagem levada a cabo pela TML tem permitido construir um sistema de transporte público mais integrado, articulado e orientado para quem o utiliza. Uma experiência que a TML partilha, porque cada território tem a sua realidade, mas os desafios da mobilidade exigem cada vez mais cooperação.

Transportes públicos e mobilidade partilhada: uma viagem cada vez mais integrada

Fiabilidade, informação, digitalização e integração foram alguns dos temas em destaque na mesa-redonda “Transportes públicos e mobilidade partilhada”, que reuniu diferentes operadores e entidades de mobilidade no Banco de Portugal, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade.

Como é que evoluiu a mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa? O que pode ser feito para tornar as deslocações mais simples e previsíveis? E como incentivar mais pessoas a experimentar e utilizar os transportes públicos?

Estas foram algumas das questões debatidas na manhã de 17 de setembro, no Edifício Marconi do Banco de Portugal, em Lisboa, numa sessão com participação presencial e online. A mesa-redonda contou com a apresentação e o encerramento de Ana Fontoura, do Banco de Portugal, e foi moderada por Filipa Studer, responsável de Marketing e Relações Públicas da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa.

Participaram no debate Ana Oliveira, Diretora do Departamento de Gestão Operacional da TML, que gere a Carris Metropolitana; António Rapoula, Diretor de Comunicação e Marketing da EMEL; André Peres, Chefe de Departamento de Estudos, Projetos e Desenvolvimento de Negócio do Metropolitano de Lisboa; Catarina Dias, Diretora de Cliente da Carris; Raquel Santos, Diretora Comercial da Fertagus; e Zita Carvalho, Diretora Comercial da CP.

Uma viagem, vários modos de transporte

A abrir a sessão, Filipa Studer sublinhou que “falar de mobilidade metropolitana é falar de um sistema coletivo, onde o resultado final é partilhado”. Para quem se desloca, a viagem não é feita por um único operador ou meio de transporte: pode combinar autocarro, metro, comboio, bicicleta ou estacionamento, sendo essa combinação que constitui a experiência de mobilidade.

A evolução recente dos diferentes serviços mostra mudanças significativas nesse sentido. No Metropolitano de Lisboa, André Peres destacou o aumento da fiabilidade do serviço, associado ao investimento em equipamentos. Na Carris, Catarina Dias salientou a transformação do próprio serviço de autocarros, enquanto Ana Oliveira apontou, na Carris Metropolitana, o esforço de adaptar a oferta às necessidades dos clientes, disponibilizar informação em tempo real e recolher o seu feedback.

Também na CP se tem verificado uma mudança de perspetiva, com a empresa a assumir o objetivo de colocar o cliente no centro da sua atividade. Para Zita Carvalho, esta mudança de paradigma passa também pela digitalização.

Na Fertagus, Raquel Santos destacou o impacto da redução tarifária no aumento da procura, salientando igualmente a vantagem dos tempos de viagem face ao automóvel em determinados percursos e o trabalho desenvolvido para proporcionar melhores condições aos clientes.

Já António Rapoula apresentou o papel da EMEL na mobilidade pendular, destacando a implementação dos Parques navegante® e o contributo das receitas do estacionamento para o financiamento de outras soluções e serviços de mobilidade em Lisboa, como a gestão semafórica e as bicicletas GIRA.

Da bilhética integrada à informação integrada

Se a deslocação pode envolver vários modos e operadores, como garantir que o passageiro não sinta que está a mudar de sistema a cada etapa da viagem?

O navegante® foi apontado como um dos principais instrumentos de integração. A existência de uma solução comum de bilhética permite ao utilizador encarar diferentes serviços como partes de uma mesma rede. O próximo passo passa por reforçar também a integração da informação.

Nesse sentido, Ana Oliveira revelou que a TML está a desenvolver um planeador de viagem integrado na App navegante®, com o objetivo de dar maior confiança ao passageiro e facilitar a escolha e combinação dos diferentes modos de transporte.

Para Zita Carvalho, depois do esforço desenvolvido na coordenação da bilhética, é necessário continuar esse trabalho ao nível da comunicação. Uma ideia partilhada por vários participantes: a informação é essencial para tornar a viagem previsível.

Raquel Santos destacou a importância de disponibilizar informação ao longo da jornada do cliente. António Rapoula deu como exemplo a GIRA, cuja articulação com o navegante® permite responder às necessidades do chamado last mile, ligando diferentes momentos da deslocação.

Catarina Dias sublinhou o dever dos operadores de informar e de contribuir para que o transporte público seja mais previsível, complementando a informação disponibilizada pelos restantes intervenientes no sistema de mobilidade.

Experimentar para mudar hábitos

No final, a discussão centrou-se numa questão essencial: como convencer mais pessoas a optar pelos transportes públicos?

Tempo, custo e qualidade de vida foram alguns dos argumentos apontados. Para André Peres, utilizar transportes públicos pode significar poupar tempo e dinheiro e trazer benefícios para a saúde. Catarina Dias destacou a possibilidade de o transporte público combinado constituir, em si mesmo, uma escolha de mobilidade.

Para Raquel Santos, a experiência é também uma forma de alterar hábitos: experimentar um determinado percurso e perceber que funciona pode levar a uma utilização regular.

A importância de ouvir os utilizadores voltou a ser sublinhada por Ana Oliveira, que destacou o trabalho das equipas que diariamente procuram melhorar o serviço e valorizou o contributo do feedback dos passageiros.

A fechar, António Rapoula deixou um desafio aos participantes: ter a “coragem de experimentar” a bicicleta em Lisboa, tal como muitos fazem quando viajam para outras cidades.

Mais do que escolher entre diferentes meios, a discussão mostrou que o futuro da mobilidade passa pela capacidade de os integrar numa experiência de viagem simples, previsível e centrada nas necessidades de quem se desloca.

TML distinguida no XXI Prémio Nacional “Mobilidade em Bicicleta”

Na quinta-feira, dia 17 de setembro, Carlos Humberto de Carvalho recebeu, em nome da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, o Prémio Nacional “Mobilidade em Bicicleta” atribuído pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB).

Criado em 2006, este prémio reconhece publicamente o contributo de determinadas entidades e pessoas individuais que tenham promovido a utilização da bicicleta nas suas múltiplas vertentes, através da criação ou melhoria de condições e facilidades em Portugal e/ou da divulgação de iniciativas fomentadoras do uso deste modo de transporte não motorizado.

Nesta que é a 21.ª edição do prémio, a TML é distinguida na categoria Entidades Públicas, juntamente com a Região de Turismo do Algarve e a Transtejo Soflusa. Entre os galardoados desta edição contam-se ainda o Núcleo de Cicloturismo de Arraiolos e o Grupo Desportivo e Cultural Baronia (na categoria Associações e Clubes), Margarida Nascimento (categoria Comunicação Social), e ainda a Marina de Vilamoura, a Bikeland e António Rapoula, em representação da EMEL (categoria Empresas).

Na cerimónia de entrega de prémios, que teve lugar no Auditório do Espaço Jardim de Inverno da EMEL, em Lisboa, marcou presença Rui Rocha, Secretário de Estado da Proteção Civil.

PMMUS da Área Metropolitana de Lisboa viajou até Salónica

No segundo dia do CIVITAS Fórum 2026, a TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa levou até Salónica uma experiência que está a transformar a forma de pensar a mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa: o Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMMUS).

Num encontro que junta cidades, autoridades, profissionais, especialistas e investigadores de toda a Europa para discutir o futuro da mobilidade urbana, Luísa Ferreira, administradora da TML, integrou o painel “European, national and local cooperation for the next generation of SUMP”.

A sessão reuniu diferentes perspetivas europeias, com a participação de Vanessa Holve (ICLEI Europe), Evangelia Stavropoulou (Ministério da Infraestrutura e Transportes da Grécia), Alan O’Brien (European Investment Bank), Guido Müller (Ministério do Ambiente, da Natureza e dos Transportes do Estado da Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha) e Tünde Hajnal (BKK Centre for Budapest Transport).

A participação da TML foi uma oportunidade para partilhar a experiência metropolitana de Lisboa e trazer para o debate europeu um plano que coloca a mobilidade sustentável no centro das políticas de mobilidade da região.

Promovido pela TML e em vigor desde o final de 2025, o PMMUS da Área Metropolitana de Lisboa constitui um referencial para orientar políticas e decisões de mobilidade, com uma visão integrada para o território e para as diferentes formas de deslocação.

Porque planear a mobilidade é também pensar a região como um todo, antecipar desafios e criar melhores condições para as pessoas se deslocarem.

Integração navegante® e Gira no primeiro dia do CIVITAS Fórum 2026

A decorrer de 15 a 17 de setembro, em Salónica, Grécia, o principal evento da iniciativa CIVITAS conta com a presença da TML e, no primeiro dia do Fórum, o exemplo da integração navegante® e Gira foi tema.

A edição de 2026 deste importante evento dedicado à mobilidade urbana inteligente, inclusiva e sustentável, a decorrer sob o tema “Raízes e Rotas: Avançando para uma Mobilidade Urbana Competitiva, Conectada e Resiliente!”, é estruturada em torno de três eixos principais (mobilidade competitiva, conectada e resiliente), refletindo prioridades fundamentais para a mobilidade urbana sustentável na Europa.

No primeiro dia do evento, num painel dedicado à Transição para a Mobilidade Compartilhada e a Micromobilidade: Novos Serviços de Mobilidade nas Cidades, com moderação de Thiago Tavares, da CINEA, foi referido o exemplo português da integração do sistema navegante® com as bicicletas partilhadas GIRA.

TML levou ao Brasil a sua experiência de mobilidade metropolitana integrada

A convite da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos, Carlos Humberto de Carvalho, Presidente do Conselho de Administração da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, partilhou, no Conexão ANPTrilhos 2026, a experiência de criação e desenvolvimento do projeto TML e o caminho que tem vindo a ser construído na área metropolitana de Lisboa.

Com o propósito de debater o transporte de passageiros sobre trilhos no Brasil, o Conexão ANPTrilhos 2026 reuniu, no passado dia 26 de agosto, em Brasília, representantes do governo federal, de estados, de operadoras, nacionais e internacionais. Entre estes, destacamos a presença Carlos Humberto de Carvalho, que fez uma intervenção sob o tema “Do operador ao sistema: como Lisboa estruturou uma mobilidade metropolitana integrada”, onde apresentou a experiência da TML na transformação da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa.

“Promovemos uma verdadeira revolução”

Foi com estas palavras que o Presidente da TML resumiu os efeitos desta transformação. Uma transformação que passou pela integração tarifária com a criação do passe e do sistema navegante®, que criou uma lógica comum de mobilidade entre os 18 municípios da região e que reduziu drasticamente o custo mensal das viagens. “Antes, os passageiros gastavam uma média de 150€ mensais nas suas deslocações entre a área metropolitana de Lisboa. Agora pagam um valor máximo de 40€”, esclareceu Carlos Humberto.

Mas a revolução foi sentida ainda na operação rodoviária com a criação da Carris Metropolitana, que veio unificar e reorganizar a operação em 15 municípios da Área Metropolitana de Lisboa. “Em 2025, a Carris Metropolitana transportou 194 milhões de passageiros, registando um aumento de 11,5% em relação ao ano anterior”, exemplificou o presidente.

“Integração foi o começo. Transformação é o destino.”

Se a integração foi o princípio de tudo na construção de um conceito de “mobilidade para todos”, agora a palavra de ordem para a TML é a transformação Na sua intervenção, Carlos Humberto de Carvalho falou ainda do caminho que a TML está a fazer na área do planeamento, inovação e da tecnologia, com o desenvolvimento de novas soluções para tornar o sistema de mobilidade cada vez mais acessível, interligado e desmaterializado, desde a digitalização dos serviços e da relação com o passageiro, à disponibilização de informação em tempo real e à integração tecnológica de diferentes operadores e serviços.

“Transmitir experiência e aprender”

Já numa conversa mediada por Guilherme Ramalho, CEO do MetrôRio, Carlos Humberto de Carvalho foi convidado a falar sobre como a área metropolitana da capital portuguesa saiu de um sistema fragmentado, com mais de 7 mil tipos de bilhete, para uma tarifação única, simples e integrada em todo o território, e as implicações no modelo de financiamento deste sistema.

Mas a troca de experiências entre os dois países não se ficou pelas conclusões desta conversa no Conexão. Dois dias antes, em visita técnica à Empresa Pública de Transportes de Maricá (EPT), a comitiva da TML, representada por Carlos Humberto de Carvalho, Pedro Pinto de Jesus, vogal executivo do Conselho de Administração, e Sérgio Pinheiro, diretor de Planeamento, já havia tido uma frutífera troca de experiências sobre mobilidade urbana, transporte público e o modelo Tarifa Zero desenvolvido em Maricá, no Rio de Janeiro.
No dia seguinte ao evento, os representantes da TML estiveram ainda em Goiânia onde foram conhecer o sistema de controle e prioridade semafórica implantado nos corredores de BRT desta cidade.

PMMUS foi distinguido em prémio internacional de participação pública

Primeiro lugar entre os projetos “urban management and public space” e quinto na votação global, o Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável da área metropolitana de Lisboa (PMMUS) teve um ótimo desempenho nos prémios promovidos pelo Observatório Internacional da Democracia Participativa (OIDP).

Eleito entre 188 iniciativas como um dos 40 finalistas, o PMMUS esteve a votação pública nos prémios OIDP nos últimos meses e foram conhecidos agora os resultados.

Foi assim com enorme satisfação que a TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, que conduziu este plano em articulação com os 18 municípios da área metropolitana de Lisboa e com o apoio da W2Go, recebeu a notícia da atribuição dos referidos prémios, que distinguem práticas de participação cidadã promovidas à escala local e regional.

Recorde-se que, a nível nacional, o PMMUS já havia sido reconhecido no final de 2025 como plano de referência para políticas de mobilidade na área metropolitana de Lisboa.

Aviso de Manifestação de Interesse para Aquisição de Imóveis

A TML – Transporte Metropolitanos de Lisboa, E.M.T , S.A.  (“TML”) pretende adquirir terrenos com as seguintes características genéricas:

  • Inserção da parcela em área compatível com usos logísticos, industriais ou de serviços, sem restrições ambientais críticas e com reduzido risco de inundação ou outros riscos climáticos;
  • Acessos diretos ou próximos a vias estruturantes (autoestradas, IC, EN principais); 
  • Condições adequadas de circulação para veículos pesados (autocarros), assim como distanciamento adequado a usos sensíveis (habitação, equipamentos); 
  • Área mínima da parcela: 20.000 m²;
  • Índices urbanísticos adequados à instalação de infraestruturas operacionais:
    • Capacidade de implementação edifício industrial de: 1.500 a 3.000 m²;
    • Capacidade de implementação de edifício de escritórios e apoio de: 200 a 700 m²;
  • Geometria regular e topografia favorável (declives reduzidos);
  • Disponibilidade ou proximidade de redes de energia, água e saneamento.

Os imóveis a adquirir devem situar-se, preferencialmente, nas seguintes localizações:

  • Portela de Sintra, Município de Sintra
  • Queluz, Município de Sintra
  • Brandoa, Município de Amadora
  • Santo António dos Cavaleiros, Município de Loures
  • Olival Basto, Município de Odivelas
  • Arrentela, Município do Seixal
  • Sarilhos Grandes, Município da Moita
  • Setúbal, Município de Setúbal
     

A TML poderá considerar, em alternativa, localizações distintas, nos mesmos Municípios, quando as características dos imóveis se revelem adequadas.
 
Pretende receber dos interessados, até ao próximo dia 30 de setembro de 2026, manifestações de interesse de venda de imóveis nas condições e localizações supracitadas. Os contactos devem ser remetidos para info@tmlmobilidade.pt, juntamente com a seguinte informação:

  • Planta com localização exata, limites do terreno, dimensão e condições urbanísticas;
  • Compatibilidade da parcela com instrumentos de gestão do território (PDM, etc.);
  • Breve descrição das condições geotécnicas e topográficas;
  • Preço,

As manifestações de interesse têm natureza preliminar e não vinculativa, não conferindo qualquer direito à seleção do imóvel. A TML reserva-se a faculdade de, em função das suas necessidades e das informações recebidas, promover os contactos que considere adequados com os interessados. A eventual aquisição de qualquer imóvel será objeto de decisão posterior da TML e ficará sujeita às autorizações e demais formalidades aplicáveis, bem como à celebração dos correspondentes instrumentos contratuais

TML acolheu a comitiva que avalia Lisboa para o UITP Summit 2029

No dia 7 de julho, a TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa recebeu na sua sede a delegação da UITP – União Internacional de Transportes Públicos, que está de visita a Lisboa para avaliar a sua capacidade para acolher o Congresso Mundial da UITP, um dos mais relevantes encontros internacionais dedicados ao transporte público e à mobilidade sustentável.

Lisboa está na short list, juntamente com Oslo e Budapeste, para ser a cidade anfitriã do UITP Summit 2029, um evento que reunirá entre 12.000 e 15.000 participantes de mais de 110 países, incluindo decisores políticos, autoridades de transporte, operadores, indústria, centros de investigação e especialistas de todo o mundo.

A candidatura da cidade Lisboa é o resultado de uma parceria da Carris com a Câmara de Lisboa, a TML e o Metropolitano de Lisboa, unidos no desejo de reforçar o posicionamento internacional da Área Metropolitana de Lisboa enquanto referência em mobilidade integrada, inovação e desenvolvimento sustentável.

Carlos Humberto de Carvalho, presidente da TML, e Ana Teresa Vicente, vice-presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa e presidente da Câmara de Palmela, deram as boas-vindas à comitiva composta por seis representantes (três de âmbito estratégico e três de âmbito operacional), no início de uma sessão de apresentação do trabalho da TML. “Acolheremos de braços abertos este evento”, garantiram. No âmbito desta visita, a TML organizou um programa que pretende evidenciar não apenas a excelência da cidade de Lisboa, mas também a dimensão metropolitana da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa. Lisboa apresenta-se não apenas como cidade anfitriã, mas como uma metrópole em transformação, capaz de demonstrar o que a mobilidade do futuro pode ser. 

TML apresentou a plataforma GO

Ontem, dia 28 de julho, nas instalações da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, apresentámos a plataforma GO, uma tecnologia desenvolvida internamente pela TML para apoiar o planeamento, a gestão operacional e a monitorização dos transportes públicos.

Assente nos princípios da transparência, colaboração e interoperabilidade, o GO permite às autoridades de transporte e aos operadores gerir a operação de forma mais eficiente, integrada e orientada por dados. Entre as suas funcionalidades estão o planeamento da oferta, a monitorização da operação em tempo real, a avaliação de indicadores de desempenho e a gestão integrada da informação da rede.

Mais do que uma plataforma de gestão, o GO criou uma base tecnológica comum para toda a rede de transportes da área metropolitana de Lisboa. É esta infraestrutura que torna possível à aplicação navegante® disponibilizar informação em tempo real de todos os operadores da região, proporcionando uma experiência mais simples, integrada e fiável para quem utiliza os transportes públicos.

O evento GO Live | Por Trás de uma Mobilidade Integrada reuniu representantes do Governo, da Área Metropolitana de Lisboa, dos municípios, operadores de transporte e diversas entidades do setor para conhecer esta solução e refletir sobre o futuro da mobilidade.

Este é apenas o primeiro passo. A TML pretende disponibilizar esta tecnologia a outras autoridades e operadores de transporte, promovendo a partilha de conhecimento e contribuindo para uma mobilidade pública cada vez mais eficiente, conectada e sustentável em Portugal.

TML lança concurso público para criar rede metropolitana de 57 Bicicletários navegante®

Nova infraestrutura permitirá estacionar bicicletas pessoais em segurança nas interfaces de transportes da Área Metropolitana de Lisboa, promovendo a intermodalidade entre bicicleta e transporte público. 

A TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa lançou hoje o Concurso Público n.º CPI02/2026 para a criação da Rede de Bicicletários navegante®, um projeto que prevê a instalação de 57 parques seguros para bicicletas em interfaces de transporte da Área Metropolitana de Lisboa (AML), promovendo a articulação entre a bicicleta e o transporte público. 

O concurso contempla o fornecimento, instalação, parametrização e manutenção dos bicicletários, bem como o desenvolvimento do sistema de controlo de acessos e monitorização da rede. O investimento tem um preço base de 1,36 milhões de euros. 

Os Bicicletários navegante® serão estruturas modulares de acesso condicionado, concebidas para que os utilizadores possam estacionar a sua bicicleta pessoal em segurança e prosseguir a viagem em transporte público. O sistema terá regras de utilização uniformes em toda a Área Metropolitana de Lisboa e permitirá que os clientes com passe navegante® válido utilizem o serviço gratuitamente. 

A nova rede pretende responder a uma das principais barreiras à utilização quotidiana da bicicleta: a disponibilidade de estacionamento seguro nas interfaces de transporte.  

Ao criar estas infraestruturas, a TML pretende incentivar cadeias de viagem que combinem bicicleta e transporte público, contribuindo para reduzir a dependência do automóvel nas deslocações diárias. 

Além de reforçar a intermodalidade, o projeto permitirá alargar significativamente a área de influência das interfaces de transporte. Enquanto as deslocações pedonais cobrem, em média, um raio de cerca de 1,5 quilómetros, a utilização da bicicleta permite estender esse alcance para entre cinco e oito quilómetros, aumentando o número de pessoas com acesso cómodo ao transporte público. 

A rede será distribuída pelos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa, assegurando que todos os concelhos disponham, pelo menos, de um bicicletário. Nesta primeira fase serão instaladas 57 infraestruturas: 15 em Lisboa, seis em Sintra, cinco em Cascais, cinco em  Oeiras, quatro em Odivelas, três em Almada, duas na Amadora, Barreiro, Mafra, Moita, Palmela, Seixal e Vila Franca de Xira, e uma em Alcochete, Loures, Montijo, Sesimbra e Setúbal. 

A seleção das localizações resultou de uma avaliação das 263 interfaces identificadas no Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMMUS), tendo sido considerados critérios como a proximidade à rede ciclável existente e prevista, a procura de cada interface e a oferta de transporte público. A definição final dos locais foi realizada em articulação com os municípios e com a Infraestruturas de Portugal (IP), parceiros da iniciativa. 

A Rede de Bicicletários navegante® complementa os sistemas de bicicletas públicas já existentes na região. Enquanto esses sistemas se destinam sobretudo a utilizadores sem bicicleta própria, a nova rede responde às necessidades de quem pretende utilizar a sua bicicleta nas deslocações diárias, combinando-a com o transporte público. A integração com o passe navegante® permitirá, no futuro, facilitar cadeias de mobilidade cada vez mais simples e sustentáveis. 

O projeto integra as medidas previstas no Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável da Área Metropolitana de Lisboa para reforçar a utilização dos modos ativos e do transporte público e contribuir para uma mobilidade mais sustentável na região. 

O investimento será assegurado pela TML, em parceria com a Infraestruturas de Portugal e os municípios envolvidos, estando igualmente prevista a candidatura do projeto a financiamento através do Portugal 2030. 

A Carris Metropolitana fez quatro anos

No dia 30 de junho, a Carris Metropolitana assinalou o seu 4.º aniversário com um momento de celebração que reuniu toda a equipa, os quatro operadores e representantes dos municípios nas instalações da TML- Transportes Metropolitanos de Lisboa. 

Este encontro foi uma oportunidade para celebrar o caminho percorrido até aqui. Com recordes de procura a serem sucessivamente ultrapassados todos os meses, os números refletem a crescente confiança dos passageiros no serviço prestado e a capacidade da Carris Metropolitana para responder a uma procura cada vez mais elevada. 

 Mais do que celebrar uma data, este aniversário foi um momento para recordar os desafios superados, reconhecer as conquistas alcançadas e olhar para o futuro. Nesta viagem que é de todos, a Carris Metropolitana reforça o seu compromisso com uma mobilidade mais acessível, eficiente e sustentável. 

PMMUS é candidato a prémio de participação pública (e todos podemos votar!)

O Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMMUS) foi selecionado, entre 188 iniciativas, como um dos 40 finalistas do International Observatory on Participatory Democracy (OIDP), que distingue práticas de participação cidadã promovidas à escala local e regional.

Promovido pela TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, o PMMUS, reconhecido no final de 2025 como plano de referência para políticas de mobilidade na área metropolitana de Lisboa, é o resultado de um complexo e completo exercício de planeamento para uma mobilidade metropolitana e que, no processo de propor medidas para melhorar a mobilidade dos cidadãos, envolveu diversos momentos de participação pública, desde inquéritos a assembleias participativas.

Agora, e mais uma vez, todos estamos convidados a participar, votando neste projeto nacional, até 15 de julho, aqui.

O vencedor do Prémio OIDP para governos locais e regionais será revelado durante a 25.ª Conferência OIDP, em Cracóvia, Polónia, de 21 a 23 de setembro de 2026, sob o tema: “Esperança e Renovação Diante de uma Crise Global da Democracia: O Futuro da Democracia Participativa da Governança Local à Internacional.”

Como votar:

1.       Acede à página de votação através deste link;

2.       Clica em “Vote” e cria uma conta. Posteriormente, receberás um e-mail para confirmar o registo;

3.       Após confirmação, volta a aceder à página de votação através do mesmo link e inicia sessão;

4.       Já com sessão iniciada, clica novamente em “Vote” para submeter o voto. Após o voto efetuado, deverá aparecer “Voted ✓”;

5.      Seleciona mais outras 4 iniciativas para que o voto seja contabilizado (as regras do prémio obrigam a que cada pessoa vote em 5 iniciativas).

A evolução dos modelos de contratação em debate

A TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa participou esta quarta-feira, dia 17 de junho, na conferência sobre os “Contratos de Serviço Público de Segunda Geração’, organizada pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

Realizada no Terminal de Cruzeiros de Leixões, a conferência afirmou-se como uma oportunidade para acompanhar a reflexão e o debate sobre a evolução dos modelos de contratação e o futuro do serviço público de transporte de passageiros.

Na apresentação do estudo promovido pelo regulador, que deu o nome à conferência, Ana Paula Vitorino evidenciou que uma das recomendações propostas pela AMT é a promoção de contratos mais resilientes, com revisão periódica de custos para refletir aumentos.

Carlos Humberto de Carvalho deu voz à TML no segundo painel da conferência, dedicado à visão das Autoridades de Transporte, com moderação de Catarina Venâncio, Especialista da Direção de Regulação da AMT, e onde também se fizeram ouvir Paulo Ferreira, Administrador da Transportes Metropolitanos do Porto; António Pina, Presidente da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve; e Hélio Fazendeiro, Presidente da Câmara Municipal da Covilhã.

22.º Congresso Ibérico “A Bicicleta e a Cidade”

TML é parceira do 22.º Congresso Ibérico “A Bicicleta e a Cidade”

A próxima edição da mais antiga série de congressos de ciclismo da Península Ibérica terá lugar em Lisboa, de 19 a 21 de junho de 2026, e conta com a TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa enquanto parceira de comunicação e oradora.

O Congresso Ibérico “Bicicleta e a Cidade” é uma iniciativa conjunta da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) e da ConBici – Coordinadora en Defensa de La Bici, e reúne especialistas, académicos, decisores políticos, técnicos e cidadãos de Portugal e de Espanha no debate e promoção de políticas públicas, investigação e boas práticas associadas à mobilidade sustentável, ativa e inclusiva.

Com entrada gratuita e inscrições abertas, esta edição pretende reforçar o papel da bicicleta e da mobilidade ativa na construção de cidades mais saudáveis, eficientes e ambientalmente responsáveis, promovendo simultaneamente a partilha de conhecimento e a cooperação institucional.

Carlos Humberto de Carvalho, presidente da TML, abre o evento, no dia 19, juntamente com José Manuel Caetano (Presidente da FPCUB) e Carlos Silva (Presidente da EMEL. Seguem-se três dias de debates e, como não poderia deixar de ser, um passeio de bicicleta e a pé, a realizar-se na baía do Seixal, no último dia.

Programa completo aqui e inscrições prévias aqui

TML lança informação em tempo real na App navegante

Nova funcionalidade permite acompanhar a localização dos transportes públicos e consultar previsões de chegada atualizadas em toda a Área Metropolitana de Lisboa

A informação em tempo real dos transportes públicos, lançada hoje dia 08 de junho, está agora disponível na App navegante, permitindo aos passageiros acompanhar a localização dos veículos e consultar previsões de chegada atualizadas para paragens e estações em toda a Área Metropolitana de Lisboa (amL).

Desenvolvida pela Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML), esta nova funcionalidade resulta de um amplo trabalho de integração tecnológica e operacional com os diferentes operadores de transporte da amL, representando um dos mais relevantes avanços na integração e na disponibilização de informação ao passageiro desde a criação da marca navegante.

A solução foi integralmente concebida e desenvolvida pela TML, assente numa infraestrutura pública e independente de fornecedores tecnológicos externos. Esta abordagem garante total autonomia na gestão e evolução do sistema, reforça a soberania tecnológica da mobilidade metropolitana e cria condições para a sua expansão futura a outras regiões e sistemas de transporte do país.

Nesta fase inicial, a plataforma já processa mais de seis milhões de posições GPS por dia, agregando informação de autocarros, comboios, barcos e metro. O objetivo é disponibilizar informação cada vez mais fiável sobre horários, localização dos veículos e estado do serviço, tornando as viagens mais previsíveis e contribuindo para uma melhor experiência de utilização dos transportes públicos.

Mais do que uma nova funcionalidade digital, este é um passo decisivo na construção de um sistema de mobilidade mais integrado, transparente e centrado nas necessidades das pessoas. A disponibilização de informação em tempo real reforça a confiança dos passageiros e a convicção de que o transporte público deve ser a primeira escolha para viajar na região metropolitana, não apenas para quem não dispõe de alternativas, mas como uma opção inteligente, sustentável, confortável e inclusiva para todos.

A qualidade dos dados e das previsões continuará a ser monitorizada e aperfeiçoada de forma contínua, através da colaboração entre a TML e os operadores de transporte,

garantindo uma evolução progressiva da plataforma e da informação disponibilizada aos utilizadores.

Acompanhar os transportes em tempo real

Através da aplicação e do site navegante, os utilizadores podem consultar linhas, percursos, horários, paragens e alertas operacionais, bem como acompanhar, em tempo real, a aproximação dos veículos às paragens e estações.

A plataforma disponibiliza ainda um mapa interativo que permite visualizar a localização dos veículos em circulação e acompanhar o seu percurso ao longo da rede.

Nesta fase, a informação em tempo real encontra-se disponível para serviços da Carris Metropolitana, Carris, MobiCascais, CP, Fertagus, Transtejo Soflusa, Metropolitano de Lisboa e TCB estando prevista a integração progressiva de novos operadores e serviços.

Informação sobre perturbações e estado do serviço

Os passageiros podem também consultar alertas sobre o funcionamento da rede, incluindo atrasos, supressões de viagens, alterações de percurso, interrupções de serviço e condicionamentos à circulação, permitindo uma gestão mais informada das deslocações diárias.

Próxima etapa: planeamento integrado de viagens

A disponibilização de informação em tempo real constitui mais uma etapa no desenvolvimento do ecossistema digital navegante.

A TML encontra-se já a desenvolver um planeador de viagens que permitirá, numa fase futura, encontrar as melhores opções para chegar ao destino pretendido, combinando diferentes modos de transporte e apresentando percursos alternativos de forma simples, integrada e personalizada.

Com esta evolução, a TML reforça o compromisso de colocar a tecnologia ao serviço da mobilidade, aproximando os transportes públicos das expectativas dos cidadãos e contribuindo para uma rede cada vez mais eficiente, acessível e atrativa.

Simultaneamente, afirma um modelo de inovação pública assente em conhecimento desenvolvido em Portugal, capaz de responder aos desafios atuais da mobilidade e de servir de base para uma futura integração nacional da informação de transportes.

TML distinguida com certificado GoGreen Plus da DHL em operação logística sustentável

A DHL certificou a operação logística da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) como mais sustentável, no âmbito da utilização do serviço GoGreen Plus, relativo ao ano de 2025.

A distinção reconhece a redução de emissões de carbono associadas ao transporte aéreo de mercadorias realizado com apoio da DHL ao longo do período de 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2025. O desempenho foi auditado por uma entidade independente, a SGS, que validou os dados de emissões e as reduções alcançadas através da utilização de combustível sustentável de aviação (SAF).

O serviço GoGreen Plus assenta na substituição parcial de combustíveis fósseis por SAF, permitindo uma redução significativa das emissões de gases com efeito de estufa ao longo do ciclo de vida do transporte (well-to-wheel). Este modelo integra-se na estratégia da DHL para a descarbonização progressiva da cadeia logística, através da utilização de combustíveis certificados, rastreáveis e com impacto mensurável nas emissões associadas aos âmbitos Scope 1 e Scope 3.

Para a TML, esta certificação representa o reconhecimento externo do seu compromisso com critérios ESG e com a sustentabilidade operacional, ao integrar soluções logísticas de menor impacto carbónico nas suas operações.

TML apresenta projetos de mobilidade escolar aos municípios da Área Metropolitana de Lisboa

A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) reuniu com as áreas de educação dos diferentes municípios da Área Metropolitana de Lisboa (AML) para apresentar soluções de mobilidade escolar que reforçam a integração entre escolas, famílias e transportes públicos.


Entre os projetos apresentados esteve o cartão “navegante escola”, já adotado em municípios como Cascais e Oeiras. Além de permitir a validação nos transportes públicos, este cartão funciona também como cartão escolar, possibilitando o controlo de entradas e saídas dos alunos nas escolas, contribuindo para uma maior segurança e eficiência na gestão do dia a dia escolar.

Durante a sessão foi igualmente apresentado o projeto “Mini Passageiros”, implementado em 2025, que já chegou a 12 escolas e a cerca de 600 crianças. A iniciativa pretende sensibilizar os mais novos para hábitos de mobilidade mais sustentáveis desde o início do seu percurso escolar, promovendo uma maior utilização do transporte público e uma consciência ambiental mais ativa.

A TML destacou ainda a importância da App navegante como ferramenta de apoio à utilização do transporte público. A aplicação permite um acesso mais ágil e simples aos serviços de mobilidade, sendo considerada um instrumento fundamental para aproximar os alunos e as respetivas famílias das soluções de transporte disponíveis na região metropolitana.

Com esta iniciativa, a TML reforça a colaboração com os municípios da AML na promoção de uma mobilidade mais integrada, sustentável e adaptada às necessidades da comunidade escolar.

Mobilidade, integração e futuro: Carlos Humberto Carvalho na Mobilidade Mais Talks

Durante o mês de maio, as instalações da Transportes Metropolitanos de Lisboa receberam mais uma edição da “Mobilidade Mais Talks”, iniciativa promovida pela revista Eurotransporte dedicada à reflexão sobre os desafios da mobilidade e do transporte público em Portugal.

Nesta sessão, o convidado foi Carlos Humberto Carvalho, numa conversa moderada por Sandra Lameiras, marcada por uma reflexão profunda sobre integração tarifária, crescimento da procura, digitalização, sustentabilidade e o futuro das áreas metropolitanas.

Logo no início da conversa, Carlos Humberto Carvalho deixou uma ideia estruturante sobre a evolução dos sistemas de mobilidade:

“Chegamos aqui com muitos momentos de inovação. O novo substitui o velho mas não nasce do nada. Nasce do conhecimento anterior.”

Numa reflexão sobre cidades inteligentes e planeamento urbano, destacou ainda que a tecnologia só faz sentido quando coloca as pessoas no centro:

“Em todas as épocas da história houve cidades inteligentes. O mais importante é que tenham em consideração o ser humano.”

O navegante® e a democratização do acesso ao transporte

Um dos momentos centrais da conversa foi a transformação provocada pela integração tarifária e pelo passe navegante®.

Carlos Humberto Carvalho recordou que, antes da implementação do novo modelo tarifário, uma parte muito significativa da população da Área Metropolitana de Lisboa não utilizava regularmente transporte público por razões económicas.

“O navegante® democratizou o acesso ao transporte público.”

A medida ampliou não apenas o acesso à mobilidade, mas também o acesso a outros direitos fundamentais, num momento em que muitas famílias ganharam maior disponibilidade financeira. Ao mesmo tempo, alertou para os novos padrões de procura:

  • crescimento da utilização fora das horas de ponta tradicionais;
  • maior pressão nas deslocações suburbanas;
  • impacto da crise da habitação na mobilidade metropolitana.

“Temos mais turistas em Lisboa, as famílias deixam de conseguir viver em Lisboa. Isso cria problemas para a sociedade também em termos de transporte.”

Mais integração, mais informação e melhor articulação

Ao longo da sessão, ficou clara a ideia de que a integração tarifária foi apenas o primeiro passo.

“Demorámos muito tempo a perceber que a integração tarifária era essencial.”

Para o presidente da TML, a próxima fase passa pela integração operacional e informativa:

“A integração não deve ser só através da bilhética, mas também da informação de horários e de articulação.”

Nesse sentido, anunciou que no início de junho será disponibilizada informação em tempo real sobre o transporte público metropolitano.

A digitalização foi outro dos temas fortes da conversa. Carlos Humberto Carvalho explicou que a TML evoluiu rapidamente para uma dimensão tecnológica e de inovação:

“A TML foi construída como uma empresa de transporte e mobilidade mas hoje é uma empresa tecnológica e de inovação.”

Atualmente, a empresa já utiliza algoritmos de previsão baseados em padrões de utilização e inferência de procura para melhorar o planeamento operacional.

Crescimento da procura e necessidade de mais capacidade

A sessão ficou também marcada pela referência aos novos recordes da Carris Metropolitana.

“Na semana passada, quarta-feira, foi o dia em que transportámos mais gente desde sempre: 785 mil passageiros.”

Apesar do crescimento, Carlos Humberto Carvalho deixou um alerta claro: os autocarros, por si só, não conseguem responder à totalidade da procura metropolitana.

“Os comboios e os barcos são essenciais. Os autocarros não são suficientes para a procura.”

Defendeu ainda a necessidade de investir mais em corredores dedicados ao transporte coletivo e em sistemas inteligentes de semaforização:

“Temos autocarros de cinco em cinco minutos que ficam parados no trânsito.”

Sustentabilidade financeira e próxima geração de contratos

Outro dos grandes temas abordados foi a sustentabilidade do sistema de transporte público.

Carlos Humberto Carvalho defendeu a manutenção da integração tarifária e da acessibilidade social, mas alertou para os riscos de modelos de gratuitidade sem compensação financeira adequada.

“Precisamos de garantir a manutenção do valor do passe e, ao mesmo tempo, mais transporte.”

Sobre a Carris Metropolitana, reconheceu os enormes desafios associados ao arranque da operação:

  • escassez de motoristas;
  • aumento dos custos laborais;
  • subida do preço dos combustíveis;
  • necessidade de maior flexibilidade contratual.

Segundo explicou, a segunda geração de contratos metropolitanos exigirá:

  • maior capacidade de fiscalização;
  • melhor informação ao público;
  • automatização de mecanismos de ajustamento de custos;
  • reforço da monitorização operacional.

“Chegámos à conclusão de que a fiscalização tem de ser nossa.”

Inclusão, interfaces e visão de futuro

A digitalização trouxe também novos desafios sociais. O presidente da TML reconheceu dificuldades dos operadores em garantir informação acessível para todos os públicos, especialmente para os mais idosos.

Defendeu ainda modelos mais integrados de atendimento ao público, incluindo lojas únicas de mobilidade.

Outro dos grandes desafios identificados foi a pressão sobre os interfaces metropolitanos, com destaque para:

  • Gare do Oriente;
  • Algés;
  • Setúbal.

A TML está atualmente a trabalhar com a Infraestruturas de Portugal na gestão do terminal rodoviário da Gare do Oriente.

No encerramento, Carlos Humberto Carvalho deixou uma reflexão mais ampla sobre o futuro da sociedade, da mobilidade e da democracia:

“Temos de construir um modelo de sociedade.”

E concluiu com uma mensagem fortemente humanista:

“As pessoas têm de estar sempre em primeiro lugar.”

TML distinguida no Portugal Smart Cities Summit 2026

O produto navegante® Empresas recebeu o prémio Portugal Smart Cities – António Almeida Henriques na categoria Neutralidade Carbónica e Transição Energética.

Atribuídos anualmente, os Prémios Portugal Smart Cities – António Almeida Henriques têm como objetivo distinguir e premiar os projetos de ecossistemas de inovação e implementação de práticas inteligentes, projetos sustentáveis, eficientes e soluções de inteligência urbana, integrados em seis diferentes categorias.

Na edição de 2026 do Portugal Smart Cities Summit, registaram-se mais de uma centena de candidaturas a estes prémios e o navegante® Empresas foi um dos distinguidos, tendo sido ainda um dos cinco nomeados nas categorias “Mobilidade Sustentável e Inteligente” e “Inclusão Social, Inovação Social e Comunidades Inteligentes”.

Carlos Humberto de Carvalho, presidente da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, recebeu o prémio, entregue por Miguel de Castro Neto, Presidente do Júri e Diretor da Nova Information Managment School, reforçando que este é mais um produto da TML orientado para cumprir o desígnio da empresa: “servir as pessoas”.

Mobilidade inteligente e gestão do espaço público: o futuro das cidades debateu-se nas Smart Cities

A conferência dedicada à mobilidade inteligente e à gestão do espaço público, realizada no âmbito do evento Smart Cities, reuniu alguns dos principais responsáveis institucionais e especialistas do setor para discutir os desafios que as cidades portuguesas enfrentam no presente e nas próximas décadas. Entre os participantes estiveram Carlos Humberto de Carvalho, Gonçalo Reis, Nuno Sousa, Dina Aguiar, Emídio Gomes, José Gomes Mendes e Isabel Barroso de Sousa.

Ao longo do debate ficou clara uma ideia comum: as cidades inteligentes não se constroem apenas com tecnologia, mas sobretudo com uma visão integrada centrada nas pessoas, na qualidade de vida e na eficiência dos sistemas urbanos.

A cidade inteligente como resposta às necessidades das pessoas

Na abertura da discussão, Nuno Sousa destacou que uma cidade inteligente deve ser capaz de gerar “feedback” para os cidadãos e responder de forma dinâmica às suas necessidades. Para o responsável dos TMP, mobilidade e transporte representam, acima de tudo, liberdade.

Segundo afirmou, o objetivo passa por criar cidades mais tecnológicas, mas também mais humanas, onde seja possível trabalhar e viver com maior flexibilidade, garantindo que os sistemas urbanos comunicam eficazmente com quem os utiliza.

A mesma ideia foi reforçada por Dina Aguiar, que alertou para o facto de a tecnologia não poder ser vista como uma solução isolada. Para a administradora da Parques Tejo, a inteligência urbana deve funcionar como um eixo facilitador, articulando três dimensões fundamentais: estacionamento, mobilidade e satisfação do utilizador.

A responsável lembrou ainda que muitas cidades continuam estruturadas com base em modelos urbanos antigos, desenhados para realidades de mobilidade muito diferentes das atuais. Nesse contexto, a gestão e regulação do estacionamento assumem um papel cada vez mais relevante, sobretudo devido aos problemas causados pelo estacionamento indevido e pela pressão sobre o espaço público.

Crescimento da procura exige mais capacidade e integração

Um dos momentos centrais da conferência foi a intervenção de Carlos Humberto de Carvalho, presidente da TML, que sublinhou o forte crescimento da procura por transporte público na Área Metropolitana de Lisboa.

Segundo revelou, atualmente são transportadas cerca de 750 mil pessoas por dia através da Carris Metropolitana, num território que serve uma população próxima dos três milhões de habitantes. O responsável destacou ainda que o sistema não serve apenas os principais eixos urbanos, mas também as periferias, verificando-se um aumento significativo da procura até em horários tradicionalmente menos utilizados, como as linhas das quatro e cinco da manhã.

Carlos Humberto defendeu que muitos dos desafios atuais da mobilidade não podem ser resolvidos apenas pelos operadores rodoviários. Na sua perspetiva, será essencial reforçar os transportes pesados, aumentar corredores BUS, implementar semáforos prioritários e apostar fortemente em dados em tempo real. A curto prazo, a ambição passa por disponibilizar informação em tempo real em todos os sistemas de transporte.

O presidente da TML alertou ainda para um problema estrutural: a ausência de uma visão verdadeiramente integrada entre os diferentes municípios da Área Metropolitana de Lisboa. “Temos 18 poderes locais na AML”, recordou, defendendo uma maior articulação institucional para melhorar a integração entre os sistemas de mobilidade de Lisboa e Porto.

Transporte público, sustentabilidade e ordenamento urbano

Gonçalo Reis, vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, reforçou a importância de garantir uma oferta de transporte público organizada e eficiente, capaz de incentivar a transferência do automóvel individual para os modos coletivos.

Nesse sentido, destacou os investimentos em curso na Carris para aumentar a frequência e a capacidade da rede, bem como o desenvolvimento dos parques navegante® em parceria com a TML, que deverão disponibilizar cerca de 1700 lugares de estacionamento em parques indutores associados ao transporte coletivo.

O autarca sublinhou também que a gestão municipal não pode limitar-se apenas aos transportes públicos tradicionais. Outros modos de mobilidade, como os tuk-tuk, exigem igualmente regulamentação e organização para evitar impactos negativos no espaço urbano.

A transição climática foi outro dos temas abordados. Gonçalo Reis referiu o compromisso de Lisboa em atingir, até 2029, uma utilização de 90% de energias limpas nos sistemas de mobilidade.

No entanto, alertou igualmente para os desafios financeiros associados à política de gratuitidade nos transportes públicos. Embora reconheça os benefícios sociais da medida, defendeu que a sustentabilidade económica do sistema é essencial para garantir investimento contínuo e melhoria da qualidade do serviço.

O debate sobre a gratuitidade dos transportes

A questão da gratuitidade dos transportes públicos gerou algumas das posições mais divergentes da conferência.

Nuno Sousa mostrou-se favorável a modelos de gratuitidade universal, defendendo que existe atualmente uma enorme falta de planeamento urbano e de mobilidade.

Já Dina Aguiar apresentou uma visão mais prudente, considerando que o preço do passe não é necessariamente o principal fator de afastamento do transporte público. Na sua opinião, os utilizadores valorizam sobretudo variáveis como comodidade, previsibilidade e fiabilidade do serviço. Acrescentou ainda que existe frequentemente uma tendência para desvalorizar aquilo que é gratuito.

Também José Gomes Mendes criticou fortemente os modelos de gratuitidade generalizada, classificando-os como um potencial obstáculo à melhoria da qualidade do serviço, por reduzirem capacidade de investimento.

A cidade tridimensional e o futuro da mobilidade

Uma das intervenções mais disruptivas foi protagonizada por José Gomes Mendes, que apresentou uma reflexão sobre os novos paradigmas da gestão urbana e da mobilidade.

O responsável destacou que a mobilidade possui simultaneamente externalidades positivas — ao aproximar pessoas e atividades — e negativas, devido à pressão que gera sobre o espaço urbano.

Numa visão prospetiva, defendeu que o futuro poderá passar pela utilização do espaço aéreo urbano como nova camada de mobilidade. Segundo afirmou, a gestão dos fluxos urbanos tenderá a evoluir para um modelo tridimensional, com diferentes níveis de utilização aérea destinados a emergência médica, vigilância e proteção de infraestruturas, bem como sistemas de delivery autónomo.

José Gomes Mendes considerou que esta “cidade tridimensional” poderá tornar-se realidade nas próximas décadas, permitindo expandir a mobilidade sem aumentar a pressão sobre o solo urbano.

Habitação e reabilitação urbana também entram na equação

A conferência abordou igualmente a relação entre mobilidade, habitação e desenvolvimento urbano.

Isabel Barroso de Sousa destacou a dimensão do problema habitacional e a necessidade de colocar no mercado o maior número possível de imóveis reabilitados. Referiu ainda a promulgação da Lei 9/2026, que introduz novas medidas destinadas ao arrendamento e à dinamização da oferta habitacional.

A intervenção reforçou a ideia de que os desafios das cidades inteligentes não podem ser analisados de forma isolada. Mobilidade, habitação, planeamento urbano, sustentabilidade e tecnologia fazem parte de um mesmo ecossistema urbano que exige políticas integradas e coordenação institucional.

Uma visão integrada para as cidades do futuro

Apesar das diferentes perspetivas apresentadas ao longo do debate, houve um consenso claro entre os intervenientes: o futuro das cidades dependerá da capacidade de integrar tecnologia, mobilidade, sustentabilidade e gestão do espaço público numa visão comum.

Mais do que cidades tecnologicamente avançadas, os participantes defenderam cidades capazes de responder às necessidades reais das pessoas, promovendo qualidade de vida, inclusão e eficiência.

A conferência demonstrou que Portugal está já a discutir muitos dos grandes desafios urbanos do futuro, desde a inteligência artificial aplicada à mobilidade até à reorganização do espaço público, mas também evidenciou que o sucesso dessas transformações dependerá da articulação entre instituições, operadores e cidadãos.

TML está no Portugal Smart Cities Summit 2026

O stand da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa convida a conhecer o caminho que a empresa tem trilhado rumo a uma mobilidade mais sustentável e inteligente.

Entre os dias 12 e 14 de maio, a TML marca presença no Portugal Smart Cities Summit 2026, o evento que se assume como o principal marketplace de soluções para o ecossistema das Cidades e Territórios Inteligentes em Portugal.

A TML, enquanto entidade responsável pela coordenação e gestão integrada da mobilidade na área metropolitana de Lisboa, e promotora de soluções de transporte mais simples, digitais e acessíveis a todos, encontra aqui um lugar para partilhar as suas experiências e a sua visão para o futuro.

Deste modo, no stand 3C06 da FIL – Feira Internacional de Lisboa, os visitantes vão poder tomar contacto com os novos desenvolvimentos da operação Carris Metropolitana e do sistema navegante®, conhecer a novíssima funcionalidade de tempo real da App navegante®, saber mais sobre o navegante® Empresas (ou mesmo fazer a adesão imediata), receber apoio na ativação da gratuitidade jovem através da App e até fazer o cartão navegante® na hora.

No ciclo de conferências, a TML também terá uma voz, com a intervenção do Presidente Carlos Humberto de Carvalho no debate sobre Mobilidade Inteligente & Gestão do Espaço Público, a acontecer no dia 13, às 11h00 (com inscrição obrigatória aqui).

TML acolheu workshop sobre o Índice Multidimensional de Pobreza nos Transportes (IMPT)

O projeto desenvolvido pelo Instituto Superior Técnico (IST), com o apoio da TML -Transportes Metropolitanos de Lisboa, foi apresentado a técnicos das Câmaras Municipais da área metropolitana de Lisboa, à Área Metropolitana de Lisboa e aos demais serviços da TML, e promete ser uma ferramenta essencial na tomada de decisões nas áreas da mobilidade e da gestão territorial.

No dia 9 de abril, a equipa do IST, liderada pelo Professor Filipe Moura, apresentou na sede da TML o resultado de um projeto dedicado a compreender melhor a Pobreza nos Transportes, um conceito que tem vindo a ganhar peso na União Europeia e que se define como um fenómeno multidimensional que ocorre quando indivíduos ou famílias enfrentam opções de mobilidade limitadas, inacessíveis ou inadequadas, comprometendo o acesso a serviços e oportunidades essenciais.

A TML, que esteve envolvida no projeto através da cedência de dados do Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMMUS), abriu esta apresentação com as palavras do presidente Carlos Humberto de Carvalho: “Estamos de portas abertas a projetos novos. A mobilidade é um direito e temos de garantir que esta se amplia e generaliza.”

O projeto novo em questão nesta sessão, que já está público e acessível aqui, foi então apresentado pela equipa, expondo os conceitos que estão na sua base e a metodologia aplicada na sua construção. Entre outras informações, o público deste workshop ficou a saber que no processo de construção do cálculo do IMPT foram consideradas inúmeras fontes de dados, tais como os Census, os dados dos operadores de transporte ou os já referidos dados do PMMUS, e foram definidos indicadores como a acessibilidade (tempo de acesso a lugares como supermercados ou hospitais), a mobilidade (entendida como tempos médios de deslocações pendulares), a acessibilidade económica (como o rendimento das famílias, encargos com deslocações para o trabalho ou os encargos de habitação) e a segurança rodoviária (considerando totais de acidentes, vítimas e índices de gravidade).

Apresentados os detalhes da metodologia, seguiu-se uma breve interação com o público, onde este foi convidado a responder a um inquérito que media o seu grau de satisfação com a qualidade da mobilidade no seu município. O objetivo seria confrontar esta opinião com os resultados apresentados pelo IMPT. Por fim, esta ferramenta, finalizada e já acessível a quem a queria usar, foi apresentada, exibindo todo o seu potencial. E, sim, a perceção da plateia sobre a mobilidade nos seus municípios encontrou leituras semelhantes quando consultadas na ferramenta.

Ainda sobre pobreza nos transportes, foi apresentado nesta sessão o Projeto Rural Mobility, um projeto da TML integrado no Programa Interreg Europe, que visa contribuir para a melhoria das políticas de transporte rural – onde o serviço é mais deficiente – através da partilha de experiências e boas práticas relacionadas com o transporte a pedido.

Plano de Acessibilidade e Transporte de Pessoas com Deficiência na AML: a implementação

No dia 21 de abril, a TML reuniu as entidades interessadas numa sessão de apresentação e discussão da fase de implementação do Plano de Acessibilidade e Transporte de Pessoas com Deficiência na área metropolitana de Lisboa, um plano “que é de todos”, conforme recordou Catarina Marcelino, Coordenadora do Departamento de Estudos e Planeamento, na apresentação do mesmo.

Será o resultado de muito empenho, de muita persistência e do trabalho conjunto de todas as entidades que levará à concretização do plano agora em fase de implementação, anunciou Carlos Humberto Carvalho, presidente da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, na abertura da sessão.

Partindo desse pressuposto, aconteceu esta reunião que envolveu mais de 50 entidades, entre as quais se contaram a AML, os 18 municípios, o INR – Instituto Nacional da Reabilitação (que agora toma o nome de Instituto para os Direitos das Pessoas com Deficiência), associações representantes de Pessoas com Deficiência, AMT, operadores, gestores de interfaces, EML e IMT.

Para contextualizar, Catarina Marcelino fez um breve resumo do plano, que nasceu “da preocupação de dar acesso aos transportes” a cerca de 10% da população da AML que, segundo o último Censos, tem algum tipo de incapacidade e que, segundo os inquéritos realizados, 32% não usa transporte público. Do plano resultaram sete objetivos específicos (melhoria da capacitação do envolvimento dos stakeholders; melhoria da acessibilidade a interfaces; melhoria das condições do transporte; melhoria da informação ao público; melhoria dos serviços de apoio ao cliente; inovação tecnológica; e sensibilização e formação) que resultaram em várias medidas que se querem agora ver implementadas.

Da parte da TML já há medidas a serem postas em prática, conforme anunciou Catarina Marcelino. São elas as formações técnicas dirigidas aos municípios (já realizadas duas, a sul e a norte do Tejo); o estudo prévio para a adaptação da interface de Setúbal; o projeto-piloto de wayfinding na Gare do Oriente; a adaptação total do site da Carris Metropolitana a pessoas com deficiência visual. Em preparação estão ainda os painéis digitais de informação em tempo real com sistemas sonoros, um guião orientador para a colocação de informação nas paragens e interfaces e a implementação de máquinas de venda acessíveis.

Da parte dos convidados para este encontro houve igualmente manifestações de confiança, como a de Pedro Nave, da Câmara Municipal de Lisboa, que garantiu “a integração destas orientações no Plano de Acessibilidade de Lisboa” ou mesmo de Diogo Martins que, reconhecendo que “estamos todos fartos de ouvir o mesmo”, acredita que “devemos avançar para projetos políticos e técnicos”. Já Paulo Santos, da ACAPO Lisboa, reforçou a necessidade de envolver de igual forma todos os municípios na concretização de todas as ações, assim como sugeriu a representação da IP e da Secretaria de Estado da Ação Social e da Inclusão nestes trabalhos.

A representante do Instituto para os Direitos para as Pessoas com Deficiência, Ana Martins, referiu o trabalho realizado a nível dos Guiões desenvolvidos, que permitiu uma uniformização das orientações nesta área e referiu que foram recentemente publicadas Resoluções de Conselho de Ministros para Estratégia para os Direitos das Pessoas com Deficiência, bem como que está ainda aberto, até ao fim de abril, o questionário para os municípios referente ao Decreto-lei nº 163/2000.

Os próximos passos

Assumidamente “empenhada na execução deste plano”, segundo palavras de Catarina Marcelino e de Sérgio Pinheiro, Diretor do Departamento de Estudos e Planeamento da TML, a autoridade de transportes propõe estabelecer, no prazo de um mês, um Pacto de mobilidade entre a TML, os municípios, os operadores de transporte, os gestores de infraestruturas, as associações de pessoas com deficiência e outras entidades, no sentido de exercerem pressão para a concretização deste plano. Ao mesmo tempo, informou que está a ser desenvolvida uma ferramenta de participação e reporte que será lançada em breve. Ainda no sentido de acompanhar os avanços dos trabalhos, a Comissão de Acompanhamento do Plano propõe novo encontro em outubro, com eventuais reuniões de trabalho mais pequenas e direcionadas em grupos de trabalho, a acontecerem até lá.

Lisboa já tem sete parques navegante®

O sétimo parque de estacionamento em Lisboa que é gratuito para utilizadores do navegante® inaugurou dia 15 de abril, em Carnide, convidando mais automobilistas a deixarem o carro para trás e a seguirem viagem de transporte público ou de bicicleta GIRA.

O parque Condes de Carnide, o novo parque de estacionamento situado “à entrada de Lisboa”, na fronteira entre os concelhos de Lisboa, de Amadora e de Odivelas, tem acessos pela Av. Condes de Carnide e pela Av. Dr. Mário Soares e localiza-se junto à interface de transportes da Pontinha (com acesso a estações do Metro, terminal rodoviário e bicicletas GIRA). A infraestrutura, com 387 lugares de estacionamento, inclui lugares para veículos elétricos e para pessoas com mobilidade reduzida.

Parques navegante®  em expansão

Os três primeiros parques de estacionamento gratuitos para utilizadores do navegante® nasceram em julho de 2024. Hoje são já sete em Lisboa e um em Almada.

Em Lisboa, junto aos eixos de entrada da cidade, com gestão da EMEL e a incentivar a intermodalidade, temos, para além do novo Condes de Carnide, o parque de estacionamento da Ameixoeira; o da Av. de Pádua; o do Colégio Militar; o da Azinhaga da Cidade; o de Telheiras Nascente; e o de Telheiras Poente, sendo os três últimos apenas para residentes nas freguesias do Lumiar e Santa Clara.

Em Almada, a WeMob permite aos utilizadores do cartão navegante® estacionar a custo zero no Parque da Paz, desde que sejam residentes do concelho.

Como funcionam?

Gratuitos os sete dias da semana, mas apenas entre as 7h30 e as 21h00 nos parques de Lisboa, a sua utilização é simples, sendo apenas necessário efetuar o registo na cabine de apoio ao cliente dos parques, a apresentação do passe válido e, em alguns casos, o cartão de cidadão para atestar a residência.

Mais informação sobre a adesão aos Parques navegante em emel.pt e wemob.pt

Campanha contra o vandalismo: “Escolhe marcar a diferença, não o transporte”

Na passada sexta-feira, dia 17 de abril, deu-se o lançamento de uma campanha conjunta que uniu o setor da mobilidade para combater um problema que custa milhões e afeta os passageiros – o vandalismo. 

Divulgada no Dia Mundial do Transporte Público, a iniciativa arrancou com uma forte presença em meios digitais, redes sociais, veículos e estações em toda a área metropolitana de Lisboa. Para este grupo de trabalho, a TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa contribuiu para a criação da imagem da campanha e da landing page, bem como acompanhamento na planificação e organização de todo o projeto.  

Com a assinatura “Escolhe marcar a diferença, não o transporte”, a campanha recorre a uma metáfora imediata — um quarto desarrumado — para aproximar o problema do quotidiano, sobretudo dos mais jovens. A mensagem é clara: o espaço público é um espaço de todos, e todos devemos cuidar dele.  

Vídeo disponível aqui.  

Participaram desta iniciativa a Alsa Grupo S.L.U., a Barraqueiro Transportes, a Carris, a CP-Comboios de Portugal, a Fertagus, o Metropolitano de Lisboa, a Rodoviária de Lisboa, a T.S.T. – Transportes Sul do Tejo, a Transtejo Soflusa, a Viação Alvorada, a Transportes Metropolitanos de Lisboa (enquanto Carris Metropolitana) e a própria Infraestruturas de Portugal, enquanto gestora da infraestrutura ferroviária.  

Qual o impacto do Vandalismo? 

Entre 2023 e 2025, os atos de vandalismo registaram um aumento expressivo, gerando prejuízos diretos que ascendem a 3 milhões de euros. Contudo, o seu impacto vai além dos custos financeiros, traduzindo-se igualmente em atrasos, imobilização de veículos, indisponibilidade de equipamentos, necessidade de reforço das operações de limpeza e numa perceção acrescida de insegurança.  

Por este motivo, esta iniciativa única não termina aqui. Contando com o planeamento de uma segunda fase, com ações diretas em escolas, o grupo de trabalho pretende reforçar o foco nos públicos mais jovens e promover comportamentos responsáveis.