O projeto desenvolvido pelo Instituto Superior Técnico (IST), com o apoio da TML -Transportes Metropolitanos de Lisboa, foi apresentado a técnicos das Câmaras Municipais da área metropolitana de Lisboa, à Área Metropolitana de Lisboa e aos demais serviços da TML, e promete ser uma ferramenta essencial na tomada de decisões nas áreas da mobilidade e da gestão territorial.
No dia 9 de abril, a equipa do IST, liderada pelo Professor Filipe Moura, apresentou na sede da TML o resultado de um projeto dedicado a compreender melhor a Pobreza nos Transportes, um conceito que tem vindo a ganhar peso na União Europeia e que se define como um fenómeno multidimensional que ocorre quando indivíduos ou famílias enfrentam opções de mobilidade limitadas, inacessíveis ou inadequadas, comprometendo o acesso a serviços e oportunidades essenciais.
A TML, que esteve envolvida no projeto através da cedência de dados do Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMMUS), abriu esta apresentação com as palavras do presidente Carlos Humberto de Carvalho: “Estamos de portas abertas a projetos novos. A mobilidade é um direito e temos de garantir que esta se amplia e generaliza.”

O projeto novo em questão nesta sessão, que já está público e acessível aqui, foi então apresentado pela equipa, expondo os conceitos que estão na sua base e a metodologia aplicada na sua construção. Entre outras informações, o público deste workshop ficou a saber que no processo de construção do cálculo do IMPT foram consideradas inúmeras fontes de dados, tais como os Census, os dados dos operadores de transporte ou os já referidos dados do PMMUS, e foram definidos indicadores como a acessibilidade (tempo de acesso a lugares como supermercados ou hospitais), a mobilidade (entendida como tempos médios de deslocações pendulares), a acessibilidade económica (como o rendimento das famílias, encargos com deslocações para o trabalho ou os encargos de habitação) e a segurança rodoviária (considerando totais de acidentes, vítimas e índices de gravidade).

Apresentados os detalhes da metodologia, seguiu-se uma breve interação com o público, onde este foi convidado a responder a um inquérito que media o seu grau de satisfação com a qualidade da mobilidade no seu município. O objetivo seria confrontar esta opinião com os resultados apresentados pelo IMPT. Por fim, esta ferramenta, finalizada e já acessível a quem a queria usar, foi apresentada, exibindo todo o seu potencial. E, sim, a perceção da plateia sobre a mobilidade nos seus municípios encontrou leituras semelhantes quando consultadas na ferramenta.
Ainda sobre pobreza nos transportes, foi apresentado nesta sessão o Projeto Rural Mobility, um projeto da TML integrado no Programa Interreg Europe, que visa contribuir para a melhoria das políticas de transporte rural – onde o serviço é mais deficiente – através da partilha de experiências e boas práticas relacionadas com o transporte a pedido.