Mês: Fevereiro 2022

Conselho das Tecnologias reforça aposta na integração plena da mobilidade na AML até 2026

A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) reuniu as administrações de todos os operadores de transporte da Área Metropolitana de Lisboa (AML), numa sessão do Conselho Consultivo das Tecnologias para a Mobilidade que contou com a presença da Secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias. O foco foi claro: acelerar a integração total do sistema metropolitano até 2026.

Integração: mais do que tecnologia, uma mudança estrutural

A palavra-chave da reunião foi integração, entendida em várias dimensões.

Integração entre operadores e modos: garantir que autocarros, metro, comboios e transporte fluvial funcionam como um sistema único do ponto de vista do passageiro, independentemente do operador.

Integração tecnológica: através da consolidação da API-APEX, uma biblioteca de software, que permitirá harmonizar validações, títulos e regras tarifárias. Já foram desenvolvidas dezenas de versões adaptadas às realidades operacionais, sendo necessário:

  • Normalizar identificadores de linhas, paragens e percursos;
  • Adaptar os ficheiros GTFS (formato de dados criado pela Google utilizado mundialmente para partilhar informações de transporte público) ao modelo definido pela TML;
  • Rever o mapeamento de títulos e regras tarifárias, atualmente diferentes entre operadores;
  • Atualizar sistemas centrais e, em alguns casos, substituir hardware.

O compromisso assumido é ter as principais funcionalidades da API-APEX operacionais até ao final do primeiro semestre.

Integração tarifária e de pagamentos: A expansão do pagamento com cartão bancário é uma das peças-chave. Alguns operadores já estão integrados e a meta é que quase todos possam aceitar este método até ao final do ano. Está em estudo um piloto que permitirá utilizar o Cartão de Cidadão como meio de validação.

Integração com o Cartão de Cidadão: O Cartão de Cidadão foi incluído como requisito no projeto tecnológico. A TML está a trabalhar no lançamento de um projeto-piloto em articulação com a ARTE – Agência para a Reforma Tecnológica do Estado, para testar a viabilidade da sua utilização como meio de validação no transporte público. O objetivo é perceber se a solução pode funcionar de forma eficaz numa área metropolitana e, posteriormente, ser replicável noutras regiões do país.

Integração da informação em tempo real: A generalização da recolha e disponibilização de dados operacionais é considerada essencial. A plataforma GO da TML, já utilizada pela Carris Metropolitana, permite monitorizar atrasos, antecipar supressões e disponibilizar estimativas dinâmicas aos passageiros, devendo ser alargada a outras autoridades.

Integração territorial: A TML está também a trabalhar com outras regiões, como Aveiro, Tâmega e Vouga, Madeira e Coimbra, preparando soluções tecnológicas que permitam interoperabilidade futura entre áreas metropolitanas e comunidades intermunicipais.

Uniformização como condição de sucesso: Um dos pontos mais enfatizados foi a necessidade de uniformizar regras, metodologias e processos de venda e pós-venda numa única plataforma. A coexistência de regras distintas entre operadores é hoje um dos principais entraves à plena interoperabilidade.

Cristina Pinto Dias sublinhou que o setor dispõe de financiamento significativo e que a modernização tecnológica é determinante não só para melhorar o serviço, mas também para cumprir metas de descarbonização associadas aos fundos comunitários.

A ambição é clara: até 2026, a mobilidade na AML deverá funcionar de forma integrada, simples e transparente para o passageiro, com tecnologia invisível, mas determinante, a suportar toda a operação.

Plano de atividades e orçamento da TML aprovado por unanimidade no Conselho Metropolitano de Lisboa

Na manhã do dia 26 de fevereiro, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, em Loures, o Conselho Metropolitano de Lisboa reuniu para, entre outros, apreciar o plano de atividades e orçamento da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa relativo a 2026, que foi aprovado por unanimidade.

À reunião descentralizada do Conselho Metropolitano de Lisboa, que juntou em Loures os presidentes das câmaras municipais dos 18 municípios que integram a área metropolitana de Lisboa, a TML levou para apreciação e aprovação o seu plano de atividades e orçamento para 2026, a proposta de alteração dos Estatutos da TML e ainda a deliberação relativa à autorização de dispensa da TML do cumprimento do princípio da unidade de tesouraria. Todas as propostas foram aprovadas por unanimidade pelo Conselho Metropolitano de Lisboa.

No seu 5.º aniversário, a TML reforça papel estratégico na mobilidade de 2,8 milhões de pessoas

A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) assinala cinco anos de atividade, consolidando o seu papel como entidade responsável pela organização, planeamento e gestão do sistema integrado de transportes públicos na Área Metropolitana de Lisboa.

Criada com a missão de gerir o sistema tarifário e de bilhética na região e de estruturar e coordenar o transporte público rodoviário, a TML afirma-se hoje como autoridade metropolitana nestas duas áreas estratégicas. Ao longo destes cinco anos, o seu trabalho tem impactado diariamente cerca de 2,8 milhões de pessoas que vivem e circulam nos 18 municípios da área metropolitana de Lisboa, assegurando um sistema mais simples, coerente e eficiente.

Entre os marcos mais importantes deste percurso destaca-se o navegante®, elemento central da política tarifária metropolitana. Mais do que um passe mensal, o navegante consolidou a gestão integrada da bilhética, uniformizou tarifas, simplificou processos e reforçou a acessibilidade ao transporte público, afirmando-se como um instrumento essencial de serviço público e de coesão territorial.

A implementação da Carris Metropolitana constituiu outro momento decisivo, ao alinhar o transporte rodoviário de 15 dos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa sob uma identidade comum, promovendo maior integração operacional, informação mais clara e padrões de serviço harmonizados.

Ao longo destes cinco anos, a TML liderou instrumentos estratégicos como o Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável, posicionando a região na linha da frente das políticas de mobilidade sustentável, inovação tecnológica e transição climática.

A aposta contínua na digitalização, na desmaterialização e na modernização do sistema tem reforçado a eficiência da operação e a confiança dos cidadãos no transporte público enquanto eixo estruturante e essencial da mobilidade metropolitana.

Cinco anos depois da sua criação, a TML reafirma o compromisso de continuar a desenvolver um sistema de transportes mais integrado, sustentável e centrado nas pessoas, consolidando a sua posição como referência nacional na governação metropolitana da mobilidade.

Este aniversário é também um momento de reconhecimento: das equipas que diariamente contribuem para esta missão, dos parceiros institucionais e operacionais, e de todos os utilizadores que confiam no transporte público metropolitano.

Reunião mensal do Conselho de Mobilidade Metropolitana

Realizou-se hoje, nas instalações da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML), a reunião do Conselho de Mobilidade Metropolitana da Área Metropolitana de Lisboa (AML), com a participação dos representantes dos 18 municípios da região.

A sessão decorreu no âmbito das competências deste órgão consultivo, responsável pela promoção da articulação institucional e pelo acompanhamento das matérias relacionadas com a mobilidade e o transporte na área metropolitana.

Esta foi a primeira reunião do Conselho de Mobilidade Metropolitana que contou com a participação do novo Conselho de Administração da TML. Entre os presentes esteve Carlos Humberto de Carvalho, anterior Primeiro-Secretário Metropolitano da Área Metropolitana de Lisboa, que participou agora na qualidade de Presidente do Conselho de Administração da TML. A sua experiência na governação metropolitana representa um fator importante de continuidade e reforço da articulação entre os municípios e a empresa responsável pela coordenação do sistema de transportes.

Durante a reunião foram apresentados diversos temas estratégicos, incluindo a evolução do sistema navegante, a integração de sistemas com referências aos principais projetos em desenvolvimento, o funcionamento da API/APEX e do navegante n dias, bem como o balanço geral e por área da Carris Metropolitana. Foram ainda discutidos estudos e projetos em desenvolvimento na TML, consolidando o acompanhamento das iniciativas que visam melhorar a mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa.

O encontro enquadrou-se no calendário regular de reuniões, reforçando o espaço de diálogo e concertação entre os municípios e a entidade metropolitana responsável pela mobilidade na região.

A TML saúda Luís Cabaço Martins, reconduzido na presidência da ANTROP

Na quarta-feira, dia 10 de fevereiro, Luís Cabaço Martins tomou posse para um novo mandato como Presidente da ANTROP – Associação Nacional de Transportes de Passageiros.

Para o triénio 2026-2028, Luís Cabaço Martins é acompanhado, no Conselho Directivo, por Sónia Ferreira (da Rodoviária do Tejo), Mauro Lillo (Transdev Interior), Jorge Santos (Rodonorte) e Juan Piña (Alsa Todi), que assumem a vice-presidência.

Na Mesa da Assembleia Geral estarão José Eduardo Caramalho (Valpi Bus), como presidente, Pedro Curvo de Deus (Rodoviária do Alentejo), como vice-presidente, e Miguel Nogueira (AV Tâmega), como secretário.

O Conselho Fiscal será liderado por Luiz Costa (José Alves & Filhos) e o Conselho Técnico por Oswaldo Moreno (Rodoviária do Tejo).

A cerimónia de tomada de posse dos Corpos Sociais da ANTROP contou com a presença da Secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias.