A TML inclui no seu Plano de Formação a temática específica relativa ao Regime Geral de Prevenção da Corrupção, dirigida aos respetivos dirigentes e trabalhadores, tendo elaborado um Programa de Formação Interna sobre a matéria de prevenção da corrupção, no qual está prevista a realização anualmente de várias sessões formativas, preferencialmente em formato e-learning, para que os dirigentes e trabalhadores(as) da empresa conheçam e compreendam as políticas e procedimentos de prevenção da corrupção e infrações conexas implementados.
Sem prejuízo de o programa formativo incluir um conteúdo mais genérico, de base, que inclui os instrumentos em vigor na TML, que compõem o Programa de Cumprimento Normativo, haverá também conteúdos específicos, tendo em conta o perfil hierárquico dos destinatários e as diferentes áreas funcionais dos departamentos integrantes da empresa, consoante a sua organização interna. Prevê-se ainda que a dinamização das sessões engobe uma parte teórica, que versa sobre as componentes comportamental e normativa, e uma parte prática, que inclui a componente de trabalho e reflexão em grupo.
O Programa instituído não prejudica a realização de outras formações, de caráter externo, sobre a temática de compliance para prevenção da corrupção, podendo ainda ser efetuadas periodicamente divulgações internas sobre estas temáticas para maior sensibilização dos(as) trabalhadores(as).
A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) reuniu as administrações de todos os operadores de transporte da Área Metropolitana de Lisboa (AML), numa sessão do Conselho Consultivo das Tecnologias para a Mobilidade que contou com a presença da Secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias. O foco foi claro: acelerar a integração total do sistema metropolitano até 2026.
Integração: mais do que tecnologia, uma mudança estrutural
A palavra-chave da reunião foi integração, entendida em várias dimensões.
Integração entre operadores e modos: garantir que autocarros, metro, comboios e transporte fluvial funcionam como um sistema único do ponto de vista do passageiro, independentemente do operador.
Integração tecnológica: através da consolidação da API-APEX, uma biblioteca de software, que permitirá harmonizar validações, títulos e regras tarifárias. Já foram desenvolvidas dezenas de versões adaptadas às realidades operacionais, sendo necessário:
Normalizar identificadores de linhas, paragens e percursos;
Adaptar os ficheiros GTFS (formato de dados criado pela Google utilizado mundialmente para partilhar informações de transporte público) ao modelo definido pela TML;
Rever o mapeamento de títulos e regras tarifárias, atualmente diferentes entre operadores;
Atualizar sistemas centrais e, em alguns casos, substituir hardware.
O compromisso assumido é ter as principais funcionalidades da API-APEX operacionais até ao final do primeiro semestre.
Integração tarifária e de pagamentos: A expansão do pagamento com cartão bancário é uma das peças-chave. Alguns operadores já estão integrados e a meta é que quase todos possam aceitar este método até ao final do ano. Está em estudo um piloto que permitirá utilizar o Cartão de Cidadão como meio de validação.
Integração com o Cartão de Cidadão: O Cartão de Cidadão foi incluído como requisito no projeto tecnológico. A TML está a trabalhar no lançamento de um projeto-piloto em articulação com a ARTE – Agência para a Reforma Tecnológica do Estado, para testar a viabilidade da sua utilização como meio de validação no transporte público. O objetivo é perceber se a solução pode funcionar de forma eficaz numa área metropolitana e, posteriormente, ser replicável noutras regiões do país.
Integração da informação em tempo real: A generalização da recolha e disponibilização de dados operacionais é considerada essencial. A plataforma GO da TML, já utilizada pela Carris Metropolitana, permite monitorizar atrasos, antecipar supressões e disponibilizar estimativas dinâmicas aos passageiros, devendo ser alargada a outras autoridades.
Integração territorial: A TML está também a trabalhar com outras regiões, como Aveiro, Tâmega e Vouga, Madeira e Coimbra, preparando soluções tecnológicas que permitam interoperabilidade futura entre áreas metropolitanas e comunidades intermunicipais.
Uniformização como condição de sucesso: Um dos pontos mais enfatizados foi a necessidade de uniformizar regras, metodologias e processos de venda e pós-venda numa única plataforma. A coexistência de regras distintas entre operadores é hoje um dos principais entraves à plena interoperabilidade.
Cristina Pinto Dias sublinhou que o setor dispõe de financiamento significativo e que a modernização tecnológica é determinante não só para melhorar o serviço, mas também para cumprir metas de descarbonização associadas aos fundos comunitários.
A ambição é clara: até 2026, a mobilidade na AML deverá funcionar de forma integrada, simples e transparente para o passageiro, com tecnologia invisível, mas determinante, a suportar toda a operação.
Na manhã do dia 26 de fevereiro, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, em Loures, o Conselho Metropolitano de Lisboa reuniu para, entre outros, apreciar o plano de atividades e orçamento da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa relativo a 2026, que foi aprovado por unanimidade.
À reunião descentralizada do Conselho Metropolitano de Lisboa, que juntou em Loures os presidentes das câmaras municipais dos 18 municípios que integram a área metropolitana de Lisboa, a TML levou para apreciação e aprovação o seu plano de atividades e orçamento para 2026, a proposta de alteração dos Estatutos da TML e ainda a deliberação relativa à autorização de dispensa da TML do cumprimento do princípio da unidade de tesouraria. Todas as propostas foram aprovadas por unanimidade pelo Conselho Metropolitano de Lisboa.
A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) assinala cinco anos de atividade, consolidando o seu papel como entidade responsável pela organização, planeamento e gestão do sistema integrado de transportes públicos na Área Metropolitana de Lisboa.
Criada com a missão de gerir o sistema tarifário e de bilhética na região e de estruturar e coordenar o transporte público rodoviário, a TML afirma-se hoje como autoridade metropolitana nestas duas áreas estratégicas. Ao longo destes cinco anos, o seu trabalho tem impactado diariamente cerca de 2,8 milhões de pessoas que vivem e circulam nos 18 municípios da área metropolitana de Lisboa, assegurando um sistema mais simples, coerente e eficiente.
Entre os marcos mais importantes deste percurso destaca-se o navegante®, elemento central da política tarifária metropolitana. Mais do que um passe mensal, o navegante consolidou a gestão integrada da bilhética, uniformizou tarifas, simplificou processos e reforçou a acessibilidade ao transporte público, afirmando-se como um instrumento essencial de serviço público e de coesão territorial.
A implementação da Carris Metropolitana constituiu outro momento decisivo, ao alinhar o transporte rodoviário de 15 dos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa sob uma identidade comum, promovendo maior integração operacional, informação mais clara e padrões de serviço harmonizados.
Ao longo destes cinco anos, a TML liderou instrumentos estratégicos como o Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável, posicionando a região na linha da frente das políticas de mobilidade sustentável, inovação tecnológica e transição climática.
A aposta contínua na digitalização, na desmaterialização e na modernização do sistema tem reforçado a eficiência da operação e a confiança dos cidadãos no transporte público enquanto eixo estruturante e essencial da mobilidade metropolitana.
Cinco anos depois da sua criação, a TML reafirma o compromisso de continuar a desenvolver um sistema de transportes mais integrado, sustentável e centrado nas pessoas, consolidando a sua posição como referência nacional na governação metropolitana da mobilidade.
Este aniversário é também um momento de reconhecimento: das equipas que diariamente contribuem para esta missão, dos parceiros institucionais e operacionais, e de todos os utilizadores que confiam no transporte público metropolitano.