Programa de Formação Interna – Transportes Metropolitanos de Lisboa

Programa de Formação Interna

A TML inclui no seu Plano de Formação a temática específica relativa ao Regime Geral de Prevenção da Corrupção, dirigida aos respetivos dirigentes e trabalhadores, tendo elaborado um Programa de Formação Interna sobre a matéria de prevenção da corrupção, no qual está prevista a realização anualmente de várias sessões formativas, preferencialmente em formato e-learning, para que os dirigentes e trabalhadores(as) da empresa conheçam e compreendam as políticas e procedimentos de prevenção da corrupção e infrações conexas implementados.

Sem prejuízo de o programa formativo incluir um conteúdo mais genérico, de base, que inclui os instrumentos em vigor na TML, que compõem o Programa de Cumprimento Normativo, haverá também conteúdos específicos, tendo em conta o perfil hierárquico dos destinatários e as diferentes áreas funcionais dos departamentos integrantes da empresa, consoante a sua organização interna. Prevê-se ainda que a dinamização das sessões engobe uma parte teórica, que versa sobre as componentes comportamental e normativa, e uma parte prática, que inclui a componente de trabalho e reflexão em grupo. 

O Programa instituído não prejudica a realização de outras formações, de caráter externo, sobre a temática de compliance para prevenção da corrupção, podendo ainda ser efetuadas periodicamente divulgações internas sobre estas temáticas para maior sensibilização dos(as) trabalhadores(as).

Noticias da TML

A DHL certificou a operação logística da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) como mais sustentável, no âmbito da utilização do serviço GoGreen Plus, relativo ao ano de 2025.

A distinção reconhece a redução de emissões de carbono associadas ao transporte aéreo de mercadorias realizado com apoio da DHL ao longo do período de 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2025. O desempenho foi auditado por uma entidade independente, a SGS, que validou os dados de emissões e as reduções alcançadas através da utilização de combustível sustentável de aviação (SAF).

O serviço GoGreen Plus assenta na substituição parcial de combustíveis fósseis por SAF, permitindo uma redução significativa das emissões de gases com efeito de estufa ao longo do ciclo de vida do transporte (well-to-wheel). Este modelo integra-se na estratégia da DHL para a descarbonização progressiva da cadeia logística, através da utilização de combustíveis certificados, rastreáveis e com impacto mensurável nas emissões associadas aos âmbitos Scope 1 e Scope 3.

Para a TML, esta certificação representa o reconhecimento externo do seu compromisso com critérios ESG e com a sustentabilidade operacional, ao integrar soluções logísticas de menor impacto carbónico nas suas operações.

A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) reuniu com as áreas de educação dos diferentes municípios da Área Metropolitana de Lisboa (AML) para apresentar soluções de mobilidade escolar que reforçam a integração entre escolas, famílias e transportes públicos.


Entre os projetos apresentados esteve o cartão “navegante escola”, já adotado em municípios como Cascais e Oeiras. Além de permitir a validação nos transportes públicos, este cartão funciona também como cartão escolar, possibilitando o controlo de entradas e saídas dos alunos nas escolas, contribuindo para uma maior segurança e eficiência na gestão do dia a dia escolar.

Durante a sessão foi igualmente apresentado o projeto “Mini Passageiros”, implementado em 2025, que já chegou a 12 escolas e a cerca de 600 crianças. A iniciativa pretende sensibilizar os mais novos para hábitos de mobilidade mais sustentáveis desde o início do seu percurso escolar, promovendo uma maior utilização do transporte público e uma consciência ambiental mais ativa.

A TML destacou ainda a importância da App navegante como ferramenta de apoio à utilização do transporte público. A aplicação permite um acesso mais ágil e simples aos serviços de mobilidade, sendo considerada um instrumento fundamental para aproximar os alunos e as respetivas famílias das soluções de transporte disponíveis na região metropolitana.

Com esta iniciativa, a TML reforça a colaboração com os municípios da AML na promoção de uma mobilidade mais integrada, sustentável e adaptada às necessidades da comunidade escolar.

Durante o mês de maio, as instalações da Transportes Metropolitanos de Lisboa receberam mais uma edição da “Mobilidade Mais Talks”, iniciativa promovida pela revista Eurotransporte dedicada à reflexão sobre os desafios da mobilidade e do transporte público em Portugal.

Nesta sessão, o convidado foi Carlos Humberto Carvalho, numa conversa moderada por Sandra Lameiras, marcada por uma reflexão profunda sobre integração tarifária, crescimento da procura, digitalização, sustentabilidade e o futuro das áreas metropolitanas.

Logo no início da conversa, Carlos Humberto Carvalho deixou uma ideia estruturante sobre a evolução dos sistemas de mobilidade:

“Chegamos aqui com muitos momentos de inovação. O novo substitui o velho mas não nasce do nada. Nasce do conhecimento anterior.”

Numa reflexão sobre cidades inteligentes e planeamento urbano, destacou ainda que a tecnologia só faz sentido quando coloca as pessoas no centro:

“Em todas as épocas da história houve cidades inteligentes. O mais importante é que tenham em consideração o ser humano.”

O navegante® e a democratização do acesso ao transporte

Um dos momentos centrais da conversa foi a transformação provocada pela integração tarifária e pelo passe navegante®.

Carlos Humberto Carvalho recordou que, antes da implementação do novo modelo tarifário, uma parte muito significativa da população da Área Metropolitana de Lisboa não utilizava regularmente transporte público por razões económicas.

“O navegante® democratizou o acesso ao transporte público.”

A medida ampliou não apenas o acesso à mobilidade, mas também o acesso a outros direitos fundamentais, num momento em que muitas famílias ganharam maior disponibilidade financeira. Ao mesmo tempo, alertou para os novos padrões de procura:

  • crescimento da utilização fora das horas de ponta tradicionais;
  • maior pressão nas deslocações suburbanas;
  • impacto da crise da habitação na mobilidade metropolitana.

“Temos mais turistas em Lisboa, as famílias deixam de conseguir viver em Lisboa. Isso cria problemas para a sociedade também em termos de transporte.”

Mais integração, mais informação e melhor articulação

Ao longo da sessão, ficou clara a ideia de que a integração tarifária foi apenas o primeiro passo.

“Demorámos muito tempo a perceber que a integração tarifária era essencial.”

Para o presidente da TML, a próxima fase passa pela integração operacional e informativa:

“A integração não deve ser só através da bilhética, mas também da informação de horários e de articulação.”

Nesse sentido, anunciou que no início de junho será disponibilizada informação em tempo real sobre o transporte público metropolitano.

A digitalização foi outro dos temas fortes da conversa. Carlos Humberto Carvalho explicou que a TML evoluiu rapidamente para uma dimensão tecnológica e de inovação:

“A TML foi construída como uma empresa de transporte e mobilidade mas hoje é uma empresa tecnológica e de inovação.”

Atualmente, a empresa já utiliza algoritmos de previsão baseados em padrões de utilização e inferência de procura para melhorar o planeamento operacional.

Crescimento da procura e necessidade de mais capacidade

A sessão ficou também marcada pela referência aos novos recordes da Carris Metropolitana.

“Na semana passada, quarta-feira, foi o dia em que transportámos mais gente desde sempre: 785 mil passageiros.”

Apesar do crescimento, Carlos Humberto Carvalho deixou um alerta claro: os autocarros, por si só, não conseguem responder à totalidade da procura metropolitana.

“Os comboios e os barcos são essenciais. Os autocarros não são suficientes para a procura.”

Defendeu ainda a necessidade de investir mais em corredores dedicados ao transporte coletivo e em sistemas inteligentes de semaforização:

“Temos autocarros de cinco em cinco minutos que ficam parados no trânsito.”

Sustentabilidade financeira e próxima geração de contratos

Outro dos grandes temas abordados foi a sustentabilidade do sistema de transporte público.

Carlos Humberto Carvalho defendeu a manutenção da integração tarifária e da acessibilidade social, mas alertou para os riscos de modelos de gratuitidade sem compensação financeira adequada.

“Precisamos de garantir a manutenção do valor do passe e, ao mesmo tempo, mais transporte.”

Sobre a Carris Metropolitana, reconheceu os enormes desafios associados ao arranque da operação:

  • escassez de motoristas;
  • aumento dos custos laborais;
  • subida do preço dos combustíveis;
  • necessidade de maior flexibilidade contratual.

Segundo explicou, a segunda geração de contratos metropolitanos exigirá:

  • maior capacidade de fiscalização;
  • melhor informação ao público;
  • automatização de mecanismos de ajustamento de custos;
  • reforço da monitorização operacional.

“Chegámos à conclusão de que a fiscalização tem de ser nossa.”

Inclusão, interfaces e visão de futuro

A digitalização trouxe também novos desafios sociais. O presidente da TML reconheceu dificuldades dos operadores em garantir informação acessível para todos os públicos, especialmente para os mais idosos.

Defendeu ainda modelos mais integrados de atendimento ao público, incluindo lojas únicas de mobilidade.

Outro dos grandes desafios identificados foi a pressão sobre os interfaces metropolitanos, com destaque para:

  • Gare do Oriente;
  • Algés;
  • Setúbal.

A TML está atualmente a trabalhar com a Infraestruturas de Portugal na gestão do terminal rodoviário da Gare do Oriente.

No encerramento, Carlos Humberto Carvalho deixou uma reflexão mais ampla sobre o futuro da sociedade, da mobilidade e da democracia:

“Temos de construir um modelo de sociedade.”

E concluiu com uma mensagem fortemente humanista:

“As pessoas têm de estar sempre em primeiro lugar.”