Nova infraestrutura permitirá estacionar bicicletas pessoais em segurança nas interfaces de transportes da Área Metropolitana de Lisboa, promovendo a intermodalidade entre bicicleta e transporte público.
A TML - Transportes Metropolitanos de Lisboa lançou hoje o Concurso Público n.º CPI02/2026 para a criação da Rede de Bicicletários navegante®, um projeto que prevê a instalação de 57 parques seguros para bicicletas em interfaces de transporte da Área Metropolitana de Lisboa (AML), promovendo a articulação entre a bicicleta e o transporte público.
O concurso contempla o fornecimento, instalação, parametrização e manutenção dos bicicletários, bem como o desenvolvimento do sistema de controlo de acessos e monitorização da rede. O investimento tem um preço base de 1,36 milhões de euros.
Os Bicicletários navegante® serão estruturas modulares de acesso condicionado, concebidas para que os utilizadores possam estacionar a sua bicicleta pessoal em segurança e prosseguir a viagem em transporte público. O sistema terá regras de utilização uniformes em toda a Área Metropolitana de Lisboa e permitirá que os clientes com passe navegante® válido utilizem o serviço gratuitamente.
A nova rede pretende responder a uma das principais barreiras à utilização quotidiana da bicicleta: a disponibilidade de estacionamento seguro nas interfaces de transporte.
Ao criar estas infraestruturas, a TML pretende incentivar cadeias de viagem que combinem bicicleta e transporte público, contribuindo para reduzir a dependência do automóvel nas deslocações diárias.
Além de reforçar a intermodalidade, o projeto permitirá alargar significativamente a área de influência das interfaces de transporte. Enquanto as deslocações pedonais cobrem, em média, um raio de cerca de 1,5 quilómetros, a utilização da bicicleta permite estender esse alcance para entre cinco e oito quilómetros, aumentando o número de pessoas com acesso cómodo ao transporte público.
A rede será distribuída pelos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa, assegurando que todos os concelhos disponham, pelo menos, de um bicicletário. Nesta primeira fase serão instaladas 57 infraestruturas: 15 em Lisboa, seis em Sintra, cinco em Cascais, cinco em Oeiras, quatro em Odivelas, três em Almada, duas na Amadora, Barreiro, Mafra, Moita, Palmela, Seixal e Vila Franca de Xira, e uma em Alcochete, Loures, Montijo, Sesimbra e Setúbal.
A seleção das localizações resultou de uma avaliação das 263 interfaces identificadas no Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMMUS), tendo sido considerados critérios como a proximidade à rede ciclável existente e prevista, a procura de cada interface e a oferta de transporte público. A definição final dos locais foi realizada em articulação com os municípios e com a Infraestruturas de Portugal (IP), parceiros da iniciativa.
A Rede de Bicicletários navegante® complementa os sistemas de bicicletas públicas já existentes na região. Enquanto esses sistemas se destinam sobretudo a utilizadores sem bicicleta própria, a nova rede responde às necessidades de quem pretende utilizar a sua bicicleta nas deslocações diárias, combinando-a com o transporte público. A integração com o passe navegante® permitirá, no futuro, facilitar cadeias de mobilidade cada vez mais simples e sustentáveis.
O projeto integra as medidas previstas no Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável da Área Metropolitana de Lisboa para reforçar a utilização dos modos ativos e do transporte público e contribuir para uma mobilidade mais sustentável na região.
O investimento será assegurado pela TML, em parceria com a Infraestruturas de Portugal e os municípios envolvidos, estando igualmente prevista a candidatura do projeto a financiamento através do Portugal 2030.