Programa de Formação Interna

A TML inclui no seu Plano de Formação a temática específica relativa ao Regime Geral de Prevenção da Corrupção, dirigida aos respetivos dirigentes e trabalhadores, tendo elaborado um Programa de Formação Interna sobre a matéria de prevenção da corrupção, no qual está prevista a realização anualmente de várias sessões formativas, preferencialmente em formato e-learning, para que os dirigentes e trabalhadores(as) da empresa conheçam e compreendam as políticas e procedimentos de prevenção da corrupção e infrações conexas implementados.

Sem prejuízo de o programa formativo incluir um conteúdo mais genérico, de base, que inclui os instrumentos em vigor na TML, que compõem o Programa de Cumprimento Normativo, haverá também conteúdos específicos, tendo em conta o perfil hierárquico dos destinatários e as diferentes áreas funcionais dos departamentos integrantes da empresa, consoante a sua organização interna. Prevê-se ainda que a dinamização das sessões engobe uma parte teórica, que versa sobre as componentes comportamental e normativa, e uma parte prática, que inclui a componente de trabalho e reflexão em grupo. 

O Programa instituído não prejudica a realização de outras formações, de caráter externo, sobre a temática de compliance para prevenção da corrupção, podendo ainda ser efetuadas periodicamente divulgações internas sobre estas temáticas para maior sensibilização dos(as) trabalhadores(as).

Noticias da TML

Fiabilidade, informação, digitalização e integração foram alguns dos temas em destaque na mesa-redonda “Transportes públicos e mobilidade partilhada”, que reuniu diferentes operadores e entidades de mobilidade no Banco de Portugal, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade.

Como é que evoluiu a mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa? O que pode ser feito para tornar as deslocações mais simples e previsíveis? E como incentivar mais pessoas a experimentar e utilizar os transportes públicos?

Estas foram algumas das questões debatidas na manhã de 17 de setembro, no Edifício Marconi do Banco de Portugal, em Lisboa, numa sessão com participação presencial e online. A mesa-redonda contou com a apresentação e o encerramento de Ana Fontoura, do Banco de Portugal, e foi moderada por Filipa Studer, responsável de Marketing e Relações Públicas da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa.

Participaram no debate Ana Oliveira, Diretora do Departamento de Gestão Operacional da TML, que gere a Carris Metropolitana; António Rapoula, Diretor de Comunicação e Marketing da EMEL; André Peres, Chefe de Departamento de Estudos, Projetos e Desenvolvimento de Negócio do Metropolitano de Lisboa; Catarina Dias, Diretora de Cliente da Carris; Raquel Santos, Diretora Comercial da Fertagus; e Zita Carvalho, Diretora Comercial da CP.

Uma viagem, vários modos de transporte

A abrir a sessão, Filipa Studer sublinhou que “falar de mobilidade metropolitana é falar de um sistema coletivo, onde o resultado final é partilhado”. Para quem se desloca, a viagem não é feita por um único operador ou meio de transporte: pode combinar autocarro, metro, comboio, bicicleta ou estacionamento, sendo essa combinação que constitui a experiência de mobilidade.

A evolução recente dos diferentes serviços mostra mudanças significativas nesse sentido. No Metropolitano de Lisboa, André Peres destacou o aumento da fiabilidade do serviço, associado ao investimento em equipamentos. Na Carris, Catarina Dias salientou a transformação do próprio serviço de autocarros, enquanto Ana Oliveira apontou, na Carris Metropolitana, o esforço de adaptar a oferta às necessidades dos clientes, disponibilizar informação em tempo real e recolher o seu feedback.

Também na CP se tem verificado uma mudança de perspetiva, com a empresa a assumir o objetivo de colocar o cliente no centro da sua atividade. Para Zita Carvalho, esta mudança de paradigma passa também pela digitalização.

Na Fertagus, Raquel Santos destacou o impacto da redução tarifária no aumento da procura, salientando igualmente a vantagem dos tempos de viagem face ao automóvel em determinados percursos e o trabalho desenvolvido para proporcionar melhores condições aos clientes.

Já António Rapoula apresentou o papel da EMEL na mobilidade pendular, destacando a implementação dos Parques navegante® e o contributo das receitas do estacionamento para o financiamento de outras soluções e serviços de mobilidade em Lisboa, como a gestão semafórica e as bicicletas GIRA.

Da bilhética integrada à informação integrada

Se a deslocação pode envolver vários modos e operadores, como garantir que o passageiro não sinta que está a mudar de sistema a cada etapa da viagem?

O navegante® foi apontado como um dos principais instrumentos de integração. A existência de uma solução comum de bilhética permite ao utilizador encarar diferentes serviços como partes de uma mesma rede. O próximo passo passa por reforçar também a integração da informação.

Nesse sentido, Ana Oliveira revelou que a TML está a desenvolver um planeador de viagem integrado na App navegante®, com o objetivo de dar maior confiança ao passageiro e facilitar a escolha e combinação dos diferentes modos de transporte.

Para Zita Carvalho, depois do esforço desenvolvido na coordenação da bilhética, é necessário continuar esse trabalho ao nível da comunicação. Uma ideia partilhada por vários participantes: a informação é essencial para tornar a viagem previsível.

Raquel Santos destacou a importância de disponibilizar informação ao longo da jornada do cliente. António Rapoula deu como exemplo a GIRA, cuja articulação com o navegante® permite responder às necessidades do chamado last mile, ligando diferentes momentos da deslocação.

Catarina Dias sublinhou o dever dos operadores de informar e de contribuir para que o transporte público seja mais previsível, complementando a informação disponibilizada pelos restantes intervenientes no sistema de mobilidade.

Experimentar para mudar hábitos

No final, a discussão centrou-se numa questão essencial: como convencer mais pessoas a optar pelos transportes públicos?

Tempo, custo e qualidade de vida foram alguns dos argumentos apontados. Para André Peres, utilizar transportes públicos pode significar poupar tempo e dinheiro e trazer benefícios para a saúde. Catarina Dias destacou a possibilidade de o transporte público combinado constituir, em si mesmo, uma escolha de mobilidade.

Para Raquel Santos, a experiência é também uma forma de alterar hábitos: experimentar um determinado percurso e perceber que funciona pode levar a uma utilização regular.

A importância de ouvir os utilizadores voltou a ser sublinhada por Ana Oliveira, que destacou o trabalho das equipas que diariamente procuram melhorar o serviço e valorizou o contributo do feedback dos passageiros.

A fechar, António Rapoula deixou um desafio aos participantes: ter a “coragem de experimentar” a bicicleta em Lisboa, tal como muitos fazem quando viajam para outras cidades.

Mais do que escolher entre diferentes meios, a discussão mostrou que o futuro da mobilidade passa pela capacidade de os integrar numa experiência de viagem simples, previsível e centrada nas necessidades de quem se desloca.

Na quinta-feira, dia 17 de setembro, Carlos Humberto de Carvalho recebeu, em nome da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, o Prémio Nacional “Mobilidade em Bicicleta” atribuído pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB).

Criado em 2006, este prémio reconhece publicamente o contributo de determinadas entidades e pessoas individuais que tenham promovido a utilização da bicicleta nas suas múltiplas vertentes, através da criação ou melhoria de condições e facilidades em Portugal e/ou da divulgação de iniciativas fomentadoras do uso deste modo de transporte não motorizado.

Nesta que é a 21.ª edição do prémio, a TML é distinguida na categoria Entidades Públicas, juntamente com a Região de Turismo do Algarve e a Transtejo Soflusa. Entre os galardoados desta edição contam-se ainda o Núcleo de Cicloturismo de Arraiolos e o Grupo Desportivo e Cultural Baronia (na categoria Associações e Clubes), Margarida Nascimento (categoria Comunicação Social), e ainda a Marina de Vilamoura, a Bikeland e António Rapoula, em representação da EMEL (categoria Empresas).

Na cerimónia de entrega de prémios, que teve lugar no Auditório do Espaço Jardim de Inverno da EMEL, em Lisboa, marcou presença Rui Rocha, Secretário de Estado da Proteção Civil.

No segundo dia do CIVITAS Fórum 2026, a TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa levou até Salónica uma experiência que está a transformar a forma de pensar a mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa: o Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMMUS).

Num encontro que junta cidades, autoridades, profissionais, especialistas e investigadores de toda a Europa para discutir o futuro da mobilidade urbana, Luísa Ferreira, administradora da TML, integrou o painel “European, national and local cooperation for the next generation of SUMP”.

A sessão reuniu diferentes perspetivas europeias, com a participação de Vanessa Holve (ICLEI Europe), Evangelia Stavropoulou (Ministério da Infraestrutura e Transportes da Grécia), Alan O’Brien (European Investment Bank), Guido Müller (Ministério do Ambiente, da Natureza e dos Transportes do Estado da Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha) e Tünde Hajnal (BKK Centre for Budapest Transport).

A participação da TML foi uma oportunidade para partilhar a experiência metropolitana de Lisboa e trazer para o debate europeu um plano que coloca a mobilidade sustentável no centro das políticas de mobilidade da região.

Promovido pela TML e em vigor desde o final de 2025, o PMMUS da Área Metropolitana de Lisboa constitui um referencial para orientar políticas e decisões de mobilidade, com uma visão integrada para o território e para as diferentes formas de deslocação.

Porque planear a mobilidade é também pensar a região como um todo, antecipar desafios e criar melhores condições para as pessoas se deslocarem.