{"id":7245,"date":"2026-09-18T18:49:32","date_gmt":"2026-09-18T18:49:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tmlmobilidade.pt\/?p=7245"},"modified":"2026-09-18T18:49:34","modified_gmt":"2026-09-18T18:49:34","slug":"transportes-publicos-e-mobilidade-partilhada-uma-viagem-cada-vez-mais-integrada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tmlmobilidade.pt\/en\/comunicacao\/noticias\/transportes-publicos-e-mobilidade-partilhada-uma-viagem-cada-vez-mais-integrada\/","title":{"rendered":"Transportes p\u00fablicos e mobilidade partilhada: uma viagem cada vez mais integrada"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fiabilidade, informa\u00e7\u00e3o, digitaliza\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o foram alguns dos temas em destaque na mesa-redonda \u201cTransportes p\u00fablicos e mobilidade partilhada\u201d, que reuniu diferentes operadores e entidades de mobilidade no Banco de Portugal, no \u00e2mbito da Semana Europeia da Mobilidade.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como \u00e9 que evoluiu a mobilidade na \u00c1rea Metropolitana de Lisboa? O que pode ser feito para tornar as desloca\u00e7\u00f5es mais simples e previs\u00edveis? E como incentivar mais pessoas a experimentar e utilizar os transportes p\u00fablicos?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas foram algumas das quest\u00f5es debatidas na manh\u00e3 de 17 de setembro, no Edif\u00edcio Marconi do Banco de Portugal, em Lisboa, numa sess\u00e3o com participa\u00e7\u00e3o presencial e online. A mesa-redonda contou com a apresenta\u00e7\u00e3o e o encerramento de Ana Fontoura, do Banco de Portugal, e foi moderada por Filipa Studer, respons\u00e1vel de Marketing e Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas da TML &#8211; Transportes Metropolitanos de Lisboa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Participaram no debate Ana Oliveira, Diretora do Departamento de Gest\u00e3o Operacional da TML, que gere a Carris Metropolitana; Ant\u00f3nio Rapoula, Diretor de Comunica\u00e7\u00e3o e Marketing da EMEL; Andr\u00e9 Peres, Chefe de Departamento &#8211; Clientes e Projetos do Metropolitano de Lisboa; Catarina Dias, Diretora de Cliente da Carris; Raquel Santos, Diretora Comercial da Fertagus; e Zita Carvalho, Diretora Comercial da CP.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"580\" src=\"https:\/\/www.tmlmobilidade.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/banner_tml_bdp-1024x580.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7246\" srcset=\"https:\/\/www.tmlmobilidade.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/banner_tml_bdp-1024x580.png 1024w, https:\/\/www.tmlmobilidade.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/banner_tml_bdp-300x170.png 300w, https:\/\/www.tmlmobilidade.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/banner_tml_bdp-768x435.png 768w, https:\/\/www.tmlmobilidade.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/banner_tml_bdp.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Uma viagem, v\u00e1rios modos de transporte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A abrir a sess\u00e3o, Filipa Studer sublinhou que \u201cfalar de mobilidade metropolitana \u00e9 falar de um sistema coletivo, onde o resultado final \u00e9 partilhado\u201d. Para quem se desloca, a viagem n\u00e3o \u00e9 feita por um \u00fanico operador ou meio de transporte: pode combinar autocarro, metro, comboio, bicicleta ou estacionamento, sendo essa combina\u00e7\u00e3o que constitui a experi\u00eancia de mobilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A evolu\u00e7\u00e3o recente dos diferentes servi\u00e7os mostra mudan\u00e7as significativas nesse sentido. No Metropolitano de Lisboa, Andr\u00e9 Peres destacou o aumento da <strong>fiabilidade do servi\u00e7o<\/strong>, associado ao investimento em equipamentos. Na Carris, Catarina Dias salientou a transforma\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio servi\u00e7o de autocarros, enquanto Ana Oliveira apontou, na Carris Metropolitana, o esfor\u00e7o de adaptar a oferta \u00e0s necessidades dos clientes, disponibilizar informa\u00e7\u00e3o em tempo real e recolher o seu feedback.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m na CP se tem verificado uma mudan\u00e7a de perspetiva, com a empresa a assumir o objetivo de colocar o cliente no centro da sua atividade. Para Zita Carvalho, esta mudan\u00e7a de paradigma passa tamb\u00e9m pela digitaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Fertagus, Raquel Santos destacou o impacto da redu\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria no aumento da procura, salientando igualmente a vantagem dos tempos de viagem face ao autom\u00f3vel em determinados percursos e o trabalho desenvolvido para proporcionar melhores condi\u00e7\u00f5es aos clientes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 Ant\u00f3nio Rapoula apresentou o papel da EMEL na mobilidade pendular, destacando a implementa\u00e7\u00e3o dos Parques navegante\u00ae e o contributo das receitas do estacionamento para o financiamento de outras solu\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os de mobilidade em Lisboa, como a gest\u00e3o semaf\u00f3rica e as bicicletas GIRA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Da bilh\u00e9tica integrada \u00e0 informa\u00e7\u00e3o integrada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se a desloca\u00e7\u00e3o pode envolver v\u00e1rios modos e operadores, como garantir que o passageiro n\u00e3o sinta que est\u00e1 a mudar de sistema a cada etapa da viagem?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong>navegante\u00ae<\/strong> foi apontado como um dos principais instrumentos de integra\u00e7\u00e3o. A exist\u00eancia de uma solu\u00e7\u00e3o comum de bilh\u00e9tica permite ao utilizador encarar diferentes servi\u00e7os como partes de uma mesma rede. O pr\u00f3ximo passo passa por refor\u00e7ar tamb\u00e9m a integra\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido, Ana Oliveira revelou que a TML est\u00e1 a desenvolver um <strong>planeador de viagem integrado na App navegante\u00ae<\/strong>, com o objetivo de dar maior confian\u00e7a ao passageiro e facilitar a escolha e combina\u00e7\u00e3o dos diferentes modos de transporte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Zita Carvalho, depois do esfor\u00e7o desenvolvido na coordena\u00e7\u00e3o da bilh\u00e9tica, \u00e9 necess\u00e1rio continuar esse trabalho ao n\u00edvel da comunica\u00e7\u00e3o. Uma ideia partilhada por v\u00e1rios participantes: <strong>a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para tornar a viagem previs\u00edvel<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Raquel Santos destacou a import\u00e2ncia de disponibilizar informa\u00e7\u00e3o ao longo da jornada do cliente. Ant\u00f3nio Rapoula deu como exemplo a GIRA, cuja articula\u00e7\u00e3o com o navegante\u00ae permite responder \u00e0s necessidades do chamado <em>last mile<\/em>, ligando diferentes momentos da desloca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Catarina Dias sublinhou o dever dos operadores de informar e de contribuir para que o transporte p\u00fablico seja mais previs\u00edvel, complementando a informa\u00e7\u00e3o disponibilizada pelos restantes intervenientes no sistema de mobilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Experimentar para mudar h\u00e1bitos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No final, a discuss\u00e3o centrou-se numa quest\u00e3o essencial: <strong>como convencer mais pessoas a optar pelos transportes p\u00fablicos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tempo, custo e qualidade de vida foram alguns dos argumentos apontados. Para Andr\u00e9 Peres, utilizar transportes p\u00fablicos pode significar poupar tempo e dinheiro e trazer benef\u00edcios para a sa\u00fade. Catarina Dias destacou a possibilidade de o transporte p\u00fablico combinado constituir, em si mesmo, uma escolha de mobilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Raquel Santos, a experi\u00eancia \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de alterar h\u00e1bitos: experimentar um determinado percurso e perceber que funciona pode levar a uma utiliza\u00e7\u00e3o regular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A import\u00e2ncia de ouvir os utilizadores voltou a ser sublinhada por Ana Oliveira, que destacou o trabalho das equipas que diariamente procuram melhorar o servi\u00e7o e valorizou o contributo do feedback dos passageiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fechar, Ant\u00f3nio Rapoula deixou um desafio aos participantes: ter a \u201ccoragem de experimentar\u201d a bicicleta em Lisboa, tal como muitos fazem quando viajam para outras cidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais do que escolher entre diferentes meios, a discuss\u00e3o mostrou que o futuro da mobilidade passa pela <strong>capacidade de os integrar numa experi\u00eancia de viagem simples, previs\u00edvel e centrada nas necessidades de quem se desloca<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fiabilidade, informa\u00e7\u00e3o, digitaliza\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o foram alguns dos temas em destaque na mesa-redonda \u201cTransportes p\u00fablicos e mobilidade partilhada\u201d, que reuniu diferentes operadores e entidades de mobilidade no Banco de Portugal, no \u00e2mbito da Semana Europeia da Mobilidade. 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